Teorias Da Personalidade - Parte I (Freud, Jung, Skinner, Esquemas)

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Teorias Da Personalidade - Parte I (Freud, Jung, Skinner, Esquemas)

Prezados alunos, Esta é uma atividade autodirigida, com o objetivo de revisar as teorias já estudadas e introduzir novas reflexões e conceitos a respeito dessas temáticas. Ao todo, são 30 questões que devem ser respondidas individualmente ou em duplas. Todas as questões se referem às teorias da personalidade. Muitas dessas são questões de concurso. Podem consultar os materiais e a internet. Nesta parte do QUizz (Parte I) há 16 questões para responder, e na Parte II, 14. Não tenham pressa, o objetivo é a compreensão das perguntas e das respostas! Contudo, organizem-se para finalizar dentro do tempo da aula. Como um incentivo, aqueles que acertarem 75% das questões (22 ou mais) ganharão 1 ponto na prova. IMPORTANTE: Ao terminar, as duplas devem chamar a professora para que a mesma possa fazer o registro da quantidade de acertos. Abraços, Prof. Angélica P. Neumann


Questions and Answers
  • 1. 
    A teoria freudiana propõe que o ego é originalmente criado pelo id na tentativa de enfrentar a necessidade de reduzir a tensão e aumentar o prazer, mas para fazer isto, o ego, por sua vez, tem de controlar ou regular os impulsos do id de modo que o indivíduo possa buscar soluções
    • A. 

      Mais rápidas e menos fantasistas.

    • B. 

      Mais imediatas e menos realistas.

    • C. 

      Menos rápidas e mais fantasistas.

    • D. 

      Menos imediatas e mais realistas.

    • E. 

      Nem realistas e nem demoradas.

  • 2. 
    Segundo o Behaviorismo, a modificação do comportamento interpreta ações em termos de antecedentes, comportamentos e
    • A. 

      Resultados inoperantes

    • B. 

      Atitudes

    • C. 

      Consequências

    • D. 

      Funções adicionais

    • E. 

      Valores

  • 3. 
    "Para Sigmund Freud, a constituição da personalidade passa, estrategicamente, pelas vicissitudes da libido, que pode ser compreendida como energia vital, sexual, pelo seu desenvolvimento em diversas fases, pelo modo como se estrutura o desejo inconsciente e as formas como o eu lida com seus conflitos e frustrações libidinais" (Dalgalarrondo, 2008, p. 264) Em relação à libido, assinale a afirmativa INCORRETA:
    • A. 

      A primeira forma de organização do desejo libidinal da criança relaciona-se à fase oral.

    • B. 

      A segunda forma de organização da libido, denominada fase anal, caracteriza-se pelo marcado interesse e prazer da criança em reter e expelir as fezes.

    • C. 

      O indivíduo fixado em modo oral de organização do desejo libidinal (tipo oral) tende a avidez no tomar e no receber, não suportando a privação e apresentando dificuldades com a rejeição.

    • D. 

      Segundo a psicanálise, as fixações infantis da libido e a tendência à regressão, aos pontos de fixação, determinam os diversos tipos de neuroses, mas não determinam o perfil de personalidade do adulto.

    • E. 

      Segundo a psicanálise, as fixações infantis da libido e a tendência à regressão, aos pontos de fixação, acabam por determinar tanto os diversos tipos de neuroses, quanto o perfil de personalidade do adulto.

  • 4. 
    Durante décadas, B. F. Skinner foi considerado o psicólogo mais influente do mundo, alguém que marcou a psicologia para sempre. Dentre os diversos experimentos desse renomado autor, destaca-se o “Condicionamento Operante”, que foi estudado por várias gerações de psicologia. Assinale as alternativas verdadeiras
    • A. 

      Skinner afirma que o comportamento operante ocorre a partir do estímulo antecedente externo observável.

    • B. 

      O condicionamento operante estudado por Skinner, pode ser relacionado com o comportamento respondente investigado por Pavlov.

    • C. 

      O condicionamento operante apresenta diferenças relevantes em relação ao comportamento respondente; o operante age no ambiente do organismo, enquanto o outro não.

    • D. 

      O condicionamento operante pode ser compreendido como uma situação de aprendizagem que envolve o comportamento emitido por um organismo em vez de eliciado por um estímulo detectável.

    • E. 

      Na situação de condicionamento Pavloviano, um estímulo conhecido é pareado com o outro estímulo sob condições de reforço, o que não acontece com o condicionamento operante de Skinner

  • 5. 
    A abordagem Junguiana propõe que nascemos com uma herança psicológica, que se soma à herança biológica, sendo ambas determinantes essenciais do comportamento e da experiência. Neste contexto, o inconsciente coletivo inclui materiais psíquicos que:
    • A. 

      Não provêm da experiência pessoal.

    • B. 

      Provêm, predominantemente, de aquisições individuais.

    • C. 

      Provêm, totalmente, da experiência pessoal.

    • D. 

      Não provêm dos arquétipos.

    • E. 

      Não provêm de imagens primordiais.

  • 6. 
    “O comportamento é influenciado pela interação dos três níveis de seleção: o nível filogenético relacionado com as características genéticas dos indivíduos; o nível ontogenético que refere-se aos repertórios comportamentais adquiridos pelo indivíduo ao longo de sua história de aprendizagem; e o nível cultural que enfatiza as práticas culturais dos grupos que o indivíduo está inserido (MICHELETO; SÉRIO, 1993 apud SKINNER, 1991; MARTONE; ZAMIGNANI, 2002). Portanto, os comportamentos são considerados normais ou patológicos dependendo da cultura e da relação que o indivíduo estabelece com o ambiente (MARTONE; ZAMIGNANI, 2002)” (TOGNON et al., s/a). Segundo a Teoria Comportamental da Personalidade, esta afirmação é:
    • A. 

      Correta

    • B. 

      Errada

  • 7. 
    Leia o caso abaixo para responder à próxima questão: A cliente tem 34 anos, formação superior (embora não exerça sua profissão) e tem duas filhas. Quando veio à terapia, há quase dois anos, estava casada. Sua queixa inicial era agorafobia. A cliente já não saía mais de casa sozinha. Na primeira sessão veio acompanhada pelo marido. A cliente relata que passou por várias crises de depressão profunda, tendo tentado suicídio três vezes. Seu padrão de relacionamento interpessoal oscilava desde a idealização até a desvalorização. Apresentava ainda oscilação frequente de humor: “nunca sei como vou encontrá-la”, disse o marido. No início do processo terapêutico ficou evidente a dificuldade da cliente em definir os seus sentimentos. Frequentemente afirmava não saber o que estava sentindo, pois era “tudo muito confuso”. E as outras pessoas a consideravam “louca”. A cliente relatava que cedia a tudo que o marido queria, mesmo se o que ela quisesse fosse o contrário. Acreditava que se não o fizesse, ela o perderia, e não suportaria ficar só. De fato, este padrão mostrou-se frequente não só com o seu marido, mas com todas as pessoas de seu convívio. Assim, a cliente nunca falava “não” para ninguém. Além do medo de perder as pessoas por negar-lhes algo, ao sentir-se inclinada a dizer não, logo se lembrava do que sempre ouvira de seus familiares: “até calada você é errada”; e então cedia por sentir que estava errando. A cliente relata que tudo que sempre sentiu e pensou era invalidado pelos seus familiares, que lhe falavam “você é louca”. Os irmãos não gostavam de sua companhia na infância e adolescência porque era obesa e, afirmavam ter vergonha da sua gordura. Assim, a cliente na adolescência, passou a apresentar um quadro de anorexia e bulimia, para “ser magra e aceita por todos”. Relata que nunca a deixaram ser ela mesma. Todas as vezes que era ela, as pessoas lhe diziam que era “estranha”, “diferente de todo mundo”, e para ser aceita passou a fazer tudo que os outros queriam que fizesse. Muitas vezes, entretanto, sentia uma intensa raiva que não conseguia controlar, e agredia as pessoas fisicamente e verbalmente, inclusive tendo provocado lesões corporais em seu marido. [...] A cliente contou que tinha bulimia desde os 15 anos de idade. Comia compulsivamente e em seguida, vomitava. Isso ocorria várias vezes ao dia, conforme identificado nos registros diários que lhe foram solicitados. Às vezes com frequência alta (como 10 a 15 vezes por dia), ou mais baixa (pelo menos 3 episódios diários). Nestas e em outras situações, muitas vezes, a cliente relatou a sensação de não ser ela mesma, como se estivesse se vendo de fora, o que foi tratado a partir da validação do seu relato, mas também através do desenvolvimento do senso de eu, entrando em contato com seus sentimentos e relatando a respeito deles, o que também foi validado. Foram trabalhadas técnicas de assertividade, enfrentamento e exposição a situações reais, uma vez que a falta de assertividade a impedia de ser ela mesma, e ao não se sentir livre para expressar o que queria, apresentava episódios bulímicos, pois estes traziam a sensação de alívio. No decorrer do trabalho de treinamento assertivo, houve mudanças na experimentação do eu, sendo que deixou de manifestar suas necessidades de modo explosivo, o que levou à diminuição de episódios bulímicos em situações em que o que era solicitado não correspondia ao que gostaria de fazer. A respeito da história desta cliente, e utilizando como base a teoria comportamental, assinale a alternativa INCORRETA:
    • A. 

      Sua família de origem estabeleceu um padrão de reforço que invalidava seus sentimentos e opiniões, reforçando um padrão de comportamento inseguro;

    • B. 

      O comportamento bulímico era uma válvula de escape, utilizada quando a cliente não conseguia utilizar comportamentos mais assertivos;

    • C. 

      A validação do discurso da paciente é uma forma de reforçar o seu senso de eu.

    • D. 

      A cliente não falava “não” para ninguém porque a consequência disso poderia resultar em uma punição para ela.

    • E. 

      Quando as pessoas diziam que ela era estranha, isso funcionava como uma punição, servindo para extinguir o comportamento bulímico

  • 8. 
    “Jill relata que durante sua infância seu pai se mostrava desinteressado com relação à família. Ela buscava sua aprovação e fazia tudo o que estava ao seu alcance para agradá-lo. Jill culpava-se pelo comportamento do pai, sendo mais difícil aceitar que ele era incapaz de amá-la. Um de seus namorados a atraiu por parecer frágil e necessitar de cuidados, e ela se dizia muito feliz por estar se dedicando inteiramente ao relacionamento. O padrão se repetiu com seu marido, pois Jill buscava obter o seu amor procurando ser a esposa perfeita. Às vezes o marido sumia por vários dias, e apesar de Jill se sentir incômoda com a situação, não ousava perguntar onde ele estivera e relata ter aprendido a não perguntar. Estava certa de que, através do seu esforço, faria aquele casamento dar certo. Quando o marido iniciou uma relação extraconjugal Jill concluiu que era a culpada, pois não soube fazê-lo querer estar somente com ela”  (BOSCARDIN; KRISTENSEN, 2011). Assinale as alternativas VERDADEIRAS:
    • A. 

      Jill demonstra possuir o esquema de Inibição Emocional pela restrição de sentimentos e comunicação espontânea que ocorre quando descobre que o marido tem uma amante, e não contesta a situação por considerar que a culpa foi sua.

    • B. 

      Jill desenvolve desde cedo o esquema de Busca por Aprovação e Reconhecimento, contido no quarto domínio dos esquemas, iniciando com a experiência paterna e seguindo o padrão em seus relacionamentos adultos.

    • C. 

      O esquema de Isolamento social/Alienação também pode ser identificado no momento em que Jill cala-se diante das atitudes do marido para evitar conflitos com este.

    • D. 

      O esquema de Postura Punitiva, também do quarto domínio, aparece quando ela vive em função do marido e deixa seus próprios interesses de lado em detrimento dos interesses dele.

    • E. 

      Um esquema contido no quinto domínio, o chamado Emaranhamento/Self Subdesenvolvido, pode ser identificado quando Jill demonstra atração por pessoas que aparentam necessitar de cuidados, dedicando-se inteiramente a essas pessoas, colocando seus próprios interesses e necessidades em um plano inferior.

  • 9. 
    Carl Gustav Jung chamou o self de arquétipo central, arquétipo da ordem e totalidade...
    • A. 

      Da persona

    • B. 

      Do ego

    • C. 

      Da Anima

    • D. 

      Do Animus

    • E. 

      Da personalidade

  • 10. 
    Leia o caso abaixo: “A senhora AS mostra-se como uma pessoa explosiva, porém muito convicta de seus direitos. Relata que o pai era ausente fisicamente, porém muito carinhoso quando presente, já a mãe é percebida como distante emocionalmente, sem diálogo e não amiga. Questionada sobre a infância, relata que quando criança, ao fazer algo que a mãe julgava errado, como agredir a um irmão por exemplo, a mãe a colocava para fora de casa, no escuro, trancava a porta e dizia ‘Você não foi poderosa com teu irmão? Seja agora no escuro!’. Percebe-se, em seu caso, que a senhora AS parece ter dificuldade em lidar com situações nas quais encontra-se numa posição sócio-hierárquica inferior. Diante da condição de se achar merecedora de direitos e percepção de que seus direitos possam estar sendo violados, reage explosivamente em ataques de raiva, falando o que pensa, agredindo verbalmente e procurando fazer valer seus direitos por meio de ameaças ao outro. As situações de estresse que relata fundamentam-se neste processo” (BENZONI, 2008). A avaliação mostrou que a senhora AS apresenta esquemas relacionados ao Domínio 1, 3 e 5.  
    • A. 

      Privação Emocional - Desconfiança/Abuso - Arrogo/Grandiosidade - Inibição Emocional

    • B. 

      Privação Emocional - Desconfiança/Abuso - Arrogo/Grandiosidade - Padrões Inflexíveis

    • C. 

      Privação Emocional - Busca de aprovação - Arrogo/Grandiosidade - Padrões Inflexíveis

    • D. 

      Busca de aprovação - Desconfiança/Abuso - Arrogo/Grandiosidade - Inibição Emocional

    • E. 

      Busca de aprovação - Desconfiança/Abuso - Fracasso - Inibição Emocional

  • 11. 
    “No início, o treinador reforça positivamente um ato que o organismo é capaz de desempenhar, mas é apenas vagamente semelhante à resposta desejada. À medida que esse comportamento é fortalecido, o professor torna-se mais seletivo. Ele reforça a ação que mais se assemelha ao objetivo. Quando esta conduta está bem estabelecida, o treinador torna-se ainda mais exigente. O processo prossegue desta forma até que o objetivo seja atingido”. Na teoria S – R, a citação anterior se refere a:
    • A. 

      Punição

    • B. 

      Extinção

    • C. 

      Modelagem

    • D. 

      Consequência

    • E. 

      Expontaneismo

  • 12. 
    Freud aborda a motivação de forma dinâmica, pressupondo forças internas que:
    • A. 

      São impulsionadas por comportamentos regredidos e devem ser controladas

    • B. 

      Atraem os indivíduos e geram escolhas racionais

    • C. 

      São fonte de condutas antissociais e levam a comportamentos inadequados apenas

    • D. 

      Motivam o comportamento humano e são representadas pelos instintos

    • E. 

      Estimulam comportamentos positivos e são representadas pelo superego

  • 13. 
    "Neste estudo, foram avaliados 40 sujeitos: 20 com bruxismo e 20 pessoas sem bruxismo, emparelhados por sexo, estado civil e idade. Através do teste t de Student, pôde-se constatar diferenças significativas entre bruxômanos e o grupo controle, no que diz respeito aos fatores psicológicos avaliados: bruxômanos apresentam personalidade mais ansiosa e depressiva que os não-bruxômanos, tendem a dirigir a agressividade para o próprio eu e necessitam de mais mecanismos de controle de raiva" (SERRALTA; FREITAS, 2012). Segundo a teoria freudiana, é INCORRETO afirmar que:
    • A. 

      A agressividade reprimida pode estar relacionada à manifestação do bruxismo.

    • B. 

      O paciente com bruxismo parece apresentar fixações orais.

    • C. 

      Pessoas com bruxismo tendem a ter dificuldade em aceitar manifestações agressivas na consciência.

    • D. 

      O bruxismo é resultado de uma formação reativa.

    • E. 

      O bruxismo indica a existência de uma tensão.

  • 14. 
    Para Carl Gustav Jung, a mandala representa:
    • A. 

      A persona

    • B. 

      O consciente coletivo

    • C. 

      A imagem perfeita do ego

    • D. 

      O self perfeito

    • E. 

      A imagem do superego

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