Simulado Fuvest HistÓria Geral

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Simulado Fuvest Histria Geral


Questions and Answers
  • 1. 
    (Fuvest 2011) As cidades [do Mediterrâneo antigo] se formaram, opondo-se ao internacionalismo praticado pelas antigas aristocracias. Elas se fecharam e criaram uma identidade própria, que lhes dava força e significado. Norberto Luiz Guarinello, A cidade na Antiguidade Clássica. São Paulo: Atual, p.20, 2006. Adaptado. As cidades-estados gregas da Antiguidade Clássica podem ser caracterizadas pela 
    • A. 

      Autossuficiência econômica e igualdade de direitos políticos entre seus habitantes.

    • B. 

      Disciplina militar imposta a todas as crianças durante sua formação escolar.

    • C. 

      Ocupação de territórios herdados de ancestrais e definição de leis e moeda próprias.

    • D. 

      Concentração populacional em núcleos urbanos e isolamento em relação aos grupos que habitavam o meio rural.

    • E. 

      Submissão da sociedade às decisões dos governantes e adoção de modelos democráticos de organização política.

  • 2. 
    (Fuvest 2009)  "Alexandre desembarca lá onde foi fundada a atual cidade de Alexandria. Pareceu-lhe que o lugar era muito bonito para fundar uma cidade e que ela iria prosperar. A vontade de colocar mãos à obra fez com que ele próprio traçasse o plano da cidade, o local da Ágora, dos santuários da deusa egípcia Ísis, dos deuses gregos e do muro externo."                            Flávio Arriano. "Anabasis Alexandri" (séc. I d.C.). Desse trecho de Arriano, sobre a fundação de Alexandria, é possível depreender: 
    • A. 

      O significado do helenismo, caracterizado pela fusão da cultura grega com a egípcia e as do Oriente Médio.

    • B. 

      A incorporação do processo de urbanização egípcio, para efetivar o domínio de Alexandre na região.

    • C. 

      A implantação dos princípios fundamentais da democracia ateniense e do helenismo no Egito.

    • D. 

      A permanência da racionalidade urbana egípcia na organização de cidades no Império helênico.

    • E. 

      O impacto da arquitetura e da religião dos egípcios, na Grécia, após as conquistas de Alexandre.

  • 3. 
    (Fuvest 2008)  Na atualidade, praticamente todos os dirigentes políticos, no Brasil e no mundo, dizem-se defensores de padrões democráticos e de valores republicanos. Na Antiguidade, tais padrões e valores conheceram o auge, tanto na democracia ateniense, quanto na república romana, quando predominaram 
    • A. 

      A liberdade e o individualismo.

    • B. 

      O debate e o bem público.

    • C. 

      A demagogia e o populismo.

    • D. 

      O consenso e o respeito à privacidade.

    • E. 

      A tolerância religiosa e o direito civil.

  • 4. 
    (Fuvest 2007)  "Num processo em que era acusado e a multidão ateniense atuava como juiz, Demóstenes [orador político, 384-322 a.C.] jogou na cara do adversário [também um orador político] as seguintes críticas: 'Sou melhor que Ésquines e mais bem nascido; não gostaria de dar a impressão de insultar a pobreza, mas devo dizer que meu quinhão foi, quando criança, frequentar boas escolas e ter bastante fortuna para que a necessidade não me obrigasse a trabalhos vergonhosos. Tu, Ésquines, foi teu destino, quando criança, varrer como um escravo a sala de aula onde teu pai lecionava'. Demóstenes ganhou triunfalmente o processo."                  Paul Veyne, "História da Vida Privada", I, 1992. A fala de Demóstenes expressa a 
    • A. 

      Transformação política que fez Atenas retornar ao regime aristocrático depois de derrotar Esparta na Guerra do Peloponeso.

    • B. 

      Continuidade dos mesmos valores sociais igualitários que marcaram Atenas a partir do momento em que se tornou uma democracia.

    • C. 

      Valorização da independência econômica e do ócio, imperante não só em Atenas, mas em todo o mundo grego antigo.

    • D. 

      Decadência moral de Atenas, depois que o poder político na cidade passou a ser exercido pelo partido conservador.

    • E. 

      Crítica ao princípio da igualdade entre os cidadãos, mesmo quando a democracia era a forma de governo dominante em Atenas.

  • 5. 
    (Fuvest 2005)  "Vendo Sólon [que] a cidade se dividia pelas disputas entre facções e que alguns cidadãos, por apatia, estavam prontos a aceitar qualquer resultado, fez aprovar uma lei específica contra eles, obrigando-os, se não quisessem perder seus direitos de cidadãos, a escolher um dos partidos".                  Aristóteles, em "A Constituição de Atenas" A lei visava 
    • A. 

      Diminuir a participação dos cidadãos na vida política da cidade.

    • B. 

      Obrigar os cidadãos a participar da vida política da cidade.

    • C. 

      Aumentar a segurança dos cidadãos que participavam da política.

    • D. 

      Deixar aos cidadãos a decisão de participar ou não da política.

    • E. 

      Impedir que conflitos entre os cidadãos prejudicassem a cidade.

  • 6. 
    (Fuvest 2003)  "A história da Antiguidade Clássica é a história das cidades, porém, de cidades baseadas na propriedade da terra e na agricultura."                  (K. Marx. "Formações econômicas pré-capitalistas.") Em decorrência da frase de Marx, é correto afirmar que 
    • A. 

      Os comerciantes eram o setor urbano com maior poder na Antiguidade, mas dependiam da produção agrícola.

    • B. 

      O comércio e as manufaturas eram atividadesdesconhecidas nas cidades em torno do Mediterrâneo.

    • C. 

      As populações das cidades greco-romanas dependiam da agricultura para a acumulação de riqueza monetária.

    • D. 

      A sociedade urbana greco-romana se caracterizava pela ausência de diferenças sociais.

    • E. 

      Os privilégios dos cidadãos das cidades gregas e romanas se originavam da condição de proprietários rurais.

  • 7. 
    (Fuvest 2014)  César não saíra de sua província para fazer mal algum, mas para se defender dos agravos dos inimigos, para restabelecer em seus poderes os tribunos da plebe que tinham sido, naquela ocasião, expulsos da Cidade, para devolver a liberdade a si e ao povo romano oprimido pela facção minoritária.  Caio Júlio César. A Guerra Civil. São Paulo: Estação Liberdade, 1999, p. 67.  O texto, do século I a.C., retrata o cenário romano de 
    • A. 

      Implantação da Monarquia, quando a aristocracia perseguia seus opositores e os forçava ao ostracismo, para sufocar revoltas oligárquicas e populares.

    • B. 

      Transição da República ao Império, período de reformulações provocadas pela expansão mediterrânica e pelo aumento da insatisfação da plebe.

    • C. 

      Consolidação da República, marcado pela participação política de pequenos proprietários rurais e pela implementação de amplo programa de reforma agrária.

    • D. 

      Passagem da Monarquia à República, período de consolidação oligárquica, que provocou a ampliação do poder e da influência política dos militares.

    • E. 

      Decadência do Império, então sujeito a invasões estrangeiras e à fragmentação política gerada pelas rebeliões populares e pela ação dos bárbaros.

  • 8. 
    (Fuvest 2013)  A escravidão na Roma antiga 
    • A. 

      Permaneceu praticamente inalterada ao longo dos séculos, mas foi abolida com a introdução do cristianismo.

    • B. 

      Previa a possibilidade de alforria do escravo apenas no caso da morte de seu proprietário.

    • C. 

      Era restrita ao meio rural e associada ao trabalho braçal, não ocorrendo em áreas urbanas, nem atingindo funções intelectuais ou administrativas.

    • D. 

      Pressupunha que os escravos eram humanos e, por isso, era proibida toda forma de castigo físico.

    • E. 

      Variou ao longo do tempo, mas era determinada por três critérios: nascimento, guerra e direito civil.

  • 9. 
    (Fuvest 2010)  Cesarismo/cesarista são termos utilizados para caracterizar governantes atuais que, à maneira de Júlio César (de onde o nome), na antiga Roma, exercem um poder 
    • A. 

      Teocrático.

    • B. 

      Democrático.

    • C. 

      Aristocrático.

    • D. 

      Burocrático.

    • E. 

      Autocrático.

  • 10. 
    (Fuvest 2006)  Vegetius, escrevendo no século IV a. C., afirmava que os romanos eram menos numerosos que os gauleses, menores em tamanho que os germanos, mais fracos que os espanhóis, não tão astutos quanto os africanos e inferiores aos gregos em inteligência criativa.Obviamente Vegetius considerava os romanos, como guerreiros, superiores a todos os demais povos. Já para os historiadores, o fato de os romanos terem conseguido estabelecer, e por muito tempo, o seu vasto império, o maior já visto até então, deveu-se sobretudo 
    • A. 

      à inferioridade cultural dos adversários.

    • B. 

      Ao espírito cruzadista da religião cristã.

    • C. 

      às condições geográficas favoráveis do Lácio.

    • D. 

      à política, sábia, de dividir para imperar.

    • E. 

      à superioridade econômica da Península itálica.

  • 11. 
    A palavra “feudalismo” carrega consigo vários sentidos. Dentre eles, podem-se apontar aqueles ligados a 
    • A. 

      Sociedades marcadas por dependências mútuas e assimétricas entre senhores e vassalos.

    • B. 

      Relações de parentesco determinadas pelo local de nascimento, sobretudo quando urbano.

    • C. 

      Regimes inteiramente dominados pela fé religiosa, seja ela cristã ou muçulmana.

    • D. 

      Altas concentrações fundiárias e capitalistas.

    • E. 

      Formas de economias de subsistência pré-agrícolas.

  • 12. 
    (Fuvest 2010)  “A instituição das corveias variava de acordo com os domínios senhoriais, e, no interior de cada um, de acordo com o estatuto jurídico dos camponeses, ou de seus mansos [parcelas de terra].”Marc Bloch. Os caracteres originais da França rural, 1952. Esta frase sobre o feudalismo trata 
    • A. 

      Da vassalagem.

    • B. 

      Do colonato.

    • C. 

      Do comitatus.

    • D. 

      Da servidão.

    • E. 

      Da guilda.

  • 13. 
    (Fuvest 2009)  "A Idade Média ideias a é inseparável da civilização islâmica já que consiste precisamente na convivência, ao mesmo tempo positiva e negativa, do cristianismo e do islamismo, sobre uma área comum impregnada pela cultura ideia-romana."                              José Ortega y Gasset (1883-1955). O texto acima permite afirmar que, na Europa ocidental medieval, 
    • A. 

      Formou-se uma civilização complementar à islâmica, pois ambas tiveram um mesmo ponto de partida.

    • B. 

      Originou-se uma civilização menos complexa que a islâmica devido à predominância da cultura germânica.

    • C. 

      Desenvolveu-se uma civilização que se beneficiou tanto da herança ideia-romana quanto da islâmica.

    • D. 

      Cristalizou-se uma civilização marcada pela flexibilidade religiosa e tolerância cultural.

    • E. 

      Criou-se uma civilização sem dinamismo, em virtude de sua dependência de Bizâncio e do Islão.

  • 14. 
    (Fuvest 2001)  A economia da Europa ocidental, durante o longo intervalo entre a crise do escravismo, no século lII, e a cristalização do feudalismo, no século IX, foi marcada pela 
    • A. 

      Depressão, que atingiu todos os setores, provocando escassez permanente e fomes intermitentes.

    • B. 

      Expansão, que ficou restrita à agricultura, por causa do desaparecimento das cidades e do comércio.

    • C. 

      Estagnação, que só poupou a agricultura graças à existência de um numeroso campesinato livre.

    • D. 

      Prosperidade, que ficou restrita ao comércio e ao artesanato, insuficientes para resolver a crise agrária.

    • E. 

      Continuidade, que preservou os antigos sistemas de produção, impedindo as inovações tecnológicas.

  • 15. 
    (Fuvest 2011)  Se o Ocidente procurava, através de suas invasões sucessivas, conter o impulso do Islã, o resultado foi exatamente o inverso. Amin Maalouf, As Cruzadas vistas pelos árabes. São Paulo: Brasiliense, p.241, 2007. Um exemplo do “resultado inverso” das Cruzadas foi a 
    • A. 

      Difusão do islamismo no interior dos Reinos Francos e a rápida derrocada do Império fundado por Carlos Magno.

    • B. 

      Maior organização militar dos muçulmanos e seu avanço, nos séculos XV e XVI, sobre o Império Romano do Oriente.

    • C. 

      Imediata reação terrorista islâmica, que colocou em risco o Império britânico na Ásia.

    • D. 

      Resistência ininterrupta que os cruzados enfrentaram nos territórios que passaram a controlar no Irã e Iraque.

    • E. 

      Forte influência árabe que o Ocidente sofreu desde então, expressa na gastronomia, na joalheria e no vestuário.

  • 16. 
    (Fuvest 2008)  Nos séculos XIV e XV, a Itália foi a região mais rica e influente da Europa. Isso ocorreu devido à 
    • A. 

      Iniciativa pioneira na busca do caminho marítimo para as Índias.

    • B. 

      Centralização precoce do poder monárquico nessa região.

    • C. 

      Ausência completa de relações feudais em todo o seu território.

    • D. 

      Neutralidade da península itálica frente à guerra generalizada na Europa.

    • E. 

      Combinação de desenvolvimento comercial com pujança artística.

  • 17. 
    (Fuvest 2007)  "Os cristãos fazem os muçulmanos pagar uma taxa que é aplicada sem abusos. Os comerciantes cristãos, por sua vez, pagam direitos sobre suas mercadorias quando atravessam o território dos muçulmanos. O entendimento entre eles é perfeito e a equidade é respeitada."                  Ibn Jobair, em visita a Damasco, Síria, 1184. In: Amin Maalouf, 1988. Com base no texto, pode-se afirmar que, na Idade Média, 
    • A. 

      As relações comerciais entre as civilizações do Ocidente e do Oriente eram realizadas pelos judeus e bizantinos.

    • B. 

      O conflito entre xiitas e sunitas pôs a perder o florescente comércio que se havia estabelecido gradativamente entre cristãos e muçulmanos.

    • C. 

      O comércio, entre o Ocidente cristão e o Oriente islâmico, permaneceu imune a qualquer interferência de caráter político.

    • D. 

      A Península Ibérica desempenhou o papel de centro econômico entre os mundos cristão e islâmico por ser a única área de contacto entre ambos.

    • E. 

      As cruzadas e a ocupação da Terra Santa pelos cristãos engendraram a intensificação das relações comerciais entre cristãos e muçulmanos.

  • 18. 
    (Fuvest 2006)  Segundo o historiador Robert S. Lopez ("A Revolução Comercial da Idade Média 950-1350"), "o estatuto dos construtores das catedrais medievais representava um grande progresso relativamente à condição miserável dos escravos que erigiram as Pirâmides e dos forçados que construíram os aquedutos romanos". As catedrais medievais foram construídas por 
    • A. 

      Artesãos livres e remunerados.

    • B. 

      Citadinos voluntários trabalhando em mutirão.

    • C. 

      Camponeses que prestavam trabalho gratuito.

    • D. 

      Mão de obra especializada e estrangeira.

    • E. 

      Servos rurais recompensados com a liberdade.

  • 19. 
    (Fuvest 2005)  Na representação que a sociedade feudal, da Europa Ocidental, deixou de si mesma (em textos e em outros documentos não escritos), 
    • A. 

      Os nobres, por guerrearem, ocupavam o primeiro lugar na escala social.

    • B. 

      As mulheres, quando ricas, ocupavam um alto lugar na escala social.

    • C. 

      Os clérigos, por orarem, ocupavam o segundo lugar na escala social.

    • D. 

      Os burgueses, por viverem no ócio, ocupavam um lugar médio na escala social.

    • E. 

      Os camponeses, por labutarem, ocupavam o último lugar na escala social.

  • 20. 
    (Fuvest 2009)  "Da armada dependem as colônias, das colônias depende o comércio, do comércio, a capacidade de um Estado manter exércitos numerosos, aumentar a sua população e tornar possíveis as mais gloriosas e úteis empresas." Essa afirmação do duque de Choiseul (1719-1785) expressa bem a natureza e o caráter do: 
    • A. 

      Liberalismo.

    • B. 

      Feudalismo.

    • C. 

      Mercantilismo.

    • D. 

      Escravismo.

    • E. 

      Corporativismo.

  • 21. 
    (Fuvest 2001)  "É praticamente impossível treinar todos os súditos de um [Estado] nas artes da guerra e ao mesmo tempo mantê-los obedientes às leis e aos magistrados."                  (Jean Bodin, teórico do absolutismo, em 1578). Essa afirmação revela que a razão principal de as monarquias europeias recorrerem ao recrutamento de mercenários estrangeiros, em grande escala, devia-se à necessidade de: 
    • A. 

      Conseguir mais soldados provenientes da burguesia, a classe que apoiava o rei.

    • B. 

      Completar as fileiras dos exércitos com soldados profissionais mais eficientes.

    • C. 

      Desarmar a nobreza e impedir que esta liderasse as demais classes contra o rei.

    • D. 

      Manter desarmados camponeses e trabalhadores urbanos e evitar revoltas.

    • E. 

      Desarmar a burguesia e controlar a luta de classes entre esta e a nobreza.

  • 22. 
    (Fuvest 2013)  “O senhor acredita, então”, insistiu o inquisidor, “que não se saiba qual a melhor lei?” Menocchio respondeu: “Senhor, eu penso que cada um acha que sua fé seja a melhor, mas não se sabe qual é a melhor; mas, porque meu avô, meu pai e os meus são cristãos, eu quero continuar cristão e acreditar que essa seja a melhor fé”. Carlo Ginzburg. O queijo e os vermes. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, p. 113. O texto apresenta o diálogo de um inquisidor com um homem (Menocchio) processado, em 1599, pelo Santo Ofício. A posição de Menocchio indica 
    • A. 

      Uma percepção da variedade de crenças, passíveis de serem consideradas, pela Igreja Católica, como heréticas.

    • B. 

      ) uma crítica à incapacidade da Igreja Católica de combater e eliminar suas dissidências internas.

    • C. 

      Um interesse de conhecer outras religiões e formas de culto, atitude estimulada, à época, pela Igreja Católica.

    • D. 

      Um apoio às iniciativas reformistas dos protestantes, que defendiam a completa liberdade de opção religiosa.

    • E. 

      Uma perspectiva ateísta, baseada na sua experiência familiar.

  • 23. 
    (Fuvest 2005)  "Depois que a Bíblia foi traduzida para o inglês, todo homem, ou melhor, todo rapaz e toda rapariga, capaz de ler o inglês, convenceram-se de que falavam com Deus onipotente e que entendiam o que Ele dizia". Esse comentário de Thomas Hobbes (1588-1679) 
    • A. 

      Ironiza uma das consequências da Reforma, que levou ao livre exame da Bíblia e à alfabetização dos fiéis.

    • B. 

      Alude à atitude do papado, o qual, por causa da Reforma, instou os leigos a que não deixassem de ler a Bíblia.

    • C. 

      Elogia a decisão dos reis Carlos I e Jaime I, ao permitir que seus súditos escolhessem entre as várias igrejas.

    • D. 

      Ressalta o papel positivo da liberdade religiosa para o fortalecimento do absolutismo monárquico.

    • E. 

      Critica a diminuição da religiosidade, resultante do incentivo à leitura da Bíblia pelas igrejas protestantes.

  • 24. 
    (Fuvest 2004)  "No campo científico e matemático, o processo da investigação racional percorreu um longo caminho. Os Elementos de Euclides, a descoberta de Arquimedes sobre a gravidade, o cálculo por Eratóstenes do diâmetro da terra com um erro de apenas algumas centenas de quilômetros do número exato, todos esses feitos não seriam igualados na Europa durante 1500 anos."Moses I. Finley. Os gregos antigos O período a que se refere o historiador Finley, para a retomada do desenvolvimento científico, corresponde 
    • A. 

      Ao Helenismo, que facilitou a incorporação das ciências persa e hindu às de origem grega.

    • B. 

      à criação das universidades nas cidades da Idade Média, onde se desenvolveram as teorias escolásticas.

    • C. 

      Ao apogeu do Império Bizantino, quando se incentivou a condensação da produção dos autores gregos.

    • D. 

      à expansão marítimo-comercial e ao Renascimento, quando se lançaram as bases da ciência moderna.

    • E. 

      Ao desenvolvimento da Revolução Industrial na Inglaterra, que conseguiu separar a técnica da ciência.

  • 25. 
    (Fuvest 2002)  No fim da Idade Média e início da Idade Moderna, o rompimento dos monopólios que os letrados mantinham sobre a cultura escrita e os clérigos sobre a religião criou uma situação nova, potencialmente explosiva. Esse duplo rompimento deveu-se 
    • A. 

      Aos descobrimentos e invenções científicas.

    • B. 

      à invenção da imprensa e à Reforma.

    • C. 

      Ao Renascimento e ao Estado absolutista.

    • D. 

      Ao aparecimento do alfabeto e das heresias.

    • E. 

      Ao humanismo e à Inquisição.

  • 26. 
    (Fuvest 2014)  As chamadas “revoluções inglesas”, transcorridas entre 1640 e 1688, tiveram como resultados imediatos 
    • A. 

      A proclamação dos Direitos do Homem e do Cidadão e o fim dos monopólios comerciais.

    • B. 

      O surgimento da monarquia absoluta e as guerras contra a França napoleônica.

    • C. 

      O reconhecimento do catolicismo como religião oficial e o fortalecimento da ingerência papal nas questões locais.

    • D. 

      O fim do anglicanismo e o início das demarcações das terras comuns.

    • E. 

      O fortalecimento do Parlamento e o aumento, no governo, da influência dos grupos ligados às atividades comerciais.

  • 27. 
    (Fuvest 2013)  Maldito, maldito criador! Por que eu vivo? Por que não extingui, naquele instante, a centelha de vida que você tão desumanamente me concedeu? Não sei! O desespero ainda não se apoderara de mim. Meus sentimentos eram de raiva e vingança. Quando a noite caiu, deixei meu abrigo e vagueei pelos bosques. (...) Oh! Que noite miserável passei eu! Sentia um inferno devorar-me, e desejava despedaçar as árvores, devastar e assolar tudo o que me cercava, para depois sentar-me e contemplar satisfeito a destruição. Declarei uma guerra sem quartel à espécie humana e, acima de tudo, contra aquele que me havia criado e me lançara a esta insuportável desgraça! Mary Shelley. Frankenstein. 2ª ed. Porto Alegre: LPM, 1985. O trecho acima, extraído de uma obra literária publicada pela primeira vez em 1818, pode ser lido corretamente como uma 
    • A. 

      Apologia à guerra imperialista, incorporando o desenvolvimento tecnológico do período.

    • B. 

      Crítica à condição humana em uma sociedade industrializada e de grandes avanços científicos.

    • C. 

      Defesa do clericalismo em meio à crescente laicização do mundo ocidental.

    • D. 

      Recusa do evolucionismo, bastante em voga no período.

    • E. 

      Adesão a ideias e formulações humanistas de igualdade social.

  • 28. 
    (Fuvest 2013)  Oh! Aquela alegria me deu náuseas. Sentia-me ao mesmo tempo satisfeito e descontente. E eu disse: tanto melhor e tanto pior. Eu entendia que o povo comum estava tomando a justiça em suas mãos. Aprovo essa justiça, mas poderia não ser cruel? Castigos de todos os tipos, arrastamentos e esquartejamentos, tortura, a roda, o cavalete, a fogueira, verdugos proliferando por toda parte trouxeram tanto prejuízo aos nossos costumes! Nossos senhores colherão o que semearam. Graco Babeuf, citado por R. Darnton. O beijo de Lamourette. Mídia, cultura e revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 31. Adaptado. O texto é parte de uma carta enviada por Graco Babeuf à sua mulher, no início da Revolução Francesa de 1789. O autor 
    • A. 

      Discorda dos propósitos revolucionários e defende a continuidade do Antigo Regime, seus métodos e costumes políticos.

    • B. 

      Apoia incondicionalmente as ações dos revolucionários por acreditar que não havia outra maneira de transformar o país.

    • C. 

      Defende a criação de um poder judiciário, que atue junto ao rei.

    • D. 

      Caracteriza a violência revolucionária como uma reação aos castigos e à repressão antes existentes na França.

    • E. 

      Aceita os meios de tortura empregados pelos revolucionários e os considera uma novidade na história francesa.

  • 29. 
    (Fuvest 2008)  "O livre-comércio é um bem - como a virtude, a santidade e a retidão - a ser amado, admirado, honrado e firmemente adotado, por si mesmo, ainda que todo o resto do mundo ame restrições e proibições, que, em si mesmas, são males - como o vício e o crime - a serem odiados e detestados sob quaisquer circunstâncias e em todos os tempos."                  "The Economist", em 1848. Tendo em vista o contexto histórico da época, tal formulação favorecia particularmente os interesses 
    • A. 

      Do comércio internacional, mas não do inglês.

    • B. 

      Da agricultura inglesa e da estrangeira.

    • C. 

      Da indústria inglesa, mas não da estrangeira.

    • D. 

      Da agricultura e da indústria estrangeiras.

    • E. 

      Dos produtores de todos os países.

  • 30. 
    A "Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão", votada pela Assembleia Nacional Constituinte francesa, em 26 de agosto de 1789, visava 
    • A. 

      Romper com a Declaração de Independência dos Estados Unidos, por esta não ter negado a escravidão.

    • B. 

      Recuperar os ideais cristãos de liberdade e igualdade, surgidos na época medieval e esquecidos na moderna.

    • C. 

      Estimular todos os povos a se revoltarem contra seus governos, para acabar com a desigualdade social.

    • D. 

      Assinalar os princípios que, inspirados no Iluminismo, iriam fundar a nova constituição francesa.

    • E. 

      Pôr em prática o princípio: a todos, segundo suas necessidades, a cada um, de acordo com sua capacidade.

  • 31. 
    (Fuvest 2011)  A cena retratada no quadro simboliza a
    • A. 

      Estupefação diante da destruição e da mortalidade causadas por um tipo de guerra que começava a ser feita em escala até então inédita.

    • B. 

      Razão, propalada por filósofos europeus do século XVIII, e seu triunfo universal sobre o autoritarismo do Antigo Regime.

    • C. 

      Perseverança da fé católica em momentos de adversidade, como os trazidos pelo advento das revoluções burguesas.

    • D. 

      Força do Estado nacional nascente, a impor sua disciplina civilizatória sobre populações rústicas e despolitizadas.

    • E. 

      Defesa da indústria bélica, considerada força motriz do desenvolvimento econômico dos Estados nacionais do século XIX.

  • 32. 
    . (Fuvest 2014)  A ideia de ocupação do continente pelo povo americano teve também raízes populares, no senso comum e também em fundamentos religiosos. O sonho de estender o princípio da “união” até o Pacífico foi chamado de “Destino Manifesto”.  Nancy Priscilla S. Naro. A formação dos Estados Unidos. São Paulo: Atual, 1986, p. 19.  A concepção de “Destino Manifesto”, cunhada nos Estados Unidos da década de 1840, 
    • A. 

      Difundiu a ideia de que os norte-americanos eram um povo eleito e contribuiu para justificar o desbravamento de fronteiras e a expansão em direção ao Oeste.

    • B. 

      Tinha origem na doutrina judaica e enfatizava que os homens deviam temer a Deus e respeitar a todos os semelhantes, independentemente de sua etnia ou posição social.

    • C. 

      Baseava-se no princípio do multiculturalismo e impediu a propagação de projetos ou ideologias racistas no Sul e no Norte dos Estados Unidos.

    • D. 

      Derivou de princípios calvinistas e rejeitava a valorização do individualismo e do aventureirismo nas campanhas militares de conquista territorial, privilegiando as ações coordenadas pelo Estado.

    • E. 

      Defendia a necessidade de se preservar a natureza e impediu o prosseguimento das guerras contra indígenas, na conquista do Centro e do Oeste do território norte-americano.

  • 33. 
    No século XIX, o surgimento do transporte ferroviário provocou profundas modificações em diversas partes do mundo, possibilitando maior e melhor circulação de pessoas e mercadorias entre grandes distâncias. Dentre tais modificações, as ferrovias 
    • A. 

      Facilitaram a integração entre os Estados nacionais latino-americanos, ampliaram a venda do café brasileiro para os países vizinhos e estimularam a constituição de amplo mercado regional.

    • B. 

      ) permitiram que a cidade de Manchester se conectasse diretamente com os portos do sul da Inglaterra e, dessa forma, provocaram o surgimento do sistema de fábrica.

    • C. 

      Facilitaram a integração comercial do ocidente com o extremo oriente, substituíram o transporte de mercadorias pelo Mar Mediterrâneo e despertaram o sonho de integração mundial.

    • D. 

      Permitiram uma ligação mais rápida e ágil, nos Estados Unidos, entre a costa leste e a costa oeste, chegando até a Califórnia, palco da famosa corrida do ouro.

    • E. 

      Permitiram a chegada dos europeus ao centro da África, reforçaram a crença no poder transformador da tecnologia e demonstraram a capacidade humana de se impor à natureza.

  • 34. 
    (Fuvest 2009)  "Uma casa dividida contra si mesma não subsistirá. Acredito que esse governo, meio escravista e meio livre, não poderá durar para sempre. Não espero que a União se dissolva; não espero que a casa caia. Mas espero que deixe de ser dividida. Ela se transformará só numa coisa ou só na outra."                  Abraham Lincoln, em 1858. Esse texto expressa a: 
    • A. 

      Posição política autoritária do presidente Lincoln.

    • B. 

      Perspectiva dos representantes do sul dos EUA.

    • C. 

      Proposta de Lincoln para abolir a escravidão.

    • D. 

      Proposição nortista para impedir a expansão para o Oeste.

    • E. 

      Preocupação de Lincoln com uma possível guerra civil.

  • 35. 
    (Fuvest 2011)  Foi precisamente a divisão da economia mundial em múltiplas jurisdições políticas, competindo entre si pelo capital circulante, que deu aos agentes capitalistas as maiores oportunidades de continuar a expandir o valor de seu capital, nos períodos de estagnação material generalizada da economia mundial. Giovanni Arrighi, O longo século XX. Dinheiro, poder e as origens do nosso tempo. Rio de Janeiro/São Paulo: Contraponto/Edunesp, p.237, 1996. Conforme o texto, uma das características mais marcantes da história da formação e desenvolvimento do sistema capitalista é a 
    • A. 

      Incapacidade de o capitalismo se desenvolver em períodos em que os Estados intervêm fortemente na economia de seus países.

    • B. 

      Responsabilidade exclusiva dos agentes capitalistas privados na recuperação do capitalismo, após períodos de crise mundial.

    • C. 

      Dependência que o capitalismo tem da ação dos Estados para a superação de crises econômicas mundiais.

    • D. 

      Dissolução frequente das divisões políticas tradicionais em decorrência da necessidade de desenvolvimento do capitalismo.

    • E. 

      Ocorrência de oportunidades de desenvolvimento financeiro do capital a partir de crises políticas generalizadas.

  • 36. 
    (Fuvest 2010)  No Ocidente, o período entre 1848 e 1875 “é primariamente o do maciço avanço da economia do capitalismo industrial, em escala mundial, da ordem social que o representa, das ideias e credos que pareciam legitimá-lo e ratificá-lo”.E. J. Hobsbawm. A era do capital 1848-1875. A “ordem social” e as “ideias e credos” a que se refere o autor caracterizam-se, respectivamente, como (Fuvest 2010)  No Ocidente, o período entre 1848 e 1875 “é primariamente o do maciço avanço da economia do capitalismo industrial, em escala mundial, da ordem social que o representa, das ideias e credos que pareciam legitimá-lo e ratificá-lo”.E. J. Hobsbawm. A era do capital 1848-1875. A “ordem social” e as “ideias e credos” a que se refere o autor caracterizam-se, respectivamente, como 
    • A. 

      Aristocrática e conservadoras.

    • B. 

      Socialista e anarquistas.

    • C. 

      Popular e democráticas.

    • D. 

      Tradicional e positivistas.

    • E. 

      Burguesa e liberais.

  • 37. 
    . (Fuvest 2007)  No final do século XIX, a Europa Ocidental torna-se "teatro de atentados contra as pessoas e contra os bens. Sem poupar os países do Norte... esta agitação afeta mais a França, a Bélgica e os Estados do Sul... Na Itália e na Espanha, provoca ou sustenta revoltas camponesas. Numerosos e espetaculares atentados são cometidos contra soberanos e chefes de governo".                  R. Schnerb, "O Século XIX", 1969. O texto trata das ações empreendidas, em geral, por 
    • A. 

      Anarquistas.

    • B. 

      Fascistas.

    • C. 

      Comunistas.

    • D. 

      Militaristas.

    • E. 

      Fundamentalistas.

  • 38. 
    (Fuvest 2006)  "Para mim, o mais absurdo dos costumes vale mais do que a mais justa das leis. A nossa legislação alem? contenta-se com evocar o espírito atual, notadamente o espírito francês, mas não faz alusão ao do povo".Essa frase do alemão William Gerlach, em 1810, exprime uma visão
    • A. 

      Liberal e democrática.

    • B. 

      Romântica e nacionalista.

    • C. 

      Socialista e comunitária.

    • D. 

      Teocrática e tradicionalista.

    • E. 

      Conservadora e realista.

  • 39. 
    (Fuvest 2006)  De uma publicação francesa, em 1787: "Quais são as fontes da força econômica da Inglaterra? - o comércio marítimo e a agricultura; a agricultura, sobretudo, é lá mais conhecida do que em qualquer outra parte, e, geralmente, praticada segundo princípios diferentes".Podemos deduzir que os "princípios diferentes" aos quais a frase se refere são os do 
    • A. 

      Feudalismo.

    • B. 

      Capitalismo.

    • C. 

      Mercantilismo.

    • D. 

      Cooperativismo.

    • E. 

      Escravismo.

  • 40. 
    (Fuvest 2003)  Tarzan, foto de 1931Os personagens acima, difundidos pelo cinema em todo o mundo, representam  
    • A. 

      O modelo de "bom selvagem" segundo a teoria do filósofo J. Jacques Rousseau.

    • B. 

      O protótipo da mestiçagem defendido pelas teorias do nazi-facismo.

    • C. 

      O ideal de beleza e de preservação ambiental difundidos pela ideologia do "american way of life".

    • D. 

      A superioridade do "homem branco" segundo os defensores da expansão "civilizatória ocidental".

    • E. 

      Um valor estético permanente no mundo ocidental, criado pela cultura grega, a partir do mito de Ulisses e Penélope.

  • 41. 
    (Fuvest 2013)  Fosse com militares ou civis, a África esteve por vários anos entregue a ditadores. Em alguns países, vigorava uma espécie de semidemocracia, com uma oposição consentida e controlada, um regime que era, em última análise, um governo autoritário. A única saída para os insatisfeitos e também para aqueles que tinham ambições de poder passou a ser a luta armada. Alguns países foram castigados por ferozes guerras civis, que, em certos casos, foram alongadas por interesses extracontinentais. Alberto da Costa e Silva. A África explicada aos meus filhos. Rio de Janeiro: Agir, 2008, p. 139. Entre os exemplos do alongamento dos conflitos internos nos países africanos em função de “interesses extracontinentais”, a que se refere o texto, pode-se citar a participação 
    • A. 

      Da Holanda e da Itália na guerra civil do Zaire, na década de 1960, motivada pelo controle sobre a mineração de cobre na região.

    • B. 

      Dos Estados Unidos na implantação do apartheid na África do Sul, na década de 1970, devido às tensões decorrentes do movimento pelos direitos civis.

    • C. 

      Da França no apoio à luta de independência na Argélia e no Marrocos, na década de 1950, motivada pelo interesse em controlar as reservas de gás natural desses países.

    • D. 

      Da China na luta pela estabilização política no Sudão e na Etiópia, na década de 1960, motivada pelas necessidades do governo Mao Tse-Tung em obter fornecedores de petróleo.

    • E. 

      Da União Soviética e Cuba nas guerras civis de Angola e Moçambique, na década de 1970, motivada pelas rivalidades e interesses geopolíticos característicos da Guerra Fria.

  • 42. 
    . (Fuvest 2013)  O que acontece quando a gente se vê duplicado na televisão? (...) Aprendemos não só durante os anos de formação mas também na prática a lidar com nós mesmos com esse “eu” duplo. E, mais tarde, (...) em 1974, ainda detido para averiguação na penitenciária de Colônia-Ossendorf, quando me foi atendida, sem problemas, a solicitação de um aparelho de televisão na cela, apenas durante o período da Copa do Mundo, os acontecimentos na tela me dividiram em vários sentidos. Não quando os poloneses jogaram uma partida fantástica sob uma chuva torrencial, não quando a partida contra a Austrália foi vitoriosa e houve um empate contra o Chile, aconteceu quando a Alemanha jogou contra a Alemanha. Torcer para quem? Eu ou eu torci para quem? Para que lado vibrar? Qual Alemanha venceu? Gunter Grass. Meu século. Rio de Janeiro: Record, 2000, p. 237. Adaptado. O trecho acima, extraído de uma obra literária, alude a um acontecimento diretamente relacionado 
    • A. 

      à política nazista de fomento aos esportes considerados “arianos” na Alemanha.

    • B. 

      Ao aumento da criminalidade na Alemanha, com o fim da Segunda Guerra Mundial.

    • C. 

      à Guerra Fria e à divisão política da Alemanha em duas partes, a “ocidental” e a “oriental”.

    • D. 

      Ao recente aumento da população de imigrantes na Alemanha e reforço de sentimentos xenófobos.

    • E. 

      Ao caráter despolitizado dos esportes em um contexto de capitalismo globalizado.

  • 43. 
    (Fuvest 2013)  Quando a guerra mundial de 1914-1918 se iniciou, a ciência médica tinha feito progressos tão grandes que se esperava uma conflagração sem a interferência de grandes epidemias. Isso sucedeu na frente ocidental, mas à leste o tifo precisou de apenas três meses para aparecer e se estabelecer como o principal estrategista na região (...). No momento em que a Segunda Guerra Mundial está acontecendo, em territórios em que o tifo é endêmico, o espectro de uma grande epidemia constitui ameaça constante. Enquanto estas linhas estão sendo escritas (primavera de 1942) já foram recebidas notificações de surtos locais, e pequenos, mas a doença parece continuar sob controle e muito provavelmente permanecerá assim por algum tempo. Henry E. Sigerist, Civilização e doença. São Paulo: Hucitec, 2010, p. 130-132. O correto entendimento do texto acima permite afirmar que 
    • A. 

      O tifo, quando a humanidade enfrentou as duas grandes guerras mundiais do século XX, era uma ameaça porque ainda não tinha se desenvolvido a biologia microscópica, que anos depois permitiria identificar a existência da doença.

    • B. 

      Parte significativa da pesquisa biológica foi abandonada em prol do atendimento de demandas militares advindas dessas duas guerras, o que causou um generalizado abandono dos recursos necessários ao controle de doenças como o tifo.

    • C. 

      As epidemias, nas duas guerras mundiais, não afetaram os combatentes dos países ricos, já que estes, ao contrário dos combatentes dos países pobres, encontravam-se imunizados contra doenças causadas por vírus.

    • D. 

      A ameaça constante de epidemia de tifo resultava da precariedade das condições de higiene e saneamento decorrentes do enfrentamento de populações humanas submetidas a uma escala de destruição incomum promovida pelas duas guerras mundiais.

    • E. 

      O tifo, principalmente na Primeira Guerra Mundial, foi utilizado como arma letal contra exércitos inimigos no leste europeu, que eram propositadamente contaminados com o vírus da doença.

  • 44. 
    (Fuvest 2009)  As bombas atômicas, lançadas contra Hiroshima e Nagasaki em 1945, resultaram na morte de aproximadamente 300.000 pessoas, vítimas imediatas das explosões ou de doenças causadas pela exposição à radiação. Esses eventos marcaram o início de uma nova etapa histórica na corrida armamentista entre as nações, caracterizada pelo desenvolvimento de programas nucleares com finalidades bélicas. Considerando essa etapa e os efeitos das bombas atômicas, analise as afirmações a seguir. I. As bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki foram lançadas pelos Estados Unidos, único país que possuía esse tipo de armamento ao fim da Segunda Guerra Mundial.II. As radiações liberadas numa explosão atômica podem produzir mutações no material genético humano, que causam doenças como o câncer ou são transmitidas para a geração seguinte, caso tenham ocorrido nas células germinativas.III. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, várias nações desenvolveram armas atômicas e, atualmente, entre as que possuem esse tipo de armamento, têm-se China, Estados Unidos, França, Índia, Israel, Paquistão, Reino Unido e Rússia. Está correto o que se afirma em:  
    • A. 

      I, somente.

    • B. 

      II, somente.

    • C. 

      I e II, somente.

    • D. 

      II e III, somente.

    • E. 

      I, II e III.

  • 45. 
    (Fuvest 2005)  "... velhos poloneses de bigodes nietzschianos e jovens com caras de filme soviético, alemães de cabeça raspada, argelinos, italianos... ingleses mais pitorescos do que todos os outros, franceses parecidos com Maurice Thorez ou com Maurice Chevalier... Estavam aproximando-se das casernas e começaram a cantar: e, pela primeira vez no mundo, os homens de todas as nações misturadas em formação de combate cantavam a Internacional". O texto, extraído do romance "A Esperança" (1937), de André Malraux, 
    • A. 

      Expressa o auge do movimento estético conhecido como surrealismo.

    • B. 

      Descreve o ambiente cosmopolita existente em Paris, no entre guerras.

    • C. 

      Evoca as brigadas internacionais durante a Guerra Civil espanhola.

    • D. 

      Retrata o internacionalismo existente entre os comunistas em Moscou.

    • E. 

      Representa o expressionismo estético dominante em toda a Europa.

  • 46. 
    (Fuvest 2000)  Há controvérsias entre historiadores sobre o caráter das duas grandes revoluções do mundo contemporâneo, a Francesa de 1789 e a Russa de 1917; no entanto, existe consenso sobre o fato de que ambas 
    • A. 

      Fracassaram, uma vez que, depois de Napoleão, a França voltou ao feudalismo com os Bourbons e a União Soviética, depois de Gorbatchev, ao capitalismo.

    • B. 

      Geraram resultados diferentes as intenções revolucionárias, pois tanto a burguesia francesa quanto a russa eram contrárias a todo tipo de governo autoritário.

    • C. 

      Puseram em prática os ideais que as inspiraram, de liberdade e igualdade e de abolição das classes e do Estado.

    • D. 

      Efetivaram mudanças profundas que resultaram na superação do capitalismo na França e do feudalismo na Rússia.

    • E. 

      Foram marcos políticos e ideológicos, inspirando, a primeira, as revoluções até 1917, e a segunda, os movimentos socialistas até a década de 1970.