Reformas Religiosas E Absolutsimo

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Reformas Religiosas E Absolutsimo

Lista de exercícios abordando os tópicos "Reformas Religiosas" e "Absolutismo".


Questions and Answers
  • 1. 
    (Fac. Albert Einstein - Medicina 2018) No dia 31 de Outubro de 1517, o monge e doutor em teologia Martinho Lutero publicou em Wittemberg as suas 95 teses sobre questões a serem debatidas com outros teólogos católicos. Entre as posições defendidas, e que acabaram por levar ao rompimento de Lutero com a Igreja Católica, estavam
    • A. 

      A afirmação de que todo cristão batizado poderia ser o seu próprio sacerdote, o questionamento do dogma da infalibilidade papal e o princípio da salvação pela fé.

    • B. 

      O reconhecimento apenas do batismo, da eucaristia, do casamento e da extrema unção como sacramentos cristãos válidos.

    • C. 

      A reafirmação do culto aos santos locais e da Virgem, e a validação do casamento de qualquer membro da Igreja.

    • D. 

      O uso da Inquisição e do Index como instrumentos de combate aos desvios doutrinais e o reconhecimento da infalibilidade papal na orientação teológica da cristandade.

  • 2. 
    (Unicamp 2018) Na formação das monarquias confessionais da Época Moderna houve reforço das identidades territoriais, em função de critérios de caráter religioso ou confessional. Simultaneamente, houve uma progressiva incorporação da Igreja ao corpo do Estado, através de medidas de caráter patrimonial e jurisdicional que procuravam uma maior sujeição das estruturas e agentes eclesiásticos ao poder do príncipe. Na busca pela homogeneização da fé dentro de um território político, a Igreja cumpria também papel fundamental na formação do Estado moderno por meio de seus mecanismos de disciplinamento social dos comportamentos. (Adaptado de Frederico Palomo, A Contra-Reforma em Portugal, 1540-1700. Lisboa: Livros Horizonte, 2006, p.52.) Considerando o texto acima e seus conhecimentos sobre a Europa Moderna, assinale a alternativa correta.
    • A. 

      Cada monarquia confessional adotou uma identidade religiosa e medidas repressivas em relação às dissidências religiosas que poderiam ameaçar tal unidade.

    • B. 

      Monarquias confessionais s√£o aquelas unidades pol√≠ticas nas quais havia a conviv√™ncia pac√≠fica de duas ou mais confiss√Ķes religiosas, num mesmo territ√≥rio.

    • C. 

      S√£o consideradas monarquias confessionais os territ√≥rios protestantes que se mostravam mais prop√≠cios ao desenvolvimento do capitalismo comercial, tornando-se, assim, na√ß√Ķes enriquecidas.

    • D. 

      As monarquias confessionais contavam com a institui√ß√£o do Tribunal do Santo Of√≠cio da Inquisi√ß√£o em seu territ√≥rio, uma forma de controle cultural sobre religi√Ķes polite√≠stas.

  • 3. 
    (Fgvrj 2017) Soberania popular, igualdade civil, igualdade perante a lei – as palavras hoje são ditas com tanta facilidade que somos incapazes de imaginar seu caráter explosivo em 1789. Não conseguimos nos imaginar num mundo mental como o do Antigo Regime... DARNTON, Robert. O beijo de Lamourette. Mídia, cultura e revolução. Trad., São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 30. As sociedades europeias do chamado Antigo Regime baseavam-se
    • A. 

      No princ√≠pio da igualdade social e econ√īmica e no direito divino de seus monarcas.

    • B. 

      Na ordena√ß√£o social hier√°rquica e em concep√ß√Ķes filos√≥ficas ligadas a religi√Ķes.

    • C. 

      Na perspectiva da desigualdade social e em doutrinas religiosas democr√°ticas.

    • D. 

      Na liberdade de express√£o religiosa e no sentimento nacionalista.

    • E. 

      Na efetivação da igualdade jurídica e na mentalidade clerical.

  • 4. 
    (Ufrgs 2017) Leia as seguintes afirmações a respeito da história ocidental moderna. I. A consolidação da monarquia francesa, no século XVI, foi marcada pela conquista de territórios coloniais na África e pela completa pacificação dos conflitos religiosos no país. II. A Europa também foi palco de querelas intelectuais sobre literatura e ciência, como a chamada “Batalha dos livros”, que opôs, de um lado, letrados defensores do predomínio da antiguidade clássica e, de outro, partidários da superioridade moderna. III. O domínio de Felipe II, na península Ibérica, caracterizou um contexto de ampla liberdade de consciência, tornando os reinos de Portugal, Castela e Aragão redutos privilegiados para protestantes e judeus que fugiam da perseguição inquisitorial dos Países Baixos. Quais estão corretas?
    • A. 

      Apenas I.

    • B. 

      Apenas II.

    • C. 

      Apenas III.

    • D. 

      Apenas II e III.

    • E. 

      I, II e III.

  • 5. 
    (Ufrgs 2017) Leia o segmento abaixo, sobre a escravidão nas Américas. A escravidão no Novo Mundo e os tipos de comércio a que deu origem surgiram como uma consequência e um componente da “primeira globalização”, fase da história humana inaugurada pelas explorações marítimas, comerciais e coloniais de Portugal e Espanha, no final do século XV e no início do século XVI. BLACKBURN, R. Por que segunda escravidão? In: MARQUESE, R.; SALLES, R. (org). Escravidão e capitalismo histórico no século XIX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016. p. 32. O segmento faz referência à institucionalização da escravidão no Novo Mundo, pensada a partir de determinados processos socioeconômicos globais que influenciaram definitivamente a sua conformação moderna. Assinale a alternativa que indica esse fenômeno.
    • A. 

      A expansão de uma economia mercantil global centrada na Europa e em suas demandas por matérias-primas e produtos tropicais de alto valor.

    • B. 

      A dissolu√ß√£o das col√īnias europeias na √Āsia e na √Āfrica, ao longo dos s√©culos XV e XVI, e a busca por novos mercados para os produtos europeus nas Am√©ricas.

    • C. 

      A consolida√ß√£o do feudalismo como um sistema socioecon√īmico global e a introdu√ß√£o da servid√£o feudal de forma generalizada em todas as col√īnias americanas.

    • D. 

      Os processos de independ√™ncia na Am√©rica Latina, ap√≥s a aboli√ß√£o completa da escravid√£o nas col√īnias espanholas e portuguesas na regi√£o.

    • E. 

      A fragmenta√ß√£o da economia mercantil global em uma s√©rie de unidades isoladas, ap√≥s o fracasso das explora√ß√Ķes mar√≠timas europeias durante os s√©culos XV e XVI.

  • 6. 
    (Unesp 2017) Deveis saber, portanto, que existem duas formas de se combater: uma, pelas leis, outra, pela força. A primeira é própria do homem; a segunda, dos animais. Como, porém, muitas vezes a primeira não seja suficiente, é preciso recorrer à segunda. Ao príncipe torna-se necessário, porém, saber empregar convenientemente o animal e o homem. [...] Nas ações de todos os homens, máxime dos príncipes, onde não há tribunal para que recorrer, o que importa é o êxito bom ou mau. Procure, pois, um príncipe, vencer e conservar o Estado. Nicolau Maquiavel. O príncipe, 1983. O texto, escrito por volta de 1513, em pleno período do Renascimento italiano, orienta o governante a
    • A. 

      Defender a fé e honrar os valores morais e sagrados.

    • B. 

      Valorizar e priorizar as a√ß√Ķes armadas em detrimento do respeito √†s leis.

    • C. 

      Basear suas decis√Ķes na raz√£o e nos princ√≠pios √©ticos.

    • D. 

      Comportar-se e tomar suas decis√Ķes conforme a circunst√Ęncia pol√≠tica.

    • E. 

      Agir de forma a sempre proteger e beneficiar os governados.

  • 7. 
    (Enem PPL 2017) O garfo muito grande, com dois dentes, que era usado para servir as carnes aos convidados, é antigo, mas não o garfo individual. Este data mais ou menos do século XVI e difundiu-se a partir de Veneza e da Itália em geral, mas com lentidão. O uso só se generalizaria por volta de 1750. BRAUDEL, F. Civilização material, economia e capitalismo: séculos XV-XVIII; as estruturas do cotidiano. São Paulo: Martins Fontes, 1977 (adaptado). No processo de transição para a modernidade, o uso do objeto descrito relaciona-se à
    • A. 

      Construção de hábitos sociais.

    • B. 

      Introdução de medidas sanitárias.

    • C. 

      Amplia√ß√£o das refei√ß√Ķes familiares.

    • D. 

      Valorização da cultura renascentista.

    • E. 

      Incorporação do comportamento laico.

  • 8. 
    (Pucrj 2016) Durante o século XVII, a Europa Ocidental presenciou mudanças políticas importantes na forma de organização dos Estados. A centralização política do século XVI deu lugar à política absolutista. Assinale a alternativa que define a política absolutista do século XVII de modo CORRETO.
    • A. 

      Poder do Estado, concentrado nas m√£os do rei e de sua burocracia, sustentado pelos setores burgueses urbanos.

    • B. 

      Poder real, personalizado na figura do rei absoluto, tendo como base social os senhores feudais e os setores camponeses.

    • C. 

      Poder de polícia, estruturado na violência e organizado por milícias mercenárias, diretamente ligadas aos setores da pequena nobreza.

    • D. 

      Poder absoluto do rei, produzido pelo controle das finanças e pelo apoio social dos setores camponeses.

    • E. 

      Poder divino, associado ao poder temporal, sustentado pela aliança entre o clero e os senhores feudais.

  • 9. 
    (Fuvest 2016)   A imagem pode ser corretamente lida como uma
    • A. 

      Defesa do mercantilismo e do protecionismo comercial ingleses, ameaçados pela cobiça de outros impérios, sobretudo o francês.

    • B. 

      Crítica à monarquia inglesa, vista, no contexto da expansão revolucionária francesa, como opressora da própria sociedade inglesa.

    • C. 

      Alegoria das pretens√Ķes francesas sobre a Inglaterra, j√° que Napole√£o Bonaparte era frequentemente considerado, pela burguesia, um l√≠der revolucion√°rio ateu.

    • D. 

      Apologia da monarquia e da igreja inglesas, contrárias à laicização da política e dos costumes típicos da Europa da época.

    • E. 

      Propaganda de setores comerciais ingleses, defensores dos monopólios comerciais e contrários ao livre-cambismo que, à época, ganhava força no país.

  • 10. 
    (Ufu 2016) A tranquilidade dos súditos só se encontra na obediência. [...] Sempre é menos ruim para o público suportar do que controlar incluso o mau governo dos reis, do qual Deus é único juiz. Aquilo que os reis parecem fazer contra a lei comum funda-se, geralmente, na razão de Estado, que é a primeira das leis, por consentimento de todo mundo, mas que é, no entanto, a mais desconhecida e a mais obscura para todos aqueles que não governam. LUÍS XIV, Rei da França. Memorias. (Versão espanhola de Aurelio Garzón del Camino). México: Fondo de Cultura Económica, 1989. p. 28-37 (Adaptado). As palavras do rei Luís XIV exemplificam um complexo e longo processo sociopolítico, identificado com o que comumente chamamos de Idade Moderna e que podia ser caracterizado.
    • A. 

      Por um crescente deslocamento do poder político da burguesia, que passou a ver a ascensão da nobreza feudal, cada vez mais próxima do poder e ocupando importantes cargos políticos.

    • B. 

      Pela centralização administrativa sobre os particularismos locais e pela crescente unificação territorial, ainda que os senhores de terra não perdessem inteiramente seus privilégios.

    • C. 

      Pelo fortalecimento do poder político da Igreja Católica, resultado de um processo de crescente mercantilização de suas terras e de sua consequente adequação ao mercado.

    • D. 

      Pelo processo de cercamento dos campos, com o consequente fortalecimento da nobreza feudal, a qual, com os altos impostos que pagava, contribuiu decisivamente para o fortalecimento do poder real.

  • 11. 
    (Ufrgs 2016) Em relação à história da Europa moderna, assinale a alternativa correta.
    • A. 

      Os humanistas eram indivíduos que, inspirados pela escolástica, propagavam um saber centrado apenas no Cristianismo.

    • B. 

      O contato dos europeus com os ameríndios não alterou as características do pensamento renascentista, exclusivamente voltado para a imitação dos autores gregos e romanos.

    • C. 

      O deslocamento das rotas comerciais europeias para os entrepostos localizados no Mar Mediterr√Ęneo ocorreu no s√©culo XVI.

    • D. 

      A ascensão da burguesia, no século XIV, ocasionou a fragmentação do poder monárquico e o desenvolvimento de Estados capitalistas.

    • E. 

      A difusão da imprensa, a partir do século XV, foi importante para o desenvolvimento de novas práticas culturais.

  • 12. 
    (Unicamp 2016) “Uma categoria inferior de servidores que coexiste nas grandes casas com os domésticos livres são os escravos. Um recenseamento enumera em Gênova, em 1458, mais de 2 mil. As mulheres estão em uma proporção esmagadora (97,5%) e 40% não têm ainda 23 anos. São totalmente desamparadas; todos na casa a repreendem, todos batem nela (patrão, mãe, filhos crescidos) e os testemunhos de processos em que elas comparecem mostram-nas vivendo, frequentemente no temor de pancadas. Em Gênova e Veneza, a escrava-criada é essencial no prestígio das nobres e ricas matronas. (Adaptado de Charles De la Roncière, “A vida privada dos notáveis toscanos no limiar da Renascença”, em Georges Duby (org.), História da vida privada - da Europa feudal à Renascença, vol 2. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 235-236.) Sobre o trabalho nas cidades italianas do período em questão, podemos afirmar corretamente que:
    • A. 

      O declínio da escravidão está ligado ao novo conceito antropocêntrico do ser humano e a uma nova dignidade da condição feminina no final da Idade Média.

    • B. 

      O trabalho servil era predominantemente feminino e concorria com o trabalho escravo. A escravidão diminuiu com essa concorrência, desdobrando-se no trabalho livre.

    • C. 

      Conviviam in√ļmeras formas de trabalho livre, semilivre e escravo no universo europeu e a sobreposi√ß√£o n√£o era, em si, contradit√≥ria.

    • D. 

      O uso do castigo corporal igualava as escravas a outros trabalhadores e foi o motivo das rebeli√Ķes camponesas do per√≠odo (jacqueries) e agita√ß√Ķes urbanas.

  • 13. 
    (Pucrj 2015) Thomas Mun (1571-1641) foi um mercador inglês, sócio e alto funcionário da Companhia das Índias Orientais. Em um escrito de 1630, avaliou as políticas econômicas dos reinos europeus e sugeriu meios para gerar riqueza. “Em todos os lugares assim que se vê transportar dinheiro para fora do país, escutam-se os lamentos daqueles que gritam que dinheiro perdido é razão de miséria e ruína. (...) Eu não creio que haja quem queira ou possa me contradizer quando afirmo que, não tendo nós minas, não temos outro modo de obter dinheiro a não ser o de traficar naqueles países que as têm. Ora, pode-se traficar de três maneiras nestes países: ou levando nossas mercadorias para trocá-las por aquelas que não possuímos; ou vendê-las por pelo menos uma parte em dinheiro vivo; ou levando conosco dinheiro, para comprá-las, de modo que transportando-as alhures e vendendo-as, possamos obter algum dinheiro. A primeira não nos dá dinheiro. A segunda gera bem pouco dinheiro, pois são poucas as nações que querem comprar as nossas mercadorias pagando à vista. De modo que apenas na terceira maneira de traficar, podemos esperar obter muitos ganhos.” Traduzido e adaptado de Thomas Mun. England’s Treasure by Forraign Trade. (1664). New York, Macmillan & Co. 1895, p. 65. Sobre os pressupostos mercantilistas utilizados pelo autor para defender as suas posições em matéria econômica, é correto afirmar que:
    • A. 

      A riqueza deve ser obtida principalmente pela acumulação de metais preciosos mantidos dentro do próprio Reino.

    • B. 

      O comércio externo enriquece, pois faz afluir dinheiro para o país e garante o maior retorno monetário do que foi investido.

    • C. 

      O aumento das rela√ß√Ķes comerciais entre os pa√≠ses diminui os riscos de guerra, pois os torna mais dependentes uns dos outros.

    • D. 

      O Estado deve permitir a livre competi√ß√£o econ√īmica e garantir a liberdade de iniciativa, o que amplia a expectativa geral dos ganhos.

    • E. 

      A balança comercial favorável deve ser garantida adotando-se políticas protecionistas alfandegárias nos territórios coloniais possuidores de minas de metais preciosos.

  • 14. 
    (Unesp 2014) O comércio foi de fato o nervo da colonização do Antigo Regime, isto é, para incrementar as atividades mercantis processava-se a ocupação, povoamento e valorização das novas áreas. E aqui ressalta de novo o sentido da colonização da época Moderna; indo em curso na Europa a expansão da economia de mercado, com a mercantilização crescente dos vários setores produtivos antes à margem da circulação de mercadorias – a produção colonial era uma produção mercantil, ligada às grandes linhas do tráfico internacional. (Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808), 1981. Adaptado.) O mecanismo principal da colonização foi o comércio entre colônia e metrópole, fato que se manifesta
    • A. 

      Na amplia√ß√£o do movimento de integra√ß√£o econ√īmica europeia por meio do amplo acesso de outras pot√™ncias aos mercados coloniais.

    • B. 

      Na aus√™ncia de preocupa√ß√Ķes capitalistas por parte dos colonos, que preferiam manter o modelo feudal e a hegemonia dos senhores de terras.

    • C. 

      Nas cr√≠ticas das autoridades metropolitanas √† persist√™ncia do escravismo, que impedia a amplia√ß√£o do mercado consumidor na col√īnia.

    • D. 

      No desinteresse metropolitano de ocupar as novas terras conquistadas, limitando-se à exploração imediatista das riquezas encontradas.

    • E. 

      No condicionamento pol√≠tico, demogr√°fico e econ√īmico dos espa√ßos coloniais, que deveriam gerar lucros para as economias metropolitanas.

  • 15. 
    (Unicamp 2014) À medida que as maneiras se refinam, tornam-se distintivas de uma superioridade: não é por acaso que o exemplo parece vir de cima e, logo, é retomado pelas camadas médias da sociedade, desejosas de ascender socialmente. É exibindo os gestos prestigiosos que os burgueses adquirem estatuto nobre. O ser de um homem se confunde com a sua aparência. Quem age como nobre é nobre. (Adaptado de Renato Janine Ribeiro, A Etiqueta no Antigo Regime. São Paulo: Editora Moderna, 1998, p. 12.) O texto faz referência à prática da etiqueta na França do século XVIII. Sobre o tema, é correto afirmar que:
    • A. 

      A etiqueta era um elemento de distinção social na sociedade de corte e definia os lugares ocupados pelos grupos próximos ao rei.

    • B. 

      O jogo das aparências era uma forma de disfarçar os conluios políticos da aristocracia, composta por burgueses e nobres, e negar benefícios ao Terceiro Estado.

    • C. 

      Os sans-culottes imitavam as maneiras da nobreza, pois isso era uma forma de adquirir refinamento e tornar-se parte do poder econ√īmico no estado absolutista.

    • D. 

      Durante o século XIX, a etiqueta deixou de ser um elemento distintivo de grupos sociais, pois houve a abolição da sociedade de privilégios.

  • 16. 
    (Ufrgs 2014) Leia o enunciado abaixo. O comércio marítimo triangular deu uma contribuição enorme ao desenvolvimento industrial da Inglaterra. Seus lucros fertilizaram todo o sistema de produção do país. WILLIAMS, Eric. Capitalismo e escravidão. São Paulo: Cia. das Letras, 2012. p. 157. Considere as seguintes afirmações sobre o comércio triangular. I. O comércio triangular britânico consistia, principalmente, no envio de produtos manufaturados ingleses para a África; de escravos africanos para o Caribe; e de produtos coloniais, especialmente o açúcar, para a Inglaterra. II. Os lucros obtidos pelo comércio triangular forneceram um dos principais fluxos de acumulação de capital que financiaram a Revolução Industrial inglesa. III. A utilização de mão de obra livre nas plantationsprodutoras de açúcar garantia altos níveis de lucratividade para seus proprietários. Quais estão corretas?
    • A. 

      Apenas I.

    • B. 

      Apenas III.

    • C. 

      Apenas I e II.

    • D. 

      Apenas II e III.

    • E. 

      I, II e III.

  • 17. 
    (Ufrgs 2013) Leia o segmento abaixo. O rei tomou o lugar do Estado, o rei é tudo, o Estado não é mais nada. Ele é o ídolo a quem se oferecem as províncias, as cidades, as finanças, os grandes e os pequenos, em uma palavra, tudo. JURIEN, Pierre. Apud ELIAS, Norbert. A sociedade de corte. Rio de Janeiro, Zahar, 2001. p. 133. Essa afirmação de um contemporâneo de Luís XIV, na França, diz respeito a uma forma de governo que ficou conhecida como
    • A. 

      Monarquia constitucional.

    • B. 

      Autocracia despótica oriental.

    • C. 

      Autocracia parlamentar.

    • D. 

      Monarquia absolutista.

    • E. 

      Tirania teocr√°tica.

  • 18. 
    Ufrgs 2017) Em setembro de 1555, foi assinada a chamada “Paz de Augsburgo”, tratado que deu um fim momentâneo às guerras de religião entre católicos e protestantes no Sacro Império Romano Germânico. Assinale a alternativa que contém uma das principais cláusulas desse tratado.
    • A. 

      A expuls√£o completa de luteranos e calvinistas de todos os territ√≥rios do Sacro Imp√©rio Romano Germ√Ęnico.

    • B. 

      A imposição do absolutismo ao Império por Carlos V, imperador calvinista hostil ao catolicismo.

    • C. 

      A divisão do Império em territórios católicos e luteranos, a partir do princípio cuius regio, eius religio.

    • D. 

      A incorpora√ß√£o formal dos territ√≥rios cat√≥licos do Sacro Imp√©rio Romano Germ√Ęnico ao Imp√©rio Espanhol.

    • E. 

      A proibi√ß√£o total da profiss√£o de f√© cat√≥lica em todos os Estados do Sacro Imp√©rio Romano Germ√Ęnico.

  • 19. 
    (Unesp 2016) As reformas protestantes do princípio do século XVI, entre outros fatores, reagiam contra
    • A. 

      A venda de indulgências e a autoridade do Papa, líder supremo da Igreja Católica.

    • B. 

      A valorização, pela Igreja Católica, das atividades mercantis, do lucro e da ascensão da burguesia.

    • C. 

      O pensamento humanista e permitiram uma ampla revisão administrativa e doutrinária da Igreja Católica.

    • D. 

      As miss√Ķes evangelizadoras, desenvolvidas pela Igreja Cat√≥lica na Am√©rica e na √Āsia.

    • E. 

      O princípio do livre-arbítrio, defendido pelo Santo Ofício, órgão diretor da Igreja Católica

  • 20. 
    (Unesp 2015)   A imagem reproduz um auto de fé. Essas cerimônias
    • A. 

      Ocorreram em todos os pa√≠ses da Europa e nas regi√Ķes colonizadas por portugueses e espanh√≥is.

    • B. 

      Permitiram a difusão do catolicismo e tiveram papel determinante na erradicação do protestantismo na Europa central.

    • C. 

      Eram conduzidas por autoridades leigas, pois a Igreja Católica não tinha vínculo com a perseguição e a punição dos hereges.

    • D. 

      Tinham caráter exemplar, expondo publicamente os réus forçados a pedir perdão, antes de serem encaminhados para a execução.

    • E. 

      Visavam a executar os judeus e isl√Ęmicos, n√£o atingindo protestantes nem cat√≥licos romanos ou ortodoxos.

  • 21. 
    (Ufrgs 2014) Em 1648, foi celebrada a Paz de Vestfália, um conjunto de tratados que encerrava a Guerra dos Trinta Anos e, como consequência, o período de guerras religiosas europeias, causadas pela Reforma Protestante. Entre os principais efeitos da Paz, pode-se citar
    • A. 

      A unifica√ß√£o pol√≠tica do Sacro Imp√©rio Romano Germ√Ęnico e o surgimento do Estado-na√ß√£o alem√£o.

    • B. 

      O reconhecimento da soberania nacional como elemento lapidar das rela√ß√Ķes internacionais entre os diferentes Estados europeus.

    • C. 

      A supress√£o do luteranismo do Sacro Imp√©rio Romano Germ√Ęnico e o reconhecimento do catolicismo e do calvinismo como √ļnicas religi√Ķes permitidas nos Estados alem√£es.

    • D. 

      A ascens√£o da Casa dos Habsburgo como a mais poderosa das dinastias reais europeias.

    • E. 

      A subjugação completa da Revolta Holandesa contra a Espanha e a anexação dos Países Baixos ao Império Espanhol.

  • 22. 
    (Pucrj 2014) “O ódio contra o clero, muito extenso, desempenhou o seu papel (...). A cobiça, o endividamento e os cálculos políticos, também devem ser levados em conta. Mas a mensagem dos reformadores, respondeu – isto é indubitável – a uma intensa sede espiritual que a igreja oficial foi incapaz de satisfazer (...) os pregadores da reforma não necessitaram de nenhum apoio político para atrair seus partidários, ainda que esse apoio se fizesse necessário para consolidar os resultados alcançados pelo ataque inicial dos profetas. Não se pode esquecer que, em seus inícios, a Reforma foi um movimento espiritual com uma mensagem religiosa.” Lucien Febvre apud MARQUES, Adhemar Martins; BERUTTI, Flavio Costa, FARIA, Ricardo de Souza. História Moderna Através de Textos. São Paulo: Contexto, 2005 - coleção textos e documentos - 3. Em relação aos movimentos religiosos que atingiram a Europa no século XVI, é INCORRETO afirmar que:
    • A. 

      Lutero, apesar de não ter sido o primeiro teólogo a se posicionar de forma contrária à Igreja, apresentava como um dos pontos centrais de seus questionamentos a condenação da prática, coordenada pelos próprios membros do clero católico, da venda de indulgências, de relíquias e de cargos religiosos.

    • B. 

      As reformas religiosas levaram a Europa a testemunhar sangrentas rebeli√Ķes e guerras, que, apesar de figurarem como motivadas por quest√Ķes de cunho estritamente religioso, estavam tamb√©m associadas a disputas pol√≠ticas ou insatisfa√ß√Ķes das camadas menos favorecidas da popula√ß√£o.

    • C. 

      O Anglicanismo surgiu na Inglaterra sob o governo de Henrique VIII. Este, sendo um religioso fervoroso, come√ßou a questionar e, posteriormente, a criticar, alguns dogmas como os sacramentos do matrim√īnio e do celibato. Essa discord√Ęncia teve como consequ√™ncia a ruptura definitiva com a Igreja Cat√≥lica.

    • D. 

      A contrarreforma foi a resposta dada pela Igreja Cat√≥lica, a partir de duas frentes de a√ß√£o: por um lado procurou corrigir alguns desvios de conduta de seus membros, alvos recorrentes de ataque dos reformadores; e por outro reafirmou os dogmas que foram condenados pelas novas religi√Ķes.

    • E. 

      O calvinismo pregava a devoção à oração e ao trabalho como valores edificadores daqueles que, segundo a doutrina da predestinação, estariam encaminhados ao paraíso. Os homens que não vivessem de acordo com esses valores, sinalizariam que seu destino seria a danação no inferno.

  • 23. 
    (Ufrgs 2014) Considere as seguintes afirmações sobre a Companhia de Jesus, ordem fundada em 1534, pelo ex-militar espanhol Ignacio de Loyola, e à qual pertence o papa Francisco. I. Foi um instrumento importante da Igreja Católica na luta contra a Reforma Protestante do século XVI, defendendo a ortodoxia católica contra os movimentos reformadores, como o luteranismo e o calvinismo. II. Foi banida pela bula papal Dominicus ad Redemptor, de 21 de julho de 1773, mas recuperou suas prerrogativas em 1814. III. Desempenhou um papel essencial na atividade evangelizadora dos indígenas nas Américas, com o estabelecimento das chamadas “reduções”, a partir do início do século XVII. Quais estão corretas?
    • A. 

      Apenas I.

    • B. 

      Apenas II.

    • C. 

      Apenas I e III.

    • D. 

      Apenas II e III.

    • E. 

      I, II e III.

  • 24. 
    (Fgvrj 2013) A Reforma, a despeito de sua hostilidade à magia, estimulara o espírito de profecia. A abolição dos intermediários entre o homem e a divindade, bem como a ênfase na consciência individual, deixavam Deus falar diretamente a seus eleitos. Era obrigação destes tornar conhecida a Sua mensagem. E Deus não fazia acepção de pessoas: preferia falar a John Knox do que à sua rainha, Maria Stuart da Escócia. O próprio Knox agradeceu a Deus ter-lhe dado o dom de profetizar, que assim estabelecia que ele era um homem de boa-fé. Na Inglaterra, as décadas revolucionárias deram ampla difusão ao que praticamente constituía uma profissão nova – a do profeta, quer na qualidade de intérprete dos astros, ou dos mitos populares tradicionais, ou, ainda, da Bíblia. HILL, Christopher, O mundo de ponta-cabeça. Ideias radicais durante a Revolução Inglesa de 1640. Trad. Renato Janine Ribeiro. São Paulo, Companhia das Letras, 1987, p. 103. O texto se refere ao ambiente político e religioso da Inglaterra no século XVII. A esse respeito é CORRETO afirmar:
    • A. 

      A insatisfação popular na Inglaterra era decorrente da perspectiva protestante de manter os sacerdotes como intermediários entre Deus e os homens.

    • B. 

      Os revolucionários basearam-se em princípios estritamente racionais e científicos, em uma nítida ruptura com as crenças e o profetismo da época.

    • C. 

      Apesar de todas as disputas religiosas dos séculos XVI e XVII, os monarcas ingleses mantiveram-se neutros, o que permitiu a preservação da monarquia.

    • D. 

      Para os revolucionários ingleses, Deus considerava apenas os parlamentares como pessoas aptas a transmitir a doutrina e indicar os caminhos da salvação.

    • E. 

      A movimentação revolucionária esteve vinculada aos conflitos religiosos decorrentes da chamada Reforma Protestante iniciada no século XVI.

  • 25. 
    (Unicamp 2013) “Uma pobre mulher, enforcada em 1739 por ter roubado carvão, acreditava que não houvesse pecado nos pobres roubarem os ricos e que, de qualquer forma, Cristo havia morrido para obter o perdão para tais pecadores.” (Christopher Hill, A Bíblia Inglesa e as revoluções do século XVII. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p. 608.) Considerando o trecho acima, podemos afirmar, quanto à sociedade inglesa dos séculos XVII e XVIII, que:
    • A. 

      A religi√£o fornecia argumentos para diversos grupos sociais agirem de acordo com seus interesses e necessidades.

    • B. 

      Ainda dominava na sociedade inglesa a ideia da necessidade da confiss√£o intermediada pela Igreja para perd√£o dos pecados.

    • C. 

      A reforma anglicana, ao atacar a propriedade privada, distanciou-se das elites inglesas e tornou-se a religi√£o dos pobres.

    • D. 

      As revolu√ß√Ķes Puritana e Gloriosa foram um obst√°culo ao desenvolvimento burgu√™s da Inglaterra e contrapunham-se √† rela√ß√£o entre religi√£o e pol√≠tica.