Simulado Uerj 2º Exame De Qualificação Vestibular 2009 - Online

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1.   Para responder às questões 1  e 2, leia o texto abaixo: Tudo ao mesmo tempo – e agora... Pelo computador e pelo celular, as crianças conversam com vários amigos, jogam videogame e ainda discutem com os pais. Agora você pelo menos sabe o nome disso: seu filho é  ultitarefas. Era uma vez uma rotina em que criança bem-criada e educada era aquela que tinha horário para tudo e não misturava as coisas: brincar era brincar, estudar era estudar, ver TV... bem, todo mundo entendeu o conceito. https://veja.abril.com.br/060808/imagens/comportamento1.jpg Pobres dos pais que ainda alimentam alguma ilusão de ritmo seqüencial. Cercadas de aparelhos eletrônicos que dominam desde cedo, as crianças da era dos estímulos constantes e simultâneos são capazes de executar três, quatro, cinco atividades ao mesmo tempo – e prestar pelo menos alguma atenção a todas elas. Têm até uma designação, dada por especialistas em nomear coisas que todos sabem o que são, mas não como se chamam: são crianças multitarefas, e encaram isso com total naturalidade. "Eu tenho de ficar atenta a tudo. Parece que tenho quatro olhos e quatro ouvidos", descreve Beatriz Dreger, 10 anos, que costuma ouvir música, conversar on-line com os amigos, checar mensagens e ainda deixar a televisão ligada à espera de seus programas preferidos, tudo isso enquanto faz a lição de casa.  Uma explicação para o fenômeno é neurológica: o cérebro infantil, superestimulado, funciona a mil. "Qualquer teste de desenvolvimento de inteligência mais antigo concluirá que a criança de hoje é gênio", afirma o neurologista infantil José Salomão Schwartzman,70, professor de pós-graduação da Universidade Mackenzie, de São Paulo."De fato, ela é mais inteligente, porque tem o cérebro exposto a uma quantidade crescente de estímulos desde cedo e estabelece precocemente um número maior de conexões entre neurônios", explica. Os resultados espantam pais e pro fessores. "Para estudar, eu precisava de silêncio. Meus filhos Guilherme, de 11 anos, e Heloísa, de 8, não ligam para isso", diz Rita de Cássia da Silva, "O momento mais surpreendente para mim foi quando vi que minha filha falava ao telefone com um primo sobre um trabalho da escola, conversava pelo MSN – notebook no colo – com uma prima e ainda estava de olho na televisão".
Há pontos negativos, evidentemente. Um deles é a crescente dificuldade de relacionamento pessoal para a meninada, que, quando não está na escola, ocupa boa parte de seu tempo com jogos e amigos virtuais. "Nada substitui a relação pessoal. É através dela que a criança aprende a trabalhar em equipe, lidar com as frustrações e ceder nos momentos adequados", adverte a psicóloga Suzy Camacho, autora do livro Guia Prático dos Pais. Consciente das limitações da vida virtual,  Angelita Baliú, 42, do Rio de Janeiro, tenta expandir os horizontes do filho Eric, 10. Ele só tem autorização para ficar uma hora por dia no computador e uma hora jogando videogame. "Se deixar, passa o dia todo, mas faço questão de que ele desça para brincar com outras crianças", diz Angelita. Eric até sobrevive sem eletrônicos, mas continua a diversificar suas atenções. "Já o peguei lendo um livro enquanto fazia o dever de matemática e assistia ao noticiário na TV", conta a mãe. "E ainda comentou uma reportagem."
Para crianças agilíssimas no teclado (inclusive com os polegares, esse apêndice subutilizado que o celular e o videogame tornaram indispensável), algumas escolas oferecem revisões e lição de casa on-line. Giovanna Saffi, de 9 anos, acha normal, já foi blogueira do suplemento infantil de um jornal e se orgulha de ter aprendido sozinha a digitar com os dez dedos. "Divido o teclado em duas metades e uso o polegar para as teclas do meio", ensina. A rapidez e a multiplicidade podem ter certo custo. "Percebo que as crianças processam rapidamente um número maior de informações, mas num nível superficial. Ir fund o num assunto é difícil para elas", diz o professor Boggio. "Isso acontece porque o cérebro humano dispõe de capacidade limitada e, conseqüentemente, para ter eficiência máxima, precisa que o foco de atenção seja também limitado", explica o neurologista Schwartzman. Schwartzman traça uma relação, cautelosa -  "Uma das causas, com certeza, é o fato de que se expõe a criança a um número excessivo de estímulos, sob pressão para que ela seja cada vez mais veloz em várias atividades". Para quem tem pressa em determinar as conseqüências futuras das atividades simultâneas, a ciência ainda responde em ritmo do passado. "Vamos ter de esperar uma ou duas gerações para saber se a multitarefa será predominantemente positiva ou negativa na fase adulta", acredita Schwartzman.
BRASIL, Sandra. Revista Veja, agosto de 2008.

O primeiro parágrafo da reportagem “Tudo ao mesmo tempo – e agora”, da Revista Veja, é introduzido pela expressão “Era uma vez”. Sabemos, entretanto, que essa expressão não é comum em reportagens, mas sim em textos ficcionais, em contos de fadas, por exemplo. No contexto em que se encontra, “Era uma vez” é utilizada com a intenção de:

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2. A leitura integral da reportagem nos faz perceber um uso constante de “ “ (aspas). Considerando-se o contexto, pode-se afirmar que tais sinais (as aspas) são utilizados para destacar trechos que cumprem, sobretudo, a função de:

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