Teorias Da Personalidade - Parte II (Freud, Jung, Skinner, Esquemas)

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Teorias Da Personalidade - Parte II (Freud, Jung, Skinner, Esquemas)

Prezados alunos, Hoje daremos continuidade à atividade autodirigida, com o objetivo de revisar as teorias já estudadas e introduzir novas reflexões e conceitos a respeito dessas temáticas. A segunda parte possui 14 questões sobre as teorias da personalidade. Muitas dessas são questões de concurso. Podem consultar os materiais e a internet. Não tenham pressa, o objetivo é a compreensão das perguntas e das respostas! Contudo, organizem-se para finalizar dentro do tempo da aula. Como um incentivo, as duplas que acertarem 75% das questões nos dois dias (22 ou mais) ganharão 1 ponto na prova (válido para aqueles que realizarem a atividade durante as aulas). IMPORTANTE: Ao terminar, as duplas devem chamar a professora para que a mesma possa fazer o registro da quantidade de acertos. Abraços, Prof. Angélica P. Neumann


Questions and Answers
  • 1. 
    Sigmund Freud fez observações a respeito de seus pacientes, focalizando uma série de conflitos e acordos psíquicos, o que o conduziu a tentar ordenar este caos aparente propondo três componentes básicos estruturais da psique: o id, o ego e o superego. O ego tem, dentre suas tarefas, a de:
    • A. 

      Autopreservação

    • B. 

      Ser o reservatório de energia de toda a personalidade

    • C. 

      Conter tudo o que é herdado

    • D. 

      Funcionar como juiz ou censor

    • E. 

      Exercer a consciência, a auto-observação e a formação de ideais

  • 2. 
    “Trudi foi criada em um ambiente familiar onde sua mãe esforçava-se constantemente para obter a atenção e o amor de seu pai, que era uma pessoa ausente afetivamente e vivia em função do trabalho. Trudi e a irmã assistiam às cenas da mãe ameaçando se suicidar caso o pai não lhe desse atenção. Desde cedo, Trudi aprendeu a não criar problemas e a ficar quieta, e tentava se sair bem na escola, pois dessa forma acreditava que os pais notariam sua existência. Desde cedo prometeu a si mesma que não seria uma mulher rancorosa e exigente como sua mãe, e que ganharia seu homem através da compreensão, amor e doação de si própria. Ao conhecer um homem casado, apaixonou-se por ele parecer vulnerável, solitário e mal compreendido. O que mais a deixava feliz era satisfazer sexualmente o amante, e sua vida passou a girar em torno disso. Ela orgulhava-se por seu amor finalmente estar fazendo efeito na vida de alguém e por estar criando um vínculo construído através do amor e da abnegação” (BOSCARDIN; KRISTENSEN, 2011). Assinale a resposta INCORRETA:
    • A. 

      Os comportamentos de Trudi com relação ao seu amante, através dos quais se sentia feliz por satisfazê-lo sexualmente, mesmo que ele fosse casado e não assumisse nenhum tipo de compromisso com ela, revelam o esquema de Emaranhamento/Self Subdesenvolvido, pois ao restringir sua vida a uma relação com um homem casado e sentir-se feliz por satisfazê-lo sexualmente, Trudi renuncia a seu desenvolvimento e individuação.

    • B. 

      O esquema de Busca por Aprovação e Reconhecimento teve origem na infância através de repetidas experiências com seus pais, como o fato de ela acreditar que teria amor e atenção se tirasse notas boas na escola.

    • C. 

      O esquema de Padrões Inflexíveis teve origem na infância de Trudi, pois desde pequena ela aprendeu a ser perfeccionista para evitar conflitos e obter aprovação de modo que é extremamente crítica consigo e com seus parceiros amorosos.

    • D. 

      O esquema de Auto Sacrifício pode ser identificado, pois a paciente desenvolveu crenças de que deveria conquistar os seus parceiros através da doação e dedicação total de si mesma, mesmo que isso custasse o abandono de seus próprios interesses e necessidades.

    • E. 

      Desde pequena Trudi aprendeu a restringir seus sentimentos e comunicação espontânea, o que pode ter desenvolvido o esquema de Inibição Emocional.

  • 3. 
    “Clara, 45 anos de idade, formada em pedagogia, casada há 25 anos, tem uma filha adulta, trabalha com educação infantil há 16 anos na mesma escola. Ao buscar terapia, conta as suas dificuldades de relacionamento e comunicação com a mãe durante a infância e como essas dificuldades se fizeram presentes durante toda a adolescência e ainda permaneceram atuantes na vida adulta. A mãe de Clara foi uma pessoa muito reservada e deixou o registro da ausência, enquanto o pai foi muito presente em sua vida, deixando importantes lembranças afetivas. [...] Clara conta que escolheu trabalhar com crianças na educação infantil, depois do nascimento de sua filha. Sentia-se incapacitada para cuidar de uma criança, mas tinha o desejo de aprender e assumir a própria filha. Clara não queria delegar essa tarefa a mais ninguém. A partir dessa necessidade foi fazer cursos e achou que o magistério seria uma boa opção. [...] Em seu trabalho, Clara cria um vínculo de dependência com alunos e outros funcionários, tentando proteger a todos de qualquer possibilidade de sofrimento, acabava adotando uma responsabilidade que não lhe pertencia. Mesmo acolhendo e fazendo o papel de mãe, restava a angústia que não tinha significação, portanto não podia ser elaborada: "Eu acho que eu buscava minha infância na infância das outras crianças... Então, eu sentia que eu tinha que dar conta de tudo... tudo que fosse possível e impossível pra fazer aquela criança feliz... eu tinha que ser perfeita pra que ela se sentisse bem, tivesse uma infância maravilhosa". A busca pela própria infância determinou a escolha profissional, de modo inconsciente na época. Clara pôde conhecer melhor seus conflitos após ter iniciado a psicoterapia, sua busca inicial foi causada por um transtorno de pânico e depressão. A falta de compreensão e sentido dos seus sentimentos de ambigüidade com relação a mãe e o sentimento de despreparo para cuidar da filha, a levam para um sofrimento onde a angustia transformava-se em somatizações. A voz das emoções era silenciada pelas dores físicas. O trabalho passava a ser a maior fonte de sofrimento. Clara, para exercer a função de professora, “misturava-se” com os papéis de mãe ausente, mas protetora, e de filha carente. Era com este olhar que acabava cuidando dos alunos de sua sala. Para conter o choro e a angústia dos pequenos era necessário um grande esforço emocional. Assumia para si a responsabilidade de ser perfeita com as crianças". De acordo com a Teoria Psicanalítica Clássica, o caso apresentado ilustra o mecanismo de: 
    • A. 

      Deslocamento

    • B. 

      Identificação

    • C. 

      Projeção

    • D. 

      Racionalização

    • E. 

      Negação

  • 4. 
    Leia novamente o caso de Clara:   “Clara, 45 anos de idade, formada em pedagogia, casada há 25 anos, tem uma filha adulta, trabalha com educação infantil há 16 anos na mesma escola. Ao buscar terapia, conta as suas dificuldades de relacionamento e comunicação com a mãe durante a infância e como essas dificuldades se fizeram presentes durante toda a adolescência e ainda permaneceram atuantes na vida adulta. A mãe de Clara foi uma pessoa muito reservada e deixou o registro da ausência, enquanto o pai foi muito presente em sua vida, deixando importantes lembranças afetivas. [...] Clara conta que escolheu trabalhar com crianças na educação infantil, depois do nascimento de sua filha. Sentia-se incapacitada para cuidar de uma criança, mas tinha o desejo de aprender e assumir a própria filha. Clara não queria delegar essa tarefa a mais ninguém. A partir dessa necessidade foi fazer cursos e achou que o magistério seria uma boa opção. [...]  Em seu trabalho, Clara cria um vínculo de dependência com alunos e outros funcionários, tentando proteger a todos de qualquer possibilidade de sofrimento, acabava adotando uma responsabilidade que não lhe pertencia. Mesmo acolhendo e fazendo o papel de mãe, restava a angústia que não tinha significação, portanto não podia ser elaborada: "Eu acho que eu buscava minha infância na infância das outras crianças... Então, eu sentia que eu tinha que dar conta de tudo... tudo que fosse possível e impossível pra fazer aquela criança feliz... eu tinha que ser perfeita pra que ela se sentisse bem, tivesse uma infância maravilhosa". A busca pela própria infância determinou a escolha profissional, de modo inconsciente na época. Clara pôde conhecer melhor seus conflitos após ter iniciado a psicoterapia, sua busca inicial foi causada por um transtorno de pânico e depressão. A falta de compreensão e sentido dos seus sentimentos de ambigüidade com relação a mãe e o sentimento de despreparo para cuidar da filha, a levam para um sofrimento onde a angustia transformava-se em somatizações. A voz das emoções era silenciada pelas dores físicas. O trabalho passava a ser a maior fonte de sofrimento. Clara, para exercer a função de professora, “misturava-se” com os papéis de mãe ausente, mas protetora, e de filha carente. Era com este olhar que acabava cuidando dos alunos de sua sala. Para conter o choro e a angústia dos pequenos era necessário um grande esforço emocional. Assumia para si a responsabilidade de ser perfeita com as crianças. Com base na Teoria Analítica de Jung, assinale a assertiva INCORRETA:
    • A. 

      Evidencia-se que Clara possui um Complexo Materno, ou seja, um núcleo organizado de sentimentos, pensamentos, percepções e memórias que existem no inconsciente pessoal.

    • B. 

      O Complexo Materno de Clara pode ter como núcleo o Arquétipo de Mãe

    • C. 

      Grande parte da energia psíquica de Clara é extravasada por meio do Complexo Materno

    • D. 

      A personalidade de Clara é dominada pelo Inconsciente Coletivo, por meio do Complexo de Mãe

    • E. 

      Há indicativos de que Clara está em processo de individuação, já que está se desvestindo das falsas roupagens da Persona

  • 5. 
    Freud iniciou seu pensamento teórico assumindo o pressuposto de que não há nenhuma descontinuidade na vida mental, isto é, que:
    • A. 

      Tudo pode ser completamente compreendido, já que os eventos ocorrem ao acaso

    • B. 

      Tudo ocorre ao acaso, embora haja lógica nos processos mentais

    • C. 

      Nada pode ser entendido isoladamente, dada a descontinuidade da consciência

    • D. 

      Nada ocorre ao acaso e muito menos os processos mentais

    • E. 

      Nada é equivalente à descontinuidade dos processos mentais, que demandam inteligibilidade via análise

  • 6. 
    Leia a seguir algumas considerações sobre o perfil tipológico da Juíza de Direito Mirtes: "Uma possível diferença de personalidade entre Mirtes e Judith foi indicada logo no início de nosso contato. Por cautela, antes de me dirigir ao local da entrevista, enviei por celular uma mensagem para a entrevistada, solicitando a confirmação do encontro. Judith respondeu: "Confirmado" (Objetiva). Mirtes respondeu "Claro. Bjs" (Calorosa). É preciso dizer que, até então, meu único contato com Mirtes havia se dado num restaurante. Quando cheguei ao local da entrevista, Mirtes conduziu-me a uma sala reservada, contígua a seu gabinete, onde podíamos ficar mais à vontade. Não obstante, manteve a porta aberta, de modo a poder acompanhar o acesso de pessoas e atender eventuais advogados que a procurassem para despachar. Também o aparelho celular permaneceu ligado, tendo havido pelo menos três ligações no curso de nossa entrevista, todas atendidas por ela com bastante humor. Ou seja: manteve-se "disponível para o mundo". Embora elegante, Mirtes usava cores um pouco destoantes do estereótipo que se tem dos juízes, cuja persona é associada à sisudez e à circunspecção. A sala reservada, onde me atendeu, trazia a divisória forrada com um tecido colorido. Na pequena mesa de centro, biscoitos feitos artesanalmente por uma amiga - Mirtes fez questão de compartilhá-los comigo, momento em que não deixou de tecer elogios aos dotes culinários de quem os havia feito. Almofadas cor-de-rosa eliminavam qualquer dúvida, se é que ainda pudesse haver alguma, de que ali reinava uma personalidade "tipicamente feminina". Na verdade, bem mais que isso: uma personalidade cujo calor humano irradiava como um sol, não deixando incólume qualquer pessoa que se situasse dentro de seu campo de ação. A título de exemplo, cito que durante nossa entrevista fomos interrompidos por uma escrevente que solicitava a atenção de Mirtes, mas em assunto a ser tratado após minha saída. Em particular, Mirtes pediu para que eu não me incomodasse com aquilo, que não havia nenhuma pressa, pois não se tratava de assunto sério. Explicou ter ensinado uma das escreventes a pintar o olho e que isso gerou todo um movimento de ensino-aprendizagem entre as demais, cujo resultado queriam exibir a ela. Percebe-se sinais evidentes de extroversão, bem como da presença marcada da função sentimento". Ainda a respeito do caso, os autores pontuaram que: a) Para Mirtes, é de grande importância poder "ver o resultado do trabalho". b) Mirtes trata com bastante pragmatismo o resultado a ser buscado. c) Ao escolher a vara para a qual seria promovida, Mirtes optou por ir conhecê-la, recorrendo à experiência, ao invés de se apoiar na imaginação. d) Em sua vida pessoal, Mirtes gosta muito dos prazeres sensoriais que a vida pode proporcionar, buscando desfrutar intensamente dos mesmos. Com base nas informações apresentadas, podemos aferir que o tipo psicológico de Mirtes é:
    • A. 

      Atitude Extrovertida; Função superior Sentimento e Função auxiliar Intuição

    • B. 

      Atitude Extrovertida; Função superior Sentimento e Função auxiliar Sensação

    • C. 

      Atitude Extrovertida, Função superior Sentimento e Função auxiliar Pensamento

  • 7. 
    A premissa inicial de Freud era de que há conexões entre todos os eventos mentais. Quando um pensamento ou sentimento parece não estar relacionado aos pensamentos e sentimentos que o precedem, as conexões estão:
    • A. 

      No pré-consciente

    • B. 

      Na consciência

    • C. 

      No subconsciente

    • D. 

      No prazer

    • E. 

      No inconsciente

  • 8. 
    Para Carl G. Jung, as funções psicológicas são classificadas como formas de:
    • A. 

      Ordenar ideias

    • B. 

      Tomar decisões

    • C. 

      Compreender o mundo

    • D. 

      Expressar sentimentos

    • E. 

      Apreender informações

  • 9. 
    Freud acreditava que os sonhos e os atos falhos são meios disfarçados de expressar:
    • A. 

      Impulsos inconscientes

    • B. 

      Pulsões conscientes

    • C. 

      Energia psíquica

    • D. 

      Um elo de comunicação entre consciente e inconsciente

    • E. 

      Os desejos sexuais reprimidos

  • 10. 
    Acerca do temperamento, conforme percebido pela Terapia do Esquema, assinale a resposta INCORRETA:
    • A. 

      Pode ser chamado de “personalidade” singular e distinta que cada pessoa possui desde o nascimento.

    • B. 

      O temperamento é um dos fatores que explica o estilo de enfrentamento dos esquemas adotado pelos indivíduos

    • C. 

      Uma criança com temperamento tímido que nasce em um ambiente seguro e amoroso não poderá se tornar mais amigável em determinados contextos, pois o ambiente não tem condições de alterar o nível de timidez que ela apresenta

    • D. 

      Diferentes temperamentos tornam as crianças distintamente suscetíveis a diferentes circunstâncias de vida

    • E. 

      O temperamento emocional interage com eventos dolorosos da infância na formação de esquemas

  • 11. 
    Sigmund Freud, ao pensar a estruturação da personalidade, propôs três componentes básicos estruturais da psique: o id, o ego e o superego. O ego:
    • A. 

      Contém os conteúdos da tradição familiar e de todos os duradouros julgamentos de valores que se transmitiram de geração em geração

    • B. 

      Possui conteúdos quase todos inconscientes, incluindo configurações mentais que nunca se tornaram conscientes, assim como o material que foi considerado inaceitável pela consciência

    • C. 

      é originalmente criado pelo id na tentativa de enfrentar a necessidade de reduzir a tensão e aumentar o prazer, controlando ou regulando os impulsos do id de modo que o indivíduo possa buscar soluções menos imediatas e mais realistas

    • D. 

      Pode ser associado a um rei cego cujo poder e autoridade são totais e cerceadores, mas que depende de outros para distribuir e usar de modo adequado seu poder

    • E. 

      Desenvolve-se a partir do superego, atuando como um censor ou juiz sobre as atividades e pensamentos do id

  • 12. 
    Em relação aos mecanismos de defesa do ego é incorreto afirmar:
    • A. 

      Os mecanismos de defesa são funções que se estabelecem e se desenvolvem em cada indivíduo, fazendo parte de seu amadurecimento psicológico, para tratar e resolver tanto os conflitos intrapsíquicos quanto aqueles que surgem entre o organismo e o meio ambiente

    • B. 

      O objetivo final dos mecanismos de defesa do ego é manter a natureza inconsciente dos impulsos e seus derivados, que devem ser eficientemente trabalhados para evitar a ansiedade e ajudar o organismo num estado homeostático de equilíbrio dinâmico, tanto intrapsiquicamente como no meio ambiente

    • C. 

      Um outro mecanismo de defesa é o da sublimação, que é muito pouco amadurecido e envolve modificação e troca progressiva no objeto e no impulso

    • D. 

      Um dos primeiros e mais primitivos mecanismos do ego é o da negação, que implica intenção de proteger da percepção um estímulo sensorial, seja do ambiente externo, seja do interno

    • E. 

      O mecanismo da projeção implica ato psicológico de exteriorizar, tirar de dentro aquelas coisas que a pessoa não aceita em si própria

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