3º Ano - Simulado Spaece 2012

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3 Ano - Simulado Spaece 2012 - Quiz


Questions and Answers
  • 1. 
    Texto 1   Mensagens eletrônicas O que é E-mail? Michael A. Hogarth       O correio eletrônico, também chamado de e-mail (electronic mail) é um recurso importante e fundamental da Internet; é também uma das funções mais universais, disponível em virtualmente todos os sistemas. Por si só, o e-mail introduziu modos novos de comunicar e negociar. Por seu intermédio, pessoas ao redor do mundo podem compartilhar ideias, discutir problemas comuns e disseminar notícias e informação.    Usá-lo é muito simples: você digita uma mensagem e a envia eletronicamente para qualquer lugar conectado à Internet, a qualquer pessoa do mundo que também tenha uma conta no correio eletrônico. A mensagem normalmente chega em um minuto ou dois, e a outra pessoa pode responder (inclusive copiando partes da mensagem original, para referência), enviar uma cópia da mensagem para outra pessoa ou armazená-lo no seu disco, para ler posteriormente.      Com o e-mail, você pode manter uma extensa correspondência com alguém no espaço de um dia ou dois, o que levaria seis meses pelo correio normal. Além disso, como os conteúdos das mensagens são eletrônicos, você pode usar o e-mail para discussões sobre temas específicos, como se fosse um diálogo. Intermedic. Ano 2. Unicamp, Lemos Editorial, Searle, monsanto, s/d.   Texto 2   Etiquetas e boas maneiras no uso do e-mail       Nos dias de hoje, o correio eletrônico é uma das ferramentas mais utilizadas como meio de comunicação entre empresas e até mesmo no nosso dia a dia e nos nossos circuitos mais informais. No entanto, se para estes últimos o grau de informalidade nos permite ter qualquer conversa, dar erros quando escrevemos ou fazer abreviaturas hieroglíficas que só os mais perspicazes percebem ao mesmo tempo que incluímos uns “smiles” aqui e ali, outros níveis de relacionamento não permitem tamanho à vontade e obrigam mesmo a algumas regras de conduta e de boa educação.     Saber trabalhar com e-mail é essencial. Faz parte do nosso quotidiano e é rara a pessoa que não manda todos os dias os seus “mails”, quer sejam de cariz pessoal ou profissional. No entanto esta ferramenta tem as suas “regras” próprias e exige alguns cuidados de modo a não ser apanhado desprevenido e acabar por cometer erros crassos.     Acima de tudo há que saber distinguir entre trabalho e vida pessoal. […] No que diz respeito à sua vida pessoal e aos seus amigos íntimos você pode escrever tudo o que quiser, da maneira que lhe apetecer; […] contar anedotas ou encher-lhes a “mail-box” com vídeos enormes. Não pode é fazer o mesmo quando se tratar do trabalho e de assuntos com uma certa responsabilidade. Disponível em: http: //expressoeemprego.clix Esses textos tratam de uma mensagem eletrônica de modo
    • A. 

      Adverso.

    • B. 

      Complementar.

    • C. 

      Discordante

    • D. 

      Imcompatível.

    • E. 

      Inconsistente.

  • 2. 
    Sinceridade de criança       Era uma época de “vacas magras”. Morava só com seu filho, pagando aluguel, ganhava pouco e fui convidada para a festa de aniversário de uma grande amiga. O problema é que não tinha dinheiro messmoooooo.     Fui a uma relojoaria à procura de uma pequena joia, ou bijuteria mesma, algo assim, e pedi à balconista:    - Queria ver alguma coisa bonita e barata para uma grande amiga!      Ela me mostrou algumas peças realmente caras, que na época eu não podia pagar.       Então eu pedi:     - Posso ver o que você tem, assim... alguma coisa mais baratinha?     E a moça me trouxe um pingente folheado a ouro... bonito e barato. Eu gostei e levei.     Quando chegamos ao aniversário, (eu e meu filho) fomos cumprimentar minha amiga, que, ao abrir o presente, disse:     - Nossa, muito obrigada!!!! Que coisa linda!!!!    E meu filho, na sua inocência de criança bem pequena, sem saber bem o que significava a expressão “baratinha” completou:     - E era a mais baratinha que tinha!!!. Disponível em: http://recantodasletras.oul.com.br O enredo desse texto se desenvolve a partir
    • A. 

      Da ação da balconista.

    • B. 

      Da chegada ao aniversário.

    • C. 

      Da inocência da criança.

    • D. 

      Do convite para o aniversário.

    • E. 

      Do presente comprado.

  • 3. 
    Sinceridade de criança       Era uma época de “vacas magras”. Morava só com seu filho, pagando aluguel, ganhava pouco e fui convidada para a festa de aniversário de uma grande amiga. O problema é que não tinha dinheiro messmoooooo.     Fui a uma relojoaria à procura de uma pequena joia, ou bijuteria mesma, algo assim, e pedi à balconista:    - Queria ver alguma coisa bonita e barata para uma grande amiga!      Ela me mostrou algumas peças realmente caras, que na época eu não podia pagar.       Então eu pedi:     - Posso ver o que você tem, assim... alguma coisa mais baratinha?     E a moça me trouxe um pingente folheado a ouro... bonito e barato. Eu gostei e levei.     Quando chegamos ao aniversário, (eu e meu filho) fomos cumprimentar minha amiga, que, ao abrir o presente, disse:     - Nossa, muito obrigada!!!! Que coisa linda!!!!    E meu filho, na sua inocência de criança bem pequena, sem saber bem o que significava a expressão “baratinha” completou:     - E era a mais baratinha que tinha!!!. Disponível em: http://recantodasletras.oul.com.br Nesse texto, no termo “baratinha”, as aspas destacam
    • A. 

      Um diálogo.

    • B. 

      Um estrangeirismo.

    • C. 

      Uma citação.

    • D. 

      Uma gíria.

    • E. 

      Uma resposta.

  • 4. 
    Sinceridade de criança       Era uma época de “vacas magras”. Morava só com seu filho, pagando aluguel, ganhava pouco e fui convidada para a festa de aniversário de uma grande amiga. O problema é que não tinha dinheiro messmoooooo.     Fui a uma relojoaria à procura de uma pequena joia, ou bijuteria mesma, algo assim, e pedi à balconista:    - Queria ver alguma coisa bonita e barata para uma grande amiga!      Ela me mostrou algumas peças realmente caras, que na época eu não podia pagar.       Então eu pedi:     - Posso ver o que você tem, assim... alguma coisa mais baratinha?     E a moça me trouxe um pingente folheado a ouro... bonito e barato. Eu gostei e levei.     Quando chegamos ao aniversário, (eu e meu filho) fomos cumprimentar minha amiga, que, ao abrir o presente, disse:     - Nossa, muito obrigada!!!! Que coisa linda!!!!    E meu filho, na sua inocência de criança bem pequena, sem saber bem o que significava a expressão “baratinha” completou:     - E era a mais baratinha que tinha!!!. Disponível em: http://recantodasletras.oul.com.br Nesse texto, a expressão “vacas magras” (l.1) indica que a narradora
    • A. 

      Comprava objetos baratos.

    • B. 

      Havia perdido muito peso.

    • C. 

      Possuía pouco dinheiro.

    • D. 

      Tinha criação de gado.

    • E. 

      Falava de tempos passado.

  • 5. 
    História deliciosa       Nada mais gostoso que cheirinho de pão quente de manhã! Muita gente pensa assim, em vários países, há milhares de anos. O pão foi o primeiro alimento criado pelo homem, há cerca de 12 mil anos. Antes, todos dependiam da caça e da pesca para comer.     Quando os antigos aprenderam a plantar trigo, deram um grande passo para se desenvolver e conquistar novas terras. Descobriram que os cereais eram moídos e misturados à água e a massa, assada sobre cinzas. O resultado era um pão fino e duro, torrado e meio sem gosto. Mas era só o começo de uma longa história.   PRIMEIRAS DELÍCIAS     Os antigos egípcios criaram o tipo de pão que já conhecemos hoje. Um dia, esqueceram a massa no sol e ela fermentou. Eles assaram e perceberam que aquele fenômeno deixava o pão mais leve, cheio de furinhos e passaram a usar a massa fermentada. No Egito, o pão era tão importante que servia como pagamento para os trabalhadores. E os nobres também valorizavam esse alimento: na tumba de Ramsés III, há desenhos em relevo com o formato de pães, doces e bolos.     No Brasil, os pães chegaram trazidos pelos portugueses na época da colonização e por muito tempo eram consumidos pelos ricos, pois o trigo era muito caro. As primeiras padarias só surgiram por volta de 1950, tocadas por italianos e portugueses. Recreio. São Paulo: Abril. n. 206. p. 18-19 Em relação à história do pão, há uma opinião em:
    • A. 

      “Nada mais gostoso que cheirinho de pão quente de manhã!”.

    • B. 

      “O pão foi o primeiro alimento criado pelo homem,...”.

    • C. 

      “No começo, os grãos eram moídos e misturados à água...”.

    • D. 

      “Os antigos egípcios criaram o tipo de pão que conhecemos hoje.”

    • E. 

      “No Brasil, os pães chegaram trazidos pelos portugueses...”.

  • 6. 
    História deliciosa       Nada mais gostoso que cheirinho de pão quente de manhã! Muita gente pensa assim, em vários países, há milhares de anos. O pão foi o primeiro alimento criado pelo homem, há cerca de 12 mil anos. Antes, todos dependiam da caça e da pesca para comer.     Quando os antigos aprenderam a plantar trigo, deram um grande passo para se desenvolver e conquistar novas terras. Descobriram que os cereais eram moídos e misturados à água e a massa, assada sobre cinzas. O resultado era um pão fino e duro, torrado e meio sem gosto. Mas era só o começo de uma longa história.   PRIMEIRAS DELÍCIAS     Os antigos egípcios criaram o tipo de pão que já conhecemos hoje. Um dia, esqueceram a massa no sol e ela fermentou. Eles assaram e perceberam que aquele fenômeno deixava o pão mais leve, cheio de furinhos e passaram a usar a massa fermentada. No Egito, o pão era tão importante que servia como pagamento para os trabalhadores. E os nobres também valorizavam esse alimento: na tumba de Ramsés III, há desenhos em relevo com o formato de pães, doces e bolos.     No Brasil, os pães chegaram trazidos pelos portugueses na época da colonização e por muito tempo eram consumidos pelos ricos, pois o trigo era muito caro. As primeiras padarias só surgiram por volta de 1950, tocadas por italianos e portugueses. Recreio. São Paulo: Abril. n. 206. p. 18-19 Esse texto informa que, na antiguidade, usavam-se como forma de pagamento aos trabalhadores os
    • A. 

      Bolos.

    • B. 

      Cereais.

    • C. 

      Doces.

    • D. 

      Grãos.

    • E. 

      Pães.

  • 7. 
    Texto 1 Abramo   Mas li muito, desde menino, e sempre frequentei pessoas que me ajudaram intelectualmente. Minha família era formada de gente culta, que lia muito. Enquanto cresci, encontrei em minha casa muitas obras que acabei lendo, porque estavam lá. ABRAMO, C. A regra do jogo. São Paulo   Texto 2 Eu menino Eu sozinho menino entre mangueiras li a história de Robinson Crusoé, comprida história que não acaba mais. ANDRADE, C. D. de. Reunião. Rio de Janeiro   Os textos 1 e 2 têm em comum
    • A. 

      A descrição da vida familiar no campo.

    • B. 

      O uso de versos para narrar uma história.

    • C. 

      O relato da experiência infantil com a leitura.

    • D. 

      A indicação dos adultos na formação infantil.

    • E. 

      A linguagem poética na descrição do que é ler.

  • 8. 
    A companhia indesejável       A moça é daquelas que dão duro no trabalho, como chefe de órgãos importantes, e depois vão para casa cuidar de si mesmas. Chamemo-la Andreia. Vive só, o que é mais inteligente do que viver com um apêndice importuno. Sem empregada, tendo apenas faxineira, cuida pessoalmente de sua dieta-da-lua, de suas roupas, de suas contas, de sua música, de seu tudo. E, ao apagar a luz, finda a jornada cheia de responsabilidade para com a Pátria e a vida, seu sono é o da pureza de alma. Que bom viver só, sem a presença do Outro, o terrível Outro, que é sempre (ou quase) um Eu rabugento ou chatíssimo!      Semana passada, Andreia acordou disposta como sempre a lutar, e foi tomar seu chazinho-de-jasmim. A mesa, arranjada de véspera, era primor de ordem e asseio, de que a moça faz questão: um de seus traços pessoais. E que viu Andreia, além da xícara, dos apetrechos, da latinha de chá, da toalha, dos finos biscoitos? Viu que alguém passara por ali e tomara chá antes dela!      Que tomara chá, propriamente, não, mas que usara a mesa e deixara sinais, era evidente. As coisas estavam desarrumadas, a colher fora do lugar, havia rugas na toalha, um biscoito fora trincado, e até, para horror de Andreia, pequena e estranha substância se depositara sobre a mesa!      A moça correu às portas, a social e a de serviço, e achou-as trancadas como deixara. Pela varanda fechada não poderia ter entrado ninguém. Que ser misterioso conspurcara a sua mesa? Mas indagou isto a si mesma, viu uma forma veloz deslizar pelo tapete e esconder-se atrás de uma poltrona. E essa coisa chispante, branco-acinzentada, era um camundongo. Ir correndo à copa, brandir uma vassoura e atacar o bichinho foi obra de um momento. Em vão, é claro. Não há camundongo que se deixe pegar por moça nervosa e de má pontaria. ANDRADE, C. D. de. Boca de luar. No terceiro parágrafo, a informação que antecipa a identidade do invasor é:
    • A. 

      “Que tomara chá, propriamente, não”.

    • B. 

      “mas que usara a mesa e deixara sinais”.

    • C. 

      “As coisas estavam desarrumadas”.

    • D. 

      “havia rugas na toalha, um biscoito fora trincado”.

    • E. 

      “pequena e estranha substância se depositara sobre a mesa!”.

  • 9. 
    A companhia indesejável       A moça é daquelas que dão duro no trabalho, como chefe de órgãos importantes, e depois vão para casa cuidar de si mesmas. Chamemo-la Andreia. Vive só, o que é mais inteligente do que viver com um apêndice importuno. Sem empregada, tendo apenas faxineira, cuida pessoalmente de sua dieta-da-lua, de suas roupas, de suas contas, de sua música, de seu tudo. E, ao apagar a luz, finda a jornada cheia de responsabilidade para com a Pátria e a vida, seu sono é o da pureza de alma. Que bom viver só, sem a presença do Outro, o terrível Outro, que é sempre (ou quase) um Eu rabugento ou chatíssimo!      Semana passada, Andreia acordou disposta como sempre a lutar, e foi tomar seu chazinho-de-jasmim. A mesa, arranjada de véspera, era primor de ordem e asseio, de que a moça faz questão: um de seus traços pessoais. E que viu Andreia, além da xícara, dos apetrechos, da latinha de chá, da toalha, dos finos biscoitos? Viu que alguém passara por ali e tomara chá antes dela!      Que tomara chá, propriamente, não, mas que usara a mesa e deixara sinais, era evidente. As coisas estavam desarrumadas, a colher fora do lugar, havia rugas na toalha, um biscoito fora trincado, e até, para horror de Andreia, pequena e estranha substância se depositara sobre a mesa!      A moça correu às portas, a social e a de serviço, e achou-as trancadas como deixara. Pela varanda fechada não poderia ter entrado ninguém. Que ser misterioso conspurcara a sua mesa? Mas indagou isto a si mesma, viu uma forma veloz deslizar pelo tapete e esconder-se atrás de uma poltrona. E essa coisa chispante, branco-acinzentada, era um camundongo. Ir correndo à copa, brandir uma vassoura e atacar o bichinho foi obra de um momento. Em vão, é claro. Não há camundongo que se deixe pegar por moça nervosa e de má pontaria. ANDRADE, C. D. de. Boca de luar. O fato que motivou o conflito narrado no texto foi
    • A. 

      O cuidado de Andreia consigo mesma.

    • B. 

      A preocupação da moça com suas contas.

    • C. 

      Aquela estranha desorganização da mesa.

    • D. 

      A correria de Andreia em direção à copa.

    • E. 

      A estranha substância deixada sobre a mesa.

  • 10. 
    A companhia indesejável       A moça é daquelas que dão duro no trabalho, como chefe de órgãos importantes, e depois vão para casa cuidar de si mesmas. Chamemo-la Andreia. Vive só, o que é mais inteligente do que viver com um apêndice importuno. Sem empregada, tendo apenas faxineira, cuida pessoalmente de sua dieta-da-lua, de suas roupas, de suas contas, de sua música, de seu tudo. E, ao apagar a luz, finda a jornada cheia de responsabilidade para com a Pátria e a vida, seu sono é o da pureza de alma. Que bom viver só, sem a presença do Outro, o terrível Outro, que é sempre (ou quase) um Eu rabugento ou chatíssimo!      Semana passada, Andreia acordou disposta como sempre a lutar, e foi tomar seu chazinho-de-jasmim. A mesa, arranjada de véspera, era primor de ordem e asseio, de que a moça faz questão: um de seus traços pessoais. E que viu Andreia, além da xícara, dos apetrechos, da latinha de chá, da toalha, dos finos biscoitos? Viu que alguém passara por ali e tomara chá antes dela!      Que tomara chá, propriamente, não, mas que usara a mesa e deixara sinais, era evidente. As coisas estavam desarrumadas, a colher fora do lugar, havia rugas na toalha, um biscoito fora trincado, e até, para horror de Andreia, pequena e estranha substância se depositara sobre a mesa!      A moça correu às portas, a social e a de serviço, e achou-as trancadas como deixara. Pela varanda fechada não poderia ter entrado ninguém. Que ser misterioso conspurcara a sua mesa? Mas indagou isto a si mesma, viu uma forma veloz deslizar pelo tapete e esconder-se atrás de uma poltrona. E essa coisa chispante, branco-acinzentada, era um camundongo. Ir correndo à copa, brandir uma vassoura e atacar o bichinho foi obra de um momento. Em vão, é claro. Não há camundongo que se deixe pegar por moça nervosa e de má pontaria. ANDRADE, C. D. de. Boca de luar. Na frase “Viu que alguém passara por ali e tomara chá antes dela!”, a exclamação enfatiza a expressão do sentimento de
    • A. 

      Decepção.

    • B. 

      Desamparo.

    • C. 

      Angústia.

    • D. 

      Surpresa.

    • E. 

      Solidão.

  • 11. 
    Apelo        Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.    Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, até o canário ficou mudo. Não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui […] com os amigos. Uma hora da noite eles se iam. Ficava só, sem perdão de sua presença, última luz na varanda, a todas as aflições do dia.       Sentia falta da pequena briga pelo sal no tomate – meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcharam. Não tenho botão na camisa. Calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolha? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor. Disponível em: http://www.releituras.com No trecho “... a imagem de relance no espelho.”, a expressão em destaque significa
    • A. 

      Desfocada.

    • B. 

      Distante.

    • C. 

      Enviesada.

    • D. 

      Rápida.

    • E. 

      Lenta.

  • 12. 
    Erradicar a fome? Dê educação       Não se erradica a fome com comida, mas com educação. Os milhões de subnutridos no Brasil decorrem do fato da má distribuição da renda interna; isso explica o porquê de o país ser o detentor do PIB mundialmente expressivo e possuir uma população de maioria pobre.     As causas vão desde a corrupção desenfreada, a incapacidade administrativa, o sistema político sem compromisso com o bem comum e principalmente a hipocrisia cristalizada na mente dos promotores de programas de combate à fome, em que o bom sentimento, de amor e solidariedade, característica do povo brasileiro, é perversamente levado a pensar que auxiliar o próximo com um prato de comida contribui para a eliminação da fome no país.     Comer é direito de todos e a fome se combate com a promoção do trabalho digno. Não pode ser sanada com políticas paternalistas como a maioria das pessoas, que esbanjam doações e incentivos que, na verdade, são esmolas ao povo brasileiro que, para suprir suas necessidades imediatas, as aceitam, começando dessa forma um processo de exaustão de seus maiores patrimônios: a dignidade e o potencial de trabalho.     Quanto maior for o grau de instrução de uma pessoa maior será sua capacidade de trabalho: isso significa que um analfabeto tem menos condições de entrar no mercado do que um profissional alfabetizado. A instrução capacita, é condição necessária, mas não é suficiente. A educação somente se completa quando nela estão presentes princípios morais. […] MATTAR, Eudes de Oliveira. O Estado de São Paulo. Qual é o argumento que sustenta a tese defendida pelo autor desse texto?
    • A. 

      “... a hipocrisia cristalizada na mente dos promotores de programas de combate à fome,...”.

    • B. 

      “... a fome se combate com a promoção do trabalho digno.”.

    • C. 

      “... doações e incentivos que, na verdade, são esmolas ao povo brasileiro...”.

    • D. 

      “... para suprir suas necessidades imediatas, as aceitam,...”.

    • E. 

      “... exaustão de seus maiores patrimônios: a dignidade e o potencial de trabalho.”.

  • 13. 
    Desafio e resposta        “As árvores querem ficar quietes. Mas o vento as balança.” O provérbio chinês sintetiza o desafio enfrentado pelos jornais. Com o avanço da mídia eletrônica, os impressos pareciam resvalar para segundo plano na ordem dos meios de comunicação de massa. A notícia em tempo real foi vista como risco para a informação apurada, escrita como rigor e divulgada com exigências estéticas capazes de atrair o leitor. Não faltou quem anunciasse a morte dos periódicos. O papel não teria condições de competir com a rapidez e facilidades oferecidas pela Internet.      Profecias catastróficas não constituem novidade no mundo cultural. A fotografia mataria a pintura. Não matou. A televisão mataria o rádio. Não matou. O videocassete mataria o cinema. Não matou. O jornal mataria o livro. Não matou. A internet mataria o jornal. Não matou. O tempo se encarregou de provar que os agouros não passavam de vaticínios de Cassandra. A razão: ao contrário da visão míope dos que rejeitam convivências, o novo agrega, não exclui.      Com a certeza de que as novas mídias ampliam as possibilidades do jornal, o Correio Braziliense promoveu ousada reforma editorial. Correio Braziliense. 21 jun. 2009. Fragmento O trecho que indica a causa da mudança nos jornais impressos é:
    • A. 

      “As árvores querem ficar quietas. Mas o vento as balança.”.

    • B. 

      “O provérbio chinês sintetiza o desafio enfrentado pelos jornais.”.

    • C. 

      “Com o avanço da mídia eletrônica,...”.

    • D. 

      “Não faltou quem anunciasse a morte dos periódicos.”.

    • E. 

      “... o novo agrega, não exclui.”.

  • 14. 
    Desafio e resposta        “As árvores querem ficar quietes. Mas o vento as balança.” O provérbio chinês sintetiza o desafio enfrentado pelos jornais. Com o avanço da mídia eletrônica, os impressos pareciam resvalar para segundo plano na ordem dos meios de comunicação de massa. A notícia em tempo real foi vista como risco para a informação apurada, escrita como rigor e divulgada com exigências estéticas capazes de atrair o leitor. Não faltou quem anunciasse a morte dos periódicos. O papel não teria condições de competir com a rapidez e facilidades oferecidas pela Internet.      Profecias catastróficas não constituem novidade no mundo cultural. A fotografia mataria a pintura. Não matou. A televisão mataria o rádio. Não matou. O videocassete mataria o cinema. Não matou. O jornal mataria o livro. Não matou. A internet mataria o jornal. Não matou. O tempo se encarregou de provar que os agouros não passavam de vaticínios de Cassandra. A razão: ao contrário da visão míope dos que rejeitam convivências, o novo agrega, não exclui.      Com a certeza de que as novas mídias ampliam as possibilidades do jornal, o Correio Braziliense promoveu ousada reforma editorial. Correio Braziliense. 21 jun. 2009. Fragmento O uso dos períodos curtos no segundo parágrafo, em relação às ideias do primeiro parágrafo, evidencia
    • A. 

      Uma negação das ideias sobre o fim dos impressos.

    • B. 

      Uma hipótese sobre a notícia da morte dos periódicos.

    • C. 

      Um argumento a favor do poder da mídia eletrônica.

    • D. 

      Um aviso sobre o avanço da mídia eletrônica no mundo.

    • E. 

      Um deboche sobre as previsões negativas até então feitas.

  • 15. 
    Desafio e resposta        “As árvores querem ficar quietes. Mas o vento as balança.” O provérbio chinês sintetiza o desafio enfrentado pelos jornais. Com o avanço da mídia eletrônica, os impressos pareciam resvalar para segundo plano na ordem dos meios de comunicação de massa. A notícia em tempo real foi vista como risco para a informação apurada, escrita como rigor e divulgada com exigências estéticas capazes de atrair o leitor. Não faltou quem anunciasse a morte dos periódicos. O papel não teria condições de competir com a rapidez e facilidades oferecidas pela Internet.      Profecias catastróficas não constituem novidade no mundo cultural. A fotografia mataria a pintura. Não matou. A televisão mataria o rádio. Não matou. O videocassete mataria o cinema. Não matou. O jornal mataria o livro. Não matou. A internet mataria o jornal. Não matou. O tempo se encarregou de provar que os agouros não passavam de vaticínios de Cassandra. A razão: ao contrário da visão míope dos que rejeitam convivências, o novo agrega, não exclui.      Com a certeza de que as novas mídias ampliam as possibilidades do jornal, o Correio Braziliense promoveu ousada reforma editorial. Correio Braziliense. 21 jun. 2009. Fragmento O trecho em que se destaca a tese do autor é:
    • A. 

      “O provérbio chinês sintetiza o desafio enfrentado pelos jornais.”.

    • B. 

      “A notícia em tempo real foi vista como risco para a informação apurada,...”.

    • C. 

      “Não faltou quem anunciasse a morte dos periódicos.”

    • D. 

      “Profecias catastróficas não constituem novidade no mundo cultural.”.

    • E. 

      “... o novo agrega, não exclui.”.

  • 16. 
    Doe sangue e fique isento de taxas        Muitos estados brasileiros implantaram, recentemente, políticas de incentivo aos doadores de sangue: quem comprova a doação – geralmente o exigido é um mínimo de três vezes em um ano – está isento de taxas de inscrição em concursos públicos, como o de universidades estaduais, fundações públicas e da administração local.        Para ter o benefício, o doador de sangue deve apresentar, no ato da inscrição, o documento expedido pela entidade coletora – que deve ser um órgão oficial ou credenciado pela União, pelo estado ou pelo município. Os estados que já implantaram o incentivo são, por exemplo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso. Em foco: Cidadania. In: Revista do IDEC. Nov. 2006 A principal informação do texto é a
    • A. 

      Implantação de postos de coleta de sangue.

    • B. 

      Exigência de que as pessoas doem sangue, no mínimo, três vezes ao ano.

    • C. 

      Isenção de taxas de inscrição em concursos públicos para doadores de sangue.

    • D. 

      Apresentação de documento expedido por órgão oficial da União por doadores de sangue.

    • E. 

      Adesão de três estados brasileiros a um importante programa do governo.

  • 17. 
    Ironia popular        Se o cinema da “incomunicabilidade” aprendeu a se basear em silêncios cheios de significados, Narradores de Javé chega a um resultado semelhantes seguindo o caminho oposto. Dirigido por Eliane Caffé e com roteiro dela e de Luís Alberto Abreu, é um filme em que todos falam, e muito, para enfatizar o velho tema da mensagem interrompida, do desentendimento entre os homens, do fracasso de todo esforço para se estabelecer uma verdade confiável.     O protagonista é Antônio Biá (o ótimo José Dumont), sujeito encarregado de escrever um livro com as histórias de Javé, vilarejo ameaçado pela construção de uma barragem. Simpático e dono de um caráter duvidoso, ele é o típico malandro com dons de oratória bacharelesca, um Rui Barbosa possível entre a ignorância feudal que impera ao seu redor: quem lhe cruza o caminho é chamado de “pokémon de Jesus”, “abelha menstruada” ou “jacará apaixonado”. Para fazer um agrado fácil, Biá diz: “Você está um pão”. Quando a pessoa lhe dá as costas, ouvimos: “Só não sei de que dia”.      Claro que a habilidade é visto com desconfiança. Biá é tratado com antipatia e o desprezo típicos que um espírito diferenciado tende a despertar num ambiente tão pobre. De um dia para o outro, porém, surge a chance de ele virar herói: o seu livro é a única maneira de salvar o vilarejo, acredita um líder local (Nelson Xavier), já que os feitos postos no papel teriam o poder de lhe angariar fama e, quem sabe, um tombamento como patrimônio histórico. As luzes da escrita virem arma contra as luzes dos engenheiros da barragem: de um lado, a ciência engendrada e cheia de vícios, para quem o povo deve torcer a contragosto; do outro, a ciência impessoal. Bravo. São Paulo: n.76, ano 7. Jan. 2004 A frase “Você está um pão” caracteriza uma expressão
    • A. 

      Literária.

    • B. 

      Coloquial.

    • C. 

      Formal.

    • D. 

      Profissional.

    • E. 

      Técnica.

  • 18. 
    Ladrão de galinhas        Um ladrão foi roubar galinhas justamente na casa de Rui Barbosa. Com toda aquela eloquência que lhe era peculiar, Rui Barbosa falou:      - Não é pelo bico de bípedes, nem pelo valor intrínseco do galináceo, mas por ousares transpor os umbrais de minha residência. Se for por mera ignorância, perdoo-te, mas ser for para abusar da minha alma, juro pelos tacões metabólicos dos meus calçados que dar-te-ei tamanha bordoada que transformarei sua massa encefálica em cinzas cadavéricas.       O ladrão todo sem graça, perguntou:      - Mas como é, 'Seu Rui', eu posso levar o frango ou não? KISKA, K. K. Rir é o melhor remédio. Seleções. Rio de Janeiro. No trecho “Com toda aquela eloquência que lhe era peculiar” (l. 2-3), a palavra sublinhada significa
    • A. 

      Inédita.

    • B. 

      Interessante.

    • C. 

      Necessária.

    • D. 

      Prazerosa.

    • E. 

      Própria.

  • 19. 
    Ladrão de galinhas        Um ladrão foi roubar galinhas justamente na casa de Rui Barbosa. Com toda aquela eloquência que lhe era peculiar, Rui Barbosa falou:      - Não é pelo bico de bípedes, nem pelo valor intrínseco do galináceo, mas por ousares transpor os umbrais de minha residência. Se for por mera ignorância, perdoo-te, mas ser for para abusar da minha alma, juro pelos tacões metabólicos dos meus calçados que dar-te-ei tamanha bordoada que transformarei sua massa encefálica em cinzas cadavéricas.       O ladrão todo sem graça, perguntou:      - Mas como é, 'Seu Rui', eu posso levar o frango ou não? KISKA, K. K. Rir é o melhor remédio. Seleções. Rio de Janeiro. A pergunta “- Mas como é, 'Seu Rui', eu posso levar o frango ou não?” (l. 14-15) é consequência da
    • A. 

      Amizade entre ambos.

    • B. 

      Bordoada que o ladrão levou.

    • C. 

      Falta de entendimento do ladrão.

    • D. 

      Ousadia do ladrão.

    • E. 

      Punição sofrida pelo ladrão.

  • 20. 
    Desnutrição causa obesidade        Um estudo realizado pela nutricionista Paula Andréa Martins, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), comprovou que, embora consumindo bem menos calorias do que a quantidade considerada como saudável, crianças desnutridas tendem a ser adultos obesos. Durante três anos, ela monitorou um grupo de 53 meninos e meninas moradores de favelas de São Paulo. No início da pesquisa, eles tinham entre 8 e 12 anos e estavam abaixo do peso e da altura considerados normais para a idade.      As crianças foram submetidas aos exames de antropometria (medição e pesagem) e densitometria (exame que determina a massa corporal de cada parte do organismo, seja ela óssea, músculo ou gordura). Quando elas atingiram entre 11 e 15 anos, os exames foram repetidos, demonstrando que, com o tempo, a massa magra (músculo) do seu organismo estava sendo substituída por gordura. Isso porque, quando elas precisavam de energia, em vez de queimar gordura, queimava músculo.      Diante disso, segundo a nutricionista, embora desnutridas, essas crianças devem chegar à idade adulta com excesso de peso – um quadro que somente poderá ser revertido com a ingestão de uma dieta balanceada e a prática de exercícios físicos. Planeta. Ano 31, nov. 2003 O texto “Desnutrição causa obesidade” tem a finalidade de
    • A. 

      Seduzir a população.

    • B. 

      Advertir os leitores.

    • C. 

      Ironizar a situação.

    • D. 

      Criticar os nutricionistas.

    • E. 

      Apoiar os pesquisadores.

  • 21. 
    Tudo sobre você mesmo      […] A partir de março, a Polícia Federal dará inicio a um processo gradual de substituição das atuais carteiras de identidades. Em seu lugar, virá o RIC, Registro de Identidade Civil, considerado um dos mecanismos de identificação mais seguros do mundo. O novo cartão vai reunir as informações de várias documentos, com a finalidade de provar, acima de dúvidas, a identidade do usuário. É uma forma de acabar com as fraudes e duplicidades em serviços públicos.        […] O cidadão põe o polegar no leitor biométrico e pronto: em um instante a autoridade saberá tudo sobre ele. Isso é bom ou é ruim?         […] A nova identidade deverá facilitará a vida do cidadão. Em breve, será possível visitar um posto do INSS e ter acesso imediato a contribuições, débitos e pendências. O eleitor, por sua vez, poderá votar em trânsito, de onde estiver. Basta levar o cartão RIC a qualquer terminal público do país. E confirmar a identidade colocando o polegar em um leitor de digitais. Esse texto trata
    • A. 

      Da comprovação da identidade do usuário.

    • B. 

      Da identificação pelo leitor biométrico.

    • C. 

      Da nova carteira de identidade no Brasil.

    • D. 

      Do acesso fácil a qualquer informação.

    • E. 

      Do fim das fraudes no serviço público.

  • 22. 
    Tudo sobre você mesmo      […] A partir de março, a Polícia Federal dará inicio a um processo gradual de substituição das atuais carteiras de identidades. Em seu lugar, virá o RIC, Registro de Identidade Civil, considerado um dos mecanismos de identificação mais seguros do mundo. O novo cartão vai reunir as informações de várias documentos, com a finalidade de provar, acima de dúvidas, a identidade do usuário. É uma forma de acabar com as fraudes e duplicidades em serviços públicos.        […] O cidadão põe o polegar no leitor biométrico e pronto: em um instante a autoridade saberá tudo sobre ele. Isso é bom ou é ruim?         […] A nova identidade deverá facilitará a vida do cidadão. Em breve, será possível visitar um posto do INSS e ter acesso imediato a contribuições, débitos e pendências. O eleitor, por sua vez, poderá votar em trânsito, de onde estiver. Basta levar o cartão RIC a qualquer terminal público do país. E confirmar a identidade colocando o polegar em um leitor de digitais. De acordo com esse texto, o que significa RIC?
    • A. 

      Registro de Carteira de Identidade.

    • B. 

      Registro de Identidade do Cidadão.

    • C. 

      Registro de Identidade Civil.

    • D. 

      Registro Público de Identidade.

    • E. 

      Registro Único de Identidade Civil.

  • 23. 
    A explosão dos computadores pessoais, as “infovias”, as grandes redes – a internet e a world wide web – atropelaram o mundo. Tornaram as leis antiquadas, reformularam a economia, reordenaram prioridades, redefiniram os locais de trabalho, desafiaram as constituições, mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas, durante longos períodos de tempo, diante de telas de computadores, enquanto o CD-Rom trabalha. Não há dúvidas de que vivemos a revolução da informática e diz o professor, Nicholas Negroponte, revoluções não são sutis. Jornal do Brasil. 13 de fev. 1996 A tese defendida pelo autor desse texto é de que a revolução da informática
    • A. 

      Acomodou as pessoas.

    • B. 

      Estipulou as prioridades.

    • C. 

      Prejudicou a economia.

    • D. 

      Redefiniu a sociedade.

    • E. 

      Socializou a população.

  • 24. 
    A Terceira Margem do Rio       Nosso pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia, e que ralhava no diário com a gente – minha irmã, meu irmão e eu. Mas se deu que, certo dia, nosso pai mandou fazer para si uma canoa.        Era a sério. Encomendou a canoa especial, de pau de vinhático, pequena, mal com a tabuinha da popa, como para caber justo o remador. Mas teve de ser toda fabricada, escolhida forte e arqueada em rijo, própria para dever durar na água por uns vinte ou trinta anos. Nossa mãe jurou muito contra a ideia. Seria que, ele, que nessas artes não vadiava, se ia propor agora para pescarias e caçadas? Nosso pai nada dizia. Nossa casa, no tempo, ainda era mais próximo do rio, obra de nem quarto de légua: o rio por aí se estendendo grande, fundo, calado que sempre. Largo, de não se poder ver a forma da outra beira. E esquecer não posso, do dia em que a canoa ficou pronta.         Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matuta e trouxa, não fez a alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou: - “Cê vai, ocê fique, você nunca voltei!” Nosso pai suspendeu a resposta. Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: - “ Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?” Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. Fiz que vim, mas ainda virei, na grota do mato, para saber. Nosso pai entrou na canoa e desamarrou, pelo remar. E a canoa saiu se indo – a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa. ROSA,João Guimarães. Primeiras estórias.15 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.p. 79. Fragmento.”Adaptado: Reforma Ortográfica. Esse texto é narrado
    • A. 

      Pela irmã.

    • B. 

      Pela mãe.

    • C. 

      Pelo filho.

    • D. 

      Pelo pai.

    • E. 

      Pelo tio.

  • 25. 
    Veja o triângulo desenhado abaixo. De acordo com esse triângulo, o valor de x é
    • A. 

      20º.

    • B. 

      30º.

    • C. 

      40º.

    • D. 

      50º.

    • E. 

      60º.

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