Racionalismo, Empirismo E Criticismo

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Racionalismo, Empirismo E Criticismo


Questions and Answers
  • 1. 
    (UFFS - FEPESE - 2010) Em sua obra Crítica da Razão Pura, o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) compara a revolução copernicana com a mudança operada por ele próprio na relação entre sujeito e objeto no processo cognitivo. Analise as afirmativas abaixo sobre essa "revolução", que Kant teria causado na filosofia. 1. Tanto racionalistas quanto empiristas concentravam-se em questões referentes aos objetos do conhecimento. Kant inverte os termos e coloca a própria razão humana no centro, como ponto de partida do questionamento. 2. Em resposta à controvérsia entre racionalistas e empiristas, que tomavam como centro de suas argumentações a própria razão humana, Kant revoluciona a filosofia tomando como ponto de partida a realidade exterior. 3. O que Kant defendia é que o sujeito possui as condições de possibilidade de conhecer qualquer coisa, ou seja, possui as "regras" através das quais os objetos podem ser reconhecidos. 4. O que o homem pode conhecer é profundamente marcado pela maneira - humana - pela qual conhecemos. 5. As leis do conhecimento, para Kant, estariam nos objetos do mundo, e não no próprio homem. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.  
    • A. 

      S√£o corretas apenas as afirmativas 1 e 2.

    • B. 

      S√£o corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.

    • C. 

      S√£o corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.

    • D. 

      S√£o corretas apenas as afirmativas 2 e 5.

    • E. 

      S√£o corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5

  • 2. 
    (ENEM 2012)TEXTO IExperimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez.DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1979. TEXTO IISempre que alimentarmos alguma suspeita de que uma ideia esteja sendo empregada sem nenhum significado, precisaremos apenas indagar: de que impressão deriva esta suposta ideia? E se for impossível atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, isso servirá para confirmar nossa suspeita.HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento. São Paulo: Unesp, 2004 (adaptado). Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A comparação dos excertos permite assumir que Descartes e Hume
    • A. 

      Defendem os sentidos como critério originário para considerar um conhecimento legítimo.

    • B. 

      Entendem que é desnecessário suspeitar do significado de uma ideia na reflexão filosófica e crítica.

    • C. 

      Atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção do conhecimento.

    • D. 

      Concordam que conhecimento humano é impossível em relação às ideias e aos sentidos.

    • E. 

      São legítimos representantes do criticismo quanto à gênese do conhecimento.

  • 3. 
    (Pedro II-2009) "A mente, tendo recebido do exterior as ideias (...), ao dirigir seu olhar para dentro, sobre si mesma, e ao observar suas atividades próprias em relação às ideias que já possui, tira de lá outras ideias, que podem ser objeto de sua contemplação tanto quanto aquelas que recebeu das coisas exteriores".A posição que se evidencia no fragmento de texto acima transcrito é o: 
    • A. 

      Existencialismo de Heidegger.

    • B. 

      Idealismo de Kant;

    • C. 

      Racionalismo de Descartes;

    • D. 

      Ceticismo de Hume;

    • E. 

      empirismo de Locke;

  • 4. 
    . (UEM verão 2008 – adaptada) “(...) a própria experiência é um modo de conhecimento que requer entendimento, cuja regra tenho que pressupor a priori em mim ainda antes de me serem dados objetos e que é expressa em conceitos a priori, pelos quais portanto todos os objetos da experiência têm necessariamente que se regular e com eles concordar.” (KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p. 13).Analise os itens: I - O método de Kant é chamado criticismo, pois consiste na crítica ou na análise reflexiva da razão, a qual, antes de partir ao conhecimento das coisas, deve conhecer a si mesma, fixando as condições de possibilidade do conhecimento, aquilo que pode legitimamente ser conhecido e o que não. II - Para Kant, uma vez que os limites do conhecimento científico são os limites da experiência, as coisas que não são dadas à intuição sensível (a coisa em si, as entidades metafísicas como Deus, alma e liberdade) não podem ser conhecidas. III - Kant mantém-se na posição dogmática herdada de Hume. Para os dois filósofos, o conhecimento é um fato que não põe problema. O resultado da crítica da razão é a constatação do poder ilimitado da razão para conhecer. IV - O sentido da revolução copernicana operada por Kant na filosofia é que são os objetos que se regulam pelo nosso conhecimento, não o inverso. Ou seja, o conhecimento não reflete o objeto exterior, mas o sujeito cognoscente constrói o objeto do seu saber. V - Com a sua explicação da natureza do conhecimento, Kant supera a dicotomia racionalismo-empirismo. O conhecimento, que tem por objeto o fenômeno, é o resultado da síntese entre os dados da experiência e as intuições e os conceitos a priori da razão.Com base na filosofia de Kant, assinale a opção  correta. 
    • A. 

      I, II, III e IV apenas

    • B. 

      I e II apenas

    • C. 

      IV e IV apenas

    • D. 

      II e IV apenas

    • E. 

      I, II, IV e V apenas

  • 5. 
    (UEL 2010)Leia o texto a seguir:Ao empreender a análise da estrutura e dos limites do conhecimento, Kant tomou a física e a mecânica celeste elaboradas por Newton como sendo a própria ciência. Entretanto, era preciso salvá-la do ceticismo de Hume quanto à impossibilidade de fundamentar as inferências indutivas e de alcançar um conhecimento necessário da natureza. Com base no pensamento de David Hume acerca do entendimento humano, é correto afirmar: 
    • A. 

      O sujeito do conhecimento opera associa√ß√Ķes de suas percep√ß√Ķes, sensa√ß√Ķes e impress√Ķes semelhantes ou sucessivas recebidas pelos √≥rg√£os dos sentidos e retidas na mem√≥ria.

    • B. 

      As conclus√Ķes acerca dos fatos obtidas pelo sujeito do conhecimento realizam-se sem aux√≠lio da experi√™ncia, recorrendo apenas aos racioc√≠nios abstratos a priori.

    • C. 

      O postulado que afirma a inexistência de conhecimento para além daquele que possa vir a resultar do hábito funda-se na ideia metafísica de relação causal como conexão necessária entre os fatos.

    • D. 

      Dentre os objetos da raz√£o humana, as rela√ß√Ķes de ideias se originam das impress√Ķes associadas aos conceitos inatos dos quais obt√©m-se dedutivamente o entendimento dos fatos.

    • E. 

      Pelo racioc√≠nio o sujeito √© induzido a inferir as rela√ß√Ķes de causa e efeito entre percep√ß√Ķes e impress√Ķes acerca da regularidade de fen√īmenos semelhantes que se repetem na sucess√£o do tempo.