Lista De Exercícios 1 - Língua Portuguesa

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Lista De Exercícios 1 - Língua Portuguesa

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Questions and Answers
  • 1. 
    Texto 1 - O nome de quem?Um mero exercício escolar em que a professora pede aos alunos que escrevam por extenso os nomes  dos  numerais  de  10  a  19.  O enunciado solicita, num português padrão inatacável: “escreva ao lado de cada numeral o seu nome” (isto é, o nome do numeral). Ao que o aluno Brunno respondeu escrevendo o seu nome (o nome dele). Mais uma piada instantânea da web, das muitas que nossa educação capenga produz todos os dias, das quais não sabemos se devemos rir ou chorar.Mas o que interessa  aqui  é  o  problema da ambiguidade semântica que tem para nós o pronome possessivo “seu”. Em princípio, esse pronome refere-se à 3ª pessoa, tanto do singular quanto do plural, significando “dele, dela, deles, delas”. Temos então seis pronomes pessoais (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas) e seus respectivos possessivos (meu, teu, seu, nosso, vosso, seu).O fato de “seu” poder referir-se tanto a “ele/ela” quanto a “eles/elas” já é um primeiro complicador, visto que outras línguas têm possessivos distintos para singular e plural: francês son leur, italiano suo loro, inglês his/ her/its their, e assim por diante.Mas as coisas se complicaram ainda mais quando o antigo pronome de tratamento “vossa mercê”,  que  exigia  o  possessivo  de  3ª pessoa “seu”, metamorfoseou-se em “você” e se tornou pronome pessoal: o português passava a ter dois pronomes pessoais de 2ª pessoa, “tu” e “você”, o primeiro, mais íntimo e informal; o segundo, mais formal e cerimonioso. A partir desse momento, o possessivo “seu” passava a significar “dele, dela, deles, delas” e também “de você” e “de vocês”.Na maioria das vezes, o próprio contexto linguístico ou extralinguístico permite discernir de quem se trata, se de você ou dele, se de vocês  ou deles. Além disso, o emprego de “você, vocês” é relativamente restrito na  maioria  dos  países  de língua portuguesa, dado o caráter formal do pronome. A grande exceção a essa regra é o Brasil. Aqui, “você” generalizou-se como pronome de 2ª pessoa, fazendo de “tu” um pronome arcaico ou regional. Por conseguinte, “seu” é para nós predominantemente o possessivo de 2ª pessoa  do singular (de você), de modo que, quando queremos nos referir à 3ª pessoa, usamos quase invariavelmente “dele/dela”. Essa foi a solução encontrada pela fala popular. Entretanto, o estilo mais formal ainda repele em grande parte esses possessivos substitutos (que, a rigor, não são pronomes, mas locuções formadas da contração da preposição “de” com pronomes pessoais, resultando em adjuntos adnominais).Assim, é natural que o enunciado do involuntariamente humorístico exercício, redigido em norma padrão, diga “escreva ao lado de cada numeral o seu nome” e não “o nome dele”. Só que o aluno Brunninho, muito fofo, ainda está aprendendo os nomes dos numerais, portanto deve ser aluno das séries iniciais do ensino fundamental. Logo,   é bem provável que ainda não saiba a diferença entre português formal e português coloquial. (...)Não sei que nota o garoto tirou nesse exercício, mas a sua resposta está tecnicamente correta em face da ambiguidade do enunciado (pelo menos do ponto de vista de um estudante primário) e de sua vivência de falante do português, dotado de uma competência pragmática intuitiva. É claro que ele deve ter achado o exercício meio bobo (por que a professora está pedindo que eu escreva dez vezes o meu nome?), mas, se ela mandou fazer, eu faço, ora!Marque a alternativa correta a respeito do texto.
    • A. 

      O texto tem como foco mostrar que o fato em questão é uma das típicas situações que viram piada instantânea da web.

    • B. 

      O fato de o enunciado “escreva ao lado de cada numeral o seu nome” ter sido redigido em norma padrão implica que não deveria haver a ambiguidade semântica em torno do uso pronome “seu”.

    • C. 

      O pronome possessivo “seu” no exercício escolar em questão gerou um problema de ambiguidade semântica em razão do modo como foi empregado no enunciado, tendo em vista que se trata de um exercício, possivelmente, para as séries iniciais do ensino fundamental.

    • D. 

      A ambiguidade causada pelo pronome “seu” deve-se ao fato de que, na língua portuguesa, esse pronome corresponde à terceira pessoa, tanto para o singular quanto para o plural, diferentemente de outras línguas.

    • E. 

      No Brasil, no estilo mais formal, quando queremos nos referir à 3ª pessoa, o pronome “seu” equivale aos pronomes “dele/dela”.

  • 2. 
    Na passagem “(...) o estilo mais formal ainda repele em grande parte esses possessivos substitutos”, no antepenúltimo parágrafo, o termo destacado se refere, no texto, a:
    • A. 

      “dele/dela”

    • B. 

      “meu, teu, seu”

    • C. 

      “nosso, vosso, seu”

    • D. 

      “você/vocês”

    • E. 

      “tua/tuas”

  • 3. 
    No texto, há um momento em que o autor deixa se referir ao aluno, de falar sobre ele, e passa a expressar uma fala que seria desse aluno diante do fato em questão. Assinale a alternativa que contempla essa passagem:
    • A. 

      “Não sei que nota o garoto tirou nesse exercício, mas a sua resposta está tecnicamente correta em face da ambiguidade do enunciado”.

    • B. 

      “Só que o aluno Brunninho, muito fofo, ainda está aprendendo os nomes dos numerais, portanto deve ser aluno das séries iniciais do ensino fundamental”.

    • C. 

      “É natural que o enunciado do involuntariamente humorístico exercício, redigido em norma padrão, diga ‘escreva ao lado de cada numeral o seu nome’ e não “o nome dele’”.

    • D. 

      “É claro que ele deve ter achado o exercício meio bobo (por que a professora está pedindo que eu escreva dez vezes o meu nome?), mas, se ela mandou fazer, eu faço, ora!”

    • E. 

      “É bem provável que ainda não saiba a diferença entre português formal e português coloquial”.

  • 4. 
    Observe no texto a que regra o autor se refere na passagem “A grande exceção a essa regra é o Brasil”, situada no antepenúltimo parágrafo. Agora, assinale a alternativa que contém essa regra.
    • A. 

      “‘você’ generalizou-se como pronome de 2ª pessoa, fazendo de ‘tu’ um pronome arcaico ou regional”.

    • B. 

      “o possessivo ‘seu’ passava a significar ‘dele, dela, deles, delas’ e também ‘de você’ e ‘de vocês’”.

    • C. 

      “‘seu’ é para nós predominantemente o possessivo de 2ª pessoa do singular (de você)”.

    • D. 

      “o próprio contexto linguístico ou extralinguístico permite discernir de quem se trata, se de você ou dele, se de vocês ou deles”.

    • E. 

      “(...) o emprego de ‘você, vocês’ é relativamente restrito na maioria dos países de língua portuguesa, dado o caráter formal do pronome”.

  • 5. 
    Em “(...) o antigo pronome de tratamento “vossa mercê”, que exigia o possessivo de 3ª pessoa “seu”, metamorfoseou-se em “você” e se tornou pronome pessoal”, o verbo destacado surgiu a partir do substantivo “metamorfose”, que não é o mesmo que:
    • A. 

      Mudança

    • B. 

      Conservação

    • C. 

      Transformação

    • D. 

      Alteração

    • E. 

      Modificação

  • 6. 
    Na oração “O enunciado solicita, num português padrão inatacável (...)”, a palavra destacada é formada um tipo de derivação que ocorre quando um prefixo e um sufixo são acrescentados à palavra primitiva de forma dependente, ou seja, os dois afixos não podem se separar, devendo ser usados ao mesmo tempo, pois sem um deles a palavra não se reveste de nenhum significado. Trata-se da derivação: Está(ão) correto(s):
    • A. 

      Prefixal

    • B. 

      Sufixal

    • C. 

      Parassintética

    • D. 

      Prefixal e sufixal

    • E. 

      Imprópria

  • 7. 
    Considerando as regras de acentuação gráfica, julgue os itens a seguir (observe as palavras sublinhadas):I. Acentua-se com circunflexo a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter, como em “(...) outras línguas têm possessivos distintos para singular e plural”.II. Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas, como em “português padrão inatacável”.III. Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongos crescentes, como em “competência pragmática intuitiva”.Está(ão) correto(s): 
    • A. 

      Todos os itens.

    • B. 

      Apenas o item II.

    • C. 

      Os itens I e II.

    • D. 

      Os itens II e III.

    • E. 

      Os itens I e III.

  • 8. 
    Considerando a classificação tradicional do sujeito, é possível afirmar que na oração “Nas últimas semanas, tem circulado pela internet a seguinte imagem” o sujeito é:
    • A. 

      Indeterminado

    • B. 

      Determinado Simples

    • C. 

      Determinado Oculto

    • D. 

      Determinado Composto

    • E. 

      A oração é sem sujeito

  • 9. 
    O termo destacado em “Por conseguinte, ‘seu’ é para nós predominantemente o possessivo de 2ª pessoa do singular (de você) de modo que, quando queremos nos referir à 3ª pessoa, usamos quase invariavelmente ‘dele/dela’”, pode ser substituído, sem prejuízo da ideia que exprime, por:
    • A. 

      Enquanto

    • B. 

      Apesar de

    • C. 

      Entretanto

    • D. 

      Não obstante

    • E. 

      Logo

  • 10. 
    Em “É bem provável que [o aluno] ainda não saiba a diferença entre português formal e português coloquial”, a oração sublinhada exerce a função sintática de:
    • A. 

      Sujeito do verbo da oração principal

    • B. 

      Objeto direto do verbo da oração principal

    • C. 

      Objeto indireto do verbo da oração principal

    • D. 

      Predicativo do sujeito do verbo da oração principal

    • E. 

      Aposto de algum termo da oração principal

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