Simulado De História Moderna (Ufpr)

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Simulado De Histria Moderna (Ufpr) - Quiz

Simulado de História Moderna (UFPR)


Questions and Answers
  • 1. 
    (UFPR/2003)    "Se não existissem leis e governos, uma vez que o mundo é mau e apenas um ser humano em mil é um verdadeiro cristão, as pessoas se destruiriam umas às outras e ninguém seria capaz de sustentar sua mulher e seus filhos, de se alimentar e servir a Deus. O mundo tornar-se-ia um deserto. E assim Deus instituiu dois governos, o governo espiritual, que molda os verdadeiros cristãos e as pessoas justas por meio do Espírito Santo sob Cristo, e o governo secular, que reprime os maus e os não cristãos e os obriga a conservarem-se exteriormente em paz e permanecerem quietos, gostem ou não gostem disso." (Martinho Lutero. Sobre a autoridade secular: até que ponto se estende a obediência a ela? Trad. de Hélio M. L. de Barros e Carlos E. S. Matos. São Paulo: Martins Fontes, 1995. p. 16.) Sobre o contexto da Reforma Protestante e as idéias de Lutero sobre o poder temporal, são corretas as alternativas
    • A. 

      Dando continuidade ao pensamento político de Santo Agostinho, Lutero reforça a autoridade dos príncipes, legitima o domínio que exercem sobre os súditos e compartilha com os monarcas as idéias a respeito da centralização do poder.

    • B. 

      Lutero, por assumir uma posição de conservadorismo político e defender a teoria da resistência passiva dos cristãos, condenou com veemência as revoltas camponesas na Alemanha.

    • C. 

      Ao fundamentar sua teologia na justificação pela fé, Lutero desenvolveu uma definição pessimista da humanidade, que se confrontava com a definição humanista. Isso ficou evidente na polêmica que manteve com Erasmo, em torno do livre-arbítrio.

    • D. 

      Apesar de se colocarem em campos teológicos e doutrinários completamente opostos, a Reforma Protestante e a Reforma Católica tinham um objetivo comum: responder às demandas espirituais da época e aplacar as inquietações da consciência cristã.

    • E. 

      As guerras religiosas do século XVI uniram católicos e protestantes contra a ameaça turca e o Islã.

  • 2. 
    (UFPR/2003)   Em 1516 foi publicado o livro Utopia, do humanista inglês Thomas More. A respeito das idéias humanistas, assinale as alternativas corretas:
    • A. 

      More defendia a sociedade aristocrática inglesa; seu livro foi um elogio às elites e ao estilo de vida dos nobres, sendo a ilha Utopia uma representação da Inglaterra.

    • B. 

      Os humanistas ingleses e dos Países Baixos escreveram críticas impiedosas à sociedade e aos vícios humanos, aos homens da Igreja e aos maus governantes, como se pode ler, por exemplo, no livro O Elogio da Loucura, de Erasmo.

    • C. 

      Uma das principais características do pensamento humanista é a crença na ligação entre conhecimento e governo justo. Isso explica a divulgação de obras de aconselhamento dos príncipes e de obras voltadas para a crítica social.

    • D. 

      Um elemento importante na formulação do pensamento humanista foi a defesa do bem público.

    • E. 

      Para os humanistas cristãos, a república perfeita era a república cristã fundada nas virtudes do povo e do príncipe.

  • 3. 
    (UFPR/2004)   "E há de se entender o seguinte: que um príncipe, e especialmente um príncipe novo, não pode observar todas as coisas a que são obrigados os homens considerados bons, sendo freqüentemente forçado, para manter o governo, a agir contra a caridade, a fé, a humanidade, a religião. É necessário, por isso, que possua ânimo disposto a voltar-se para a direção a que os ventos e as variações da sorte o impelirem, e, como disse mais acima, não partir do bem, mas, podendo, saber entrar para o mal, se a isso estiver obrigado." (MAQUIAVEL, N. O Príncipe. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 80. Coleção Os Pensadores.)               Ao oferecer seus conselhos a Lourenço de Médici, Maquiavel tornou público um dos textos mais importantes do Renascimento sobre o exercício do poder e a manutenção do Estado moderno. Sobre o tema, assinale as alternativas corretas:
    • A. 

      O texto de Maquiavel trata de um fenômeno político que surge em toda a Europa no século XVI, decorrente do despertar de um forte sentimento revolucionário que uniu monarquia, burguesia e camponeses contra os senhores feudais.

    • B. 

      Ao testemunhar as vicissitudes políticas de Florença, Maquiavel inspirou-se nas atitudes dos príncipes e do papado para escrever um tratado no qual admitia que a moral, nos assuntos políticos, devia ser relativa ao objetivo principal dos príncipes, a saber, manter o Estado.

    • C. 

      Para fortalecer o seu poder internamente e garantir a supremacia frente aos outros Estados, o monarca moderno passou a contar com exército próprio, tanto que as expedições militares passaram a ser financiadas pelo erário público.

    • D. 

      Uma fonte segura de financiamento das monarquias modernas foi a expropriação das terras da nobreza.

    • E. 

      A arquitetura, as artes, os espetáculos, as cerimônias e os rituais políticos foram manifestações do poder monárquico, que não era exercido só pela força, mas também pelo carisma e pela mística da majestade real.

  • 4. 
    (UFPR/2004)   Sobre o processo de acumulação primitiva do capital na Inglaterra, ocorrido no período correspondente à transição do feudalismo para o capitalismo, e algumas de suas conseqüências, é incorreto afirmar:
    • A. 

      Coincide com o período em que a coroa inglesa estendeu seus domínios para o continente africano.

    • B. 

      A acumulação de capital deu-se particularmente no campo, em função da elevação das rendas dos proprietários e da exploração da terra segundo critérios capitalistas.

    • C. 

      Os cercamentos estão na origem da expropriação dos camponeses e do desmantelamento das formas de vida comunitárias, tendo lançado na miséria grandes contingentes de homens e mulheres. Essas pessoas foram duramente perseguidas pela legislação de combate à mendicância e à vagabundagem durante os períodos Tudor e Stuart.

    • D. 

      Grande parte do capital oriundo da atividade mercantil foi aplicada na produção têxtil.

    • E. 

      Os cercamentos não foram aceitos passivamente pela população. Pode-se afirmar, com base em sermões, canções e outras formas de expressão da cultura popular, que houve um movimento de resistência mais ou menos violento na Inglaterra contra o despovoamento e o empobrecimento das regiões transformadas em áreas de pastagens e de criação do gado lanígero.

  • 5. 
    (UFPR/2005)   “Nossas esperanças sobre os destinos futuros da espécie humana podem se reduzir a estas três questões: a destruição da desigualdade entre as nações; os progressos da igualdade em um mesmo povo; enfim, o aperfeiçoamento real do homem.” (CONDORCET. Esboço de um quadro histórico dos progressos do espírito humano. Trad. de Carlos A. R. de Moura. Campinas: Ed. da UNICAMP, 1993. p. 177.)               As esperanças de Condorcet foram compartilhadas pelos filósofos iluministas, representantes de um movimento cultural e intelectual que teve na França um dos centros mais importantes e atuantes no século XVIII. Sobre o iluminismo, assinale a alternativa correta.
    • A. 

      Os iluministas eram adeptos de um modelo econômico baseado na propriedade coletiva dos meios de produção.

    • B. 

      Rousseau, Voltaire, Diderot e D’Alembert foram duramente perseguidos por forças de repressão da monarquia francesa por defenderem um regime republicano e instigarem, com suas idéias, os camponeses à rebelião; em meados do século XVIII, estabeleceram formas de ação política retomadas mais tarde pelos jacobinos.

    • C. 

      No seu combate à Igreja Católica, os iluministas defenderam o confisco dos bens eclesiásticos, com o intuito de distribuí-los entre os pobres.

    • D. 

      Condorcet e os filósofos iluministas defendiam a revolução política com o objetivo de extinguir as classes sociais.

    • E. 

      Os iluministas acreditavam na capacidade humana de superar a miséria e a ignorância pelo uso da razão, condição fundamental para o exercício da liberdade e a conquista da felicidade; a história, nesse sentido, é entendida por eles como um movimento linear cuja finalidade é o progresso humano.

  • 6. 
    (UFPR/2006)   “A justiça sem a força é impotente; a força sem a justiça é tirânica. A justiça sem a força será contestada, porque há sempre maus; a força sem a justiça será acusada. É preciso reunir a justiça e a força; e dessa forma, fazer com que o justo seja forte, e o que é forte seja justo.” (Pascal. Pensamentos V, 298. Apud. BARROS, Alberto Ribeiro de. A teoria da soberania de Jean Bodin. São Paulo: UNIMARCO, 2001.)   Essa passagem dos Pensamentos do filósofo e matemático Blaise Pascal (1623–1662) remete à relação de equilíbrio que deve existir entre o poder político e a justiça. A respeito dessa questão central para a filosofia e a ciência política desde o século XVII, assinale a alternativa correta.
    • A. 

      John Locke (1632–1704) defendia que ninguém podia isentar-se das leis que regem a sociedade civil, criticando enfaticamente as teorias absolutistas, que consideravam uma prerrogativa do poder monárquico não se submeter às leis que regulavam a vida dos súditos.

    • B. 

      Nos séculos XVII e XVIII, as monarquias absolutistas foram controladas pelos parlamentos em toda a Europa, prevalecendo as teorias políticas constitucionais sobre a teoria do direito divino dos reis.

    • C. 

      Ao escrever sobre as formas de governo, Montesquieu (1689–1755) aproximou-se do pensamento político de John Locke, tornando-se um opositor da monarquia e defensor do regime republicano democrático.

    • D. 

      Os pensadores políticos dos séculos XVI e XVII que defenderam a causa política da monarquia eram seguidores dos princípios políticos pragmáticos enunciados por Maquiavel no começo do século XVI, mesmo que para tanto tivessem que renunciar à moral e à religião.

    • E. 

      Thomas Hobbes (1588–1679) foi um defensor do equilíbrio entre executivo e legislativo, pregando a necessidade de um parlamento forte que moderasse a monarquia.

  • 7. 
    (UFPR/2006)   Durante a União das Coroas Ibéricas (1580–1640), as formas de exploração do continente africano sofreram mudanças consideráveis. Sobre esse aspecto, considere as seguintes afirmativas:   I.          O rei de Espanha e Portugal, Felipe II, proibiu os Países Baixos, entre eles a Holanda, de traficar escravos na costa africana. Isso levou os holandeses a fundar a Companhia de Comércio das Índias Ocidentais, com o objetivo de participar do tráfico de escravos para o Novo Mundo. II.         Os holandeses conquistaram a Costa da Mina e Angola, na costa africana. Apenas Angola foi recuperada pelos portugueses, graças a uma expedição que partiu do Brasil liderada por Salvador de Sá. III.        Após a conquista da Costa da Mina pelos holandeses, o tráfico de escravos entre o Brasil e aquela região africana praticamente desapareceu. IV.       A produção do tabaco da Bahia entrou em declínio, uma vez que aquele produto era comercializado essencialmente na Costa da Mina. V.        Única praça subordinada à administração portuguesa na África, Angola, através de seus portos de Luanda, Cabinda e Benguela, passou a receber mercadorias, sobretudo, como a geritiba (cachaça), que eram trocadas por escravos africanos.   Assinale a alternativa correta.
    • A. 

      Somente as afirmativas I, II e V são verdadeiras.

    • B. 

      Somente as afirmativas IV e V são verdadeiras.

    • C. 

      Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.

    • D. 

      Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.

    • E. 

      Somente as afirmativas I e V são verdadeiras.

  • 8. 
    (UFPR/2006)   Os processos de exploração do Novo Mundo por Portugal e pela Espanha tiveram diferentes motivações e atenderam às necessidades e interesses específicos dos países envolvidos. Comparando a atuação dos portugueses e dos espanhóis na América, considere as seguintes afirmativas:   I.          Nos primeiros trinta anos da descoberta do Brasil, o interesse português se concentrou no litoral, porque ali havia ouro em abundância. II.         No México e no Peru, onde os espanhóis encontraram uma grande concentração populacional, a exploração da mão-de-obra indígena se deu pelo aproveitamento da estrutura vigente, ou seja, a imposição de trabalho forçado e a cobrança de tributos. III.        Na América espanhola e no Brasil, missionários e colonos atuaram em conjunto na escravização dos índios. IV.       Os efeitos da Contra-Reforma se fizeram sentir na América espanhola por meio da atuação do Tribunal da Inquisição, que perseguia os cristãos acusados de práticas judaicas ou práticas religiosas de origem indígena.   Assinale a alternativa correta.
    • A. 

      Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.

    • B. 

      Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.

    • C. 

      Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.

    • D. 

      Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.

    • E. 

      Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.

  • 9. 
    (UFPR/2007)   “Produção e consumo – e necessidades humanas – tornam-se cada vez mais internacionais e cosmopolitas. O âmbito dos desejos e reivindicações humanas se amplia muito além da capacidade das indústrias locais, que então entram em colapso. A escala de comunicações se torna mundial, o que faz emergir uma mass media tecnologicamente sofisticada. O capital se concentra cada vez mais nas mãos de poucos. Camponeses e artesãos independentes não podem competir com a produção de massa capitalista e são forçados a abandonar suas terras e fechar seus estabelecimentos. A produção se centraliza de maneira progressiva e se racionaliza em fábricas altamente automatizadas.” (BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1986, p. 89–90.) O texto introduz alguns elementos do processo de modernização que originou a produção de mercadorias centrada na lógica capitalista. Sobre o tema, considere as afirmativas a seguir: 1. A implantação do sistema fabril capitalista transformou substancialmente os padrões de consumo, criando mercadorias fabricadas em um ritmo frenético e impondo novas necessidades aos consumidores. 2. Uma característica marcante da modernização foi a consolidação da indústria local, já que a sua proximidade com as comunidades credenciaram-na a atender os anseios dessa população regional. 3. A modernização capitalista favoreceu a percepção de uma diminuição dos espaços geográficos, na medida em que o desenvolvimento das tecnologias de comunicação encurtou as distâncias entre as pessoas. 4. A centralização da produção em estabelecimentos altamente automatizados fortaleceu o sistema doméstico de fabricação de mercadorias baseado na atividade artesanal.   Assinale a alternativa correta.
    • A. 

      Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.

    • B. 

      Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.

    • C. 

      Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.

    • D. 

      Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.

    • E. 

      Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.

  • 10. 
    (UFPR/2007)   Alexis de Tocqueville, um dos grandes teóricos da democracia na América, afirma em sua obra de 1835: “Quando comparo as repúblicas gregas e romanas com essas repúblicas da América, as bibliotecas manuscritas das primeiras e seu populacho grosseiro com os mil jornais que circulam nas segundas e com o povo esclarecido que as habita; quando em seguida penso em todos os esforços que ainda são feitos para julgar uns com a ajuda dos outros e prever, pelo que aconteceu há dois mil anos, o que acontecerá em nossos dias, sou tentado a queimar meus livros, a fim de aplicar apenas idéias novas a um estado social tão novo”. (TOCQUEVILLE, Alexis. de. A Democracia na América. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 355–356.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre a formação da democracia nos Estados Unidos da América, é correto afirmar:
    • A. 

      Ao destacar o ineditismo da democracia norte-americana, Tocqueville refere-se ao fato de a Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776) ter conferido igualdade, liberdade e direitos irrestritos às mulheres e aos escravos.

    • B. 

      O “estado social tão novo” apregoado pelo autor refere-se à existência de uma democracia fundamentada nos pressupostos do Despotismo Esclarecido que caracterizava o sistema político no Antigo Regime na Europa.

    • C. 

      Por considerar a democracia na América uma ruptura histórica, Alexis de Tocqueville afirma que a democracia norte-americana foi um episódio original e sem precedentes em experiências históricas anteriores.

    • D. 

      Tocqueville sugere que, diferente das repúblicas gregas e romanas, a experiência democrática americana resultou na formação de uma população grosseira e iletrada, conseqüência da leitura de jornais em vez de livros.

    • E. 

      A instituição precoce da democracia liberal nos Estados Unidos foi responsável pela implementação da “missão civilizadora” que possibilitou a incorporação pacífica das populações indígenas nativas na sociedade nacional e assegurou a manutenção do seu modo de viver.

  • 11. 
    (UFPR/2008)   Observe a imagem do mapa de Waldseemuller e leia o texto a seguir. (Martin Waldseemuler, 1507.)   “Este mapa é de fundamental significação na história da cartografia. Sintetizou a revolução dos vinte anos precedentes na geografia e ampliou a imagem contemporânea do mundo, proporcionando uma visão essencialmente nova do mesmo. [....] Seu histórico é conhecido indubitavelmente a partir do tratado geográfico Cosmographiae Introductio que acompanhou sua publicação em 1507. [...] Este mapa tem uma importância histórica única. Nele o Novo Mundo recebe o nome de América pela primeira vez. Colombo aparentemente nunca abandonou sua convicção de que as ilhas das Índias Ocidentais que descobriu eram próximas à costa leste da Ásia. Vespúcio, entretanto, descobriu a verdade, ou seja, que era um novo mundo. Waldseemuller aceitou esta visão e propôs – para honrar Vespúcio – conceder seu nome à nova terra.” (WHITIFIELD, Peter. The image of the world: 20 centuries of World Maps. San Francisco: Pomegranate Artbooks & British Library, 1994, p. 48–49.)   Com base no mapa, no texto e nos conhecimentos sobre a epopéia dos descobrimentos na Época Moderna, é correto afirmar:
    • A. 

      O mapa de Waldseemuller foi elaborado para reforçar a concepção bastante difundida durante a Idade Média de que a Terra era plana, contribuindo assim para afirmar a tese da impossibilidade de atingir o Oriente navegando para o Ocidente.

    • B. 

      O uso da expressão “descoberta da América”, para designar o ocorrido em 1492, revela uma construção a posteriori da historiografia, que assim estabelece uma representação simbólica da presença européia no continente pela primeira vez na Era Moderna.

    • C. 

      Afirmar que Vespúcio foi o responsável pela “descoberta do Novo Mundo” significa evidenciar um traço da mentalidade greco-romana da Antiguidade, que prescrevia a experimentação científica como método para obter o conhecimento da verdade das coisas.

    • D. 

      A verificação empírica da verdade dos “descobrimentos” possibilitou, ao longo do século XVI, uma nova epistemologia para as ciências humanas, que passou a fundar-se no testemunho direto dos acontecimentos como critério para o estabelecimento dos fatos.

    • E. 

      Pelo relato sobre os “descobrimentos”, explicitado no texto, fica evidente que havia, no período da publicação do mapa de Waldseemuller, uma nítida separação entre a perspectiva de análise geográfico-cartográfica e a abordagem histórica dos eventos da expansão marítima.

  • 12. 
    (UFPR/2008)   “Mas não é uma conduta extraordinária, e por assim dizer selvagem, o correr todo o povo a acusar o Senado em altos brados, e o Senado o povo, precipitando-se os cidadãos pelas ruas, fechando as lojas e abandonando a cidade? A descrição apavora. Responderei, contudo, que cada Estado deve ter costumes próprios, por meio dos quais os populares possam satisfazer sua ambição [...]. O desejo que sentem os povos de ser livres raramente prejudica a liberdade porque nasce da opressão ou do temor de ser oprimido. [...] Sejamos, portanto, avaros de críticas ao governo romano: atentemos para o fato de que tudo o que de melhor produziu esta república provém de uma boa causa. Se os tribunos devem sua origem à desordem, esta desordem merece encômios, pois o povo, desta forma, assegurou participação no governo. E os tribunos foram os guardiões das liberdades romanas.” (MAQUIAVEL, Nicolau. Comentários sobre a Primeira Década de Tito Lívio. 3 ed., Brasília: Editora da UNB, 1994, p. 31–32.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre a sociedade renascentista, é correto afirmar que o pensamento de Maquiavel:
    • A. 

      Restabeleceu no Mundo Moderno as formas clássicas do pensamento político, especialmente as da República romana, que garantiram os mecanismos de representação popular nas novas Repúblicas em formação na Itália e no norte da Europa.

    • B. 

      Introduziu o conceito de desordem no pensamento renascentista para explicar os processos evolutivos dos Estados e das formas de governos possíveis, baseando-se na proposição do modelo republicano romano como ideal para os Estados modernos.

    • C. 

      Recuperou os princípios romanos e, afirmando que os fins justificam os meios, forneceu para os movimentos sociais da Era Moderna uma justificativa para se rebelarem contra a tirania e a opressão, em nome de uma boa causa que legitimaria um governo autoritário de caráter popular.

    • D. 

      Inspirou-se nas formas clássicas, especialmente romanas, idealizando-as para afirmar que os conflitos entre os poderosos e o povo contribuem para a ampliação das liberdades republicanas e que os modos desses conflitos dependem dos costumes políticos dos povos.

    • E. 

      Pretendeu estabelecer o princípio republicano democrático romano como conceito básico da política moderna, afirmando que, para satisfazer suas aspirações, é legitimo que o povo se rebele e promova desordens com a finalidade de mudar o regime político e a organização da produção econômica.

  • 13. 
    (UFPR/2008)   “O Jacobinismo transpôs a linha diante da qual hesitavam os constituintes. [...] Colocou-se no lugar de uma liberdade negativa que não atribui ao homem qualquer objetivo, uma liberdade dependente da ação virtuosa. Colocou-se no lugar da livre associação dos indivíduos independentes, anteriormente a qualquer sociedade, uma cadeia social que em toda parte e sempre manifestava sua preeminência sobre as individualidades. Em lugar da liberdade dos modernos, colocou-se a liberdade militante e mobilizada dos antigos. Nesse ponto naufragou o individualismo dos direitos do homem. É preciso reconhecer a coerência dos Jacobinos. Embora tenham continuado a evocar a liberdade em fórmulas paradoxais e exaltadas (o ‘despotismo da liberdade’) não camuflaram o reino do extraordinário. Opuseram a liberdade da Constituição à liberdade da Revolução: ‘A Constituição, disse Saint-Just, é o reino da liberdade vitoriosa e pacífica. A Revolução consiste na guerra da liberdade contra os seus inimigos’.” (OZOUF, Mona. Liberdade. In: OZOUF, M. & FURET, François. Dicionário crítico da Revolução Francesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p. 784–785.)   Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar que estiveram em jogo no episódio da Revolução Francesa dois conceitos de liberdade:
    • A. 

      Aquele que se fundava no direito natural e se opunha à ordem aristocrática do Antigo Regime e aquele que se fundava na idéia de um contrato social que, por meio da vontade geral, regularia o estado civil.

    • B. 

      O dos antigos, que definia liberdade como ausência de coerção, e o dos modernos, que a definia como vontade positiva; o segundo postulava uma representação objetiva da felicidade humana, e o primeiro não contemplava qualquer representação de tal felicidade.

    • C. 

      Um deles de concepção aristotélica, que subordinava os objetivos morais à liberdade, e o outro que submetia a vida humana à finalidade virtuosa e justificava, por antecipação, as restrições impostas à liberdade.

    • D. 

      As liberdades no plural – franquias e privilégios – dos modernos em oposição à liberdade absoluta, isto é, a garantia da liberdade individual vigente no Antigo Regime em oposição ao aniquilamento dessas liberdades em favor do bem-estar coletivo preconizado pelos revolucionários.

    • E. 

      A ‘liberdade francesa’, que se define pela supressão da necessidade de igualdade, e a ‘liberdade inglesa’, fundada na idéia de que os indivíduos apresentam uma mesma solução se confrontados com os termos de um mesmo problema político.

  • 14. 
    (UFPR/2009)   Sobre o processo de formação dos estados-nação na Europa e o papel atribuído à escola nesse processo, considere as afirmativas abaixo: 1. O processo de estatização da escola desenvolveu-se de forma consensual entre os estados e as doutrinas religiosas que ofertavam instrução escolar. 2. O grupo dos fisiocratas, que defendia o liberalismo econômico, foi contrário ao processo de estatização da escola. 3. A instrução pública proposta visava principalmente a um processo de construção do sentimento de identidade nacional. 4. A necessidade de um sistema de ensino estatal devia-se, em parte, a efeitos da Revolução Industrial sobre os estados-nação. 5. Há um razoável consenso entre filósofos como Voltaire, Diderot, Condorcet e Rousseau de que cabe ao estado a função de formar cidadãos. Assinale a alternativa correta.
    • A. 

      Somente as afirmativas 3, 4 e 5 são verdadeiras.

    • B. 

      Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras.

    • C. 

      Somente as afirmativas 2, 3 e 5 são verdadeiras.

    • D. 

      Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.

    • E. 

      As afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5 são verdadeiras.

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