Simulado De História Antiga (ufpr)

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Simulado De História Antiga (ufpr)

Simulado de Idade Antiga (UFPR)


Questions and Answers
  • 1. 
    (UFPR/2003) O Cristianismo niceno tornou-se religião oficial do Império Romano no ano de 380 d.C., com o famoso Édito de Tessalônica, outorgado pelo Imperador Teodósio. Até esse momento, a caminhada havia sido dura e difícil para os seguidores de Cristo. Exemplo disso foram as perseguições movidas por alguns imperadores romanos, em toda a extensão do Império, eternizadas pelos relatos fantásticos e emotivos de vários escritores e historiadores cristãos. As principais causas dessas perseguições são:
    • A. 

      A recusa da comunidade cristã em realizar o culto à figura do Imperador, considerado como eixo ideológico central do poder imperial.

    • B. 

      A constante penetração de elementos cristãos, seja nas filas do exército imperial romano, seja em cargos administrativos de elevada importância; temia-se que os cristãos pudessem servir de "mau" exemplo em termos tanto políticos como ideológicos.

    • C. 

      A associação entre os cristãos e os inimigos bárbaros, que punha em risco a estabilidade política e religiosa interna do mundo imperial romano.

    • D. 

      Aspectos de índole moral, na medida em que os cristãos eram acusados pelos pagãos de realizar orgias e assassinatos de crianças em seus rituais.

    • E. 

      A acusação de que os cristãos agiam como promotores da instabilidade interna do Império, enfraquecendo-o no campo político-institucional.

  • 2. 
    (UFPR/2004) Com relação à sociedade e à política no mundo romano, assinale a (as) alternativas corretas:
    • A. 

      A República romana, instaurada após a deposição de Rômulo, foi inicialmente dominada pelos patrícios, detentores da cidadania romana plena.

    • B. 

      Entre as conquistas políticas da plebe inclui-se a aceitação pelos patrícios de que o resultado do plebiscito passasse a ter força de lei para todo o Estado romano.

    • C. 

      Na República romana existiam poucos escravos, e, por esse motivo, não ocorreram revoltas servis.

    • D. 

      Com Otaviano Augusto foi instituído o Principado, que corresponde à fase de implantação do Império romano, extinguindo-se a República enquanto sistema político.

    • E. 

      Pelo Édito de Caracala (212 d.C.), o direito de cidadania romana foi estendido a todos os habitantes livres do Império romano.

  • 3. 
    (UFPR/2005)  “Aqueles a quem os romanos chamavam Lares ou Heróis eram tão-somente a alma dos mortos, a que o homem atribuía um poder sobre-humano e divino. A lembrança de algum destes mortos sagrados achava-se sempre ligada ao lar. Adorando um, não podia esquecer-se o outro. Estavam associados no respeito dos homens e nas suas orações.” (COULANGES, Fustel de: A cidade antiga. Lisboa: Livraria Clássica Editora, 1971. p. 34-45.)   A respeito da atitude dos romanos perante a morte e do culto aos mortos, é correto afirmar:
    • A. 

      A crença nos antepassados como seres sagrados demonstra que a religião romana tinha no próprio homem, na força moral humana que governava o corpo, a principal fonte para a caracterização de seus deuses.

    • B. 

      Os romanos, mesmo ao longo da República (séc. VI a I a.C.), só veneravam deuses considerados oriundos de uma família primordial, o que atesta a sobrevivência do poder teocrático nesse período.

    • C. 

      Por acreditarem na vida após a morte e na sacralidade da alma, os romanos não adotaram a instituição da escravidão.

    • D. 

      O culto aos mortos constitui as origens do monoteísmo, tanto entre os romanos como entre outros povos da Antigüidade, uma vez que se acreditava que um ser primevo ascendera ao céu no início dos tempos.

    • E. 

      Devido à crença de que os mortos eram sagrados, os romanos não os cremavam ou enterravam, mas os mantinham embalsamados em sarcófagos.

  • 4. 
    (UFPR/2006)  “Por muito tempo, entre os historiadores pensou-se que os gregos formavam um povo superior de guerreiros que, por volta de 2000 a.C., teria conquistado a Grécia, submetendo a população local. Hoje em dia, os estudiosos descartam esta hipótese, considerando que houve um movimento mais complexo. Segundo o pesquisador Moses Finley, ‘a chegada dos gregos significou a INTRODUÇÃO de um elemento novo que se misturou com seus predecessores para criar, lentamente, uma nova civilização e estendê-la como e por onde puderam’.” (FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2001.)   Com base no texto acima, é correto afirmar:
    • A. 

      A cultura grega constituiu-se a partir de um único povo.

    • B. 

      Com a expressão “nova civilização”, o autor indica o fim do primado da pólis em favor do estado teocrático.

    • C. 

      Os estudiosos, ainda hoje, acreditam na superioridade dos gregos sobre outros povos da Antigüidade.

    • D. 

      Os gregos não souberam incorporar, aos seus, elementos culturais dos povos conquistados.

    • E. 

      As pesquisas recentes indicam que o povo grego se formou a partir de um amálgama de culturas que se expandiram por diferentes territórios.

  • 5. 
    (UFPR/2008) ”Xerxes não enviou arautos a Atenas e a Esparta para exigir a submissão dessas cidades. Dario os tinha enviado anteriormente com esse fim, mas os atenienses os haviam lançado no Báratro, enquanto que os lacedemônios atiraram-nos num poço, dizendo-lhes que dali tirassem terra e água para levarem ao rei. Espértias e Bulis, ambos espartanos de alta linhagem, ofereceram-se para sofrer o castigo que Xerxes, filho de Dario, quisesse impor-lhes pela morte dos arautos enviados a Esparta. [...] Partindo para Susa, foram ter à casa de Hidames, persa de nascimento e governador da costa marítima da Ásia. [...] Depois de convidá-los a participar da sua mesa, assim lhes falou: ‘Lacedemônios, por que recusais de tal forma a amizade que o nosso soberano vos oferece? Podeis ver, pela situação privilegiada que desfruto, que ele sabe premiar o mérito; e como tem em alta conta vossa coragem, estou certo que daria também, a cada um de vós, um governo na Grécia, se quisésseis reconhecê-lo como soberano’. ‘Senhor – responderam os jovens – sabeis ser escravo, mas nunca experimentastes da liberdade, ignorando, por conseguinte, as suas doçuras. Se já a tivésseis algum dia conhecido, estimularnos-íeis a lutar por ela, não somente com lanças, mas até com machados’.” (HERÓDOTO. História. São Paulo: Tecnoprint, s/d, p. 340–341.)   Com base no texto de Heródoto e nos conhecimentos sobre o conflito entre gregos e persas na Antiguidade, considere as afirmativas a seguir: 1. A narrativa de Heródoto concebe o tempo como cíclico, uma vez que, para ele, o conhecimento da história permite a correção dos erros do passado. 2. Em seu texto, Heródoto atribui às Guerras Greco-Pérsicas o significado de um conflito entre homens livres e escravos. 3. Heródoto demonstra, por meio da sua narrativa, que a inviolabilidade dos arautos, fundada no direito das gentes, era um costume político compartilhado por gregos e persas. 4. As atitudes dos atenienses e espartanos, narradas no texto de Heródoto, revelam por que os persas chamavam os gregos de “os bárbaros da Antiguidade Clássica”.   Assinale a alternativa correta.
    • A. 

      Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.

    • B. 

      Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.

    • C. 

      Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.

    • D. 

      Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.

    • E. 

      Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.

  • 6. 
    (UFPR/2009) No ano 313 d.C., o imperador Constantino reconheceu o cristianismo como a religião oficial do Império Romano, por meio do Édito de Milão. Sobre o cristianismo na Antiguidade, é INCORRETO afirmar:
    • A. 

      Os primeiros cristãos sofreram grandes perseguições por motivos políticos.

    • B. 

      Por serem politeístas, os romanos inicialmente resistiram em aceitar o monoteísmo cristão.

    • C. 

      Durante a Antigüidade, ocorreram conversões ao cristianismo de muitos povos chamados “bárbaros”.

    • D. 

      No início de sua formação, a Igreja Cristã baseou sua estrutura na organização do Império Romano, reproduzindo também sua divisão de poder.

    • E. 

      A partir do Édito de Milão, ficou estabelecido que somente autoridades religiosas poderiam determinar os rumos da Igreja.