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Simulado Língua Portuguesa - questões Enem 2009

11 Questes
Simulado Lngua Portuguesa - Questes Enem 2009

10 questões de português elaboradas pela equipe do Inep de acordo com a reformulação do Enem - Agora na forma on-line by Professor Isaac. Divirta-se.

Questions and Answers
  • 1. 
    Concordo plenamente com o artigo "Revolucione a sala de aula". É preciso que valorizemos o ser humano, seja ele estudante, seja professor. Acredito na importância de aprender a respeitar nossos limites e superá-los, quando possível, o que será mais fácil se pudermos desenvolver a capacidade de relacionamento em sala de aula. Como arquiteta, concordo com a postura de valorização do indivíduo, em qualquer situação: se procurarmos uma relação de respeito e colaboração, seguramente estaremos criando a base sólida de uma vida melhor.Tania Bertoluci de Souza, Porto Alegre, RS, Disponível em: <:http://www.kanitz.com.br/veja/cartas.htm>. Acesso em: 2 maio 2009 (com adaptações). Em uma sociedade letrada como a nossa, são construídos textos diversos para dar conta das necessidades cotidianas de comunicação. Assim, para utilizar-se de algum gênero textual, é preciso que conheçamos os seus elementos. A carta de leitor é um gênero textual que
    • A. 

      Apresenta sua estrutura por parágrafos, organizado pela tipologia da ordem da injunção (comando) e estilo de linguagem com alto grau de formalidade.

    • B. 

      Se inscreve em uma categoria cujo objetivo é o de descrever os assuntos e temas que circularam nos jornais e revistas do país semanalmente.

    • C. 

      Se organiza por uma estrutura de elementos bastante flexível em que o locutor encaminha a ampliação dos temas tratados para o veículo de comunicação.

    • D. 

      Se constitui por um estilo caracterizado pelo uso da variedade não-padrão da língua e tema construído por fatos políticos.

    • E. 

      Se organiza em torno de um tema, de um estilo e em forma de paragrafação, representando, em conjunto, as ideias e opiniões de locutores que interagem diretamente com o veículo de comunicação.

  • 2. 
    José Dias precisa sair de sua casa e chegar até o trabalho, conforme mostra o Quadro 1. Ele vai de ônibus e pega três linhas: 1) de sua casa até o terminal de integração entre a zona norte e a zona central; 2) deste terminal até outro entre as zonas central e sul; 3) deste último terminal até onde trabalha. Sabe-se que há uma correspondência numérica, nominal e cromática das linhas que José toma, conforme o Quadro 2. José Dias deverá, então, tomar a seguinte sequência de linhas de ônibus, para ir de casa ao trabalho:
    • A. 

      L. 102 - Circular zona central - L. Vermelha.

    • B. 

      L. Azul - L. 101 - Circular zona norte.

    • C. 

      Circular zona norte - L. Vermelha - L. 100.

    • D. 

      L. 100 - Circular zona central - L. Azul.

    • E. 

      L. Amarela - L. 102 - Circular zona sul.

  • 3. 
    Comparando as figuras, que apresentam mobiliários de épocas diferentes, ou seja, a figura 1 corresponde a um projeto elaborado por Fernando e Humberto Campana e a figura 2, a um mobiliário do reinado de D. João VI, pode-se afirmar que
    • A. 

      Os materiais e as ferramentas usados na confecção do mobiliário de Fernando e Humberto Campana, assim como os materiais e as ferramentas utilizados na confecção do mobiliário do reinado de D. João VI, determinaram a estética das cadeiras.

    • B. 

      As formas predominantes no mobiliário de Fernando e Humberto Campana são complexas, enquanto que as formas do mobiliário do reinado de D. João VI são simples, geométricas e elásticas.

    • C. 

      O artesanato é o atual processo de criação de mobiliários empregado por Fernando e Humberto Campana, enquanto que o mobiliário do reinado de D. João VI foi industrial.

    • D. 

      Ao longo do tempo, desde o reinado de D. João VI, o mobiliário foi se adaptando consoante as necessidades humanas, a capacidade técnica e a sensibilidade estética de uma sociedade.

    • E. 

      O mobiliário de Fernando e Humberto Campana, ao contrário daquele do reinado de D. João VI, considera primordialmente o conforto que a cadeira pode proporcionar, ou seja, a função em detrimento da forma.

  • 4. 
    O poema de Manoel de Barros será utilizado para resolver as questões 4 e 5.O apanhador de desperdíciosUso a palavra para compor meus silêncios.Não gosto das palavrasfatigadas de informar.Dou mais respeitoàs que vivem de barriga no chãotipo água pedra sapo.Entendo bem o sotaque das águasDou respeito às coisas desimportantese aos seres desimportantes.Prezo insetos mais que aviões.Prezo a velocidadedas tartarugas mais que a dos mísseis.Tenho em mim um atraso de nascença.Eu fui aparelhadopara gostar de passarinhos.Tenho abundância de ser feliz por isso.Meu quintal é maior do que o mundo.Sou um apanhador de desperdícios:Amo os restoscomo as boas moscas.Queria que a minha voz tivesse um formatode canto.Porque eu não sou da informática:eu sou da invencionática.Só uso a palavra para compor meus silêncios.BARROS, Manoel de. O apanhador de desperdícios. In. PINTO, Manuel da Costa.Antologia comentada da poesia brasileira do século 21. São Paulo: Publifolha, 2006. p. 73-74.
  • 5. 
    É próprio da poesia de Manoel de Barros valorizar seres e coisas considerados, em geral, demenor importância no mundo moderno. No poema de Manoel de Barros, essa valorização éexpressa por meio da linguagem
    • A. 

      Denotativa, para evidenciar a oposição entre elementos da natureza e da modernidade.

    • B. 

      Rebuscada de neologismos que depreciam elementos próprios do mundo moderno.

    • C. 

      Hiperbólica, para elevar o mundo dos seres insignificantes.

    • D. 

      Simples, porém expressiva no uso de metáforas para definir o fazer poético do eu-lírico poeta.

    • E. 

      Referencial, para criticar o instrumentalismo técnico e o pragmatismo da era da informação digital.

  • 6. 
    Considerando o papel da arte poética e a leitura do poema de Manoel de Barros, afirma-se que
    • A. 

      Informática e invencionática são ações que, para o poeta, correlacionam-se: ambas têm o mesmo valor na sua poesia.

    • B. 

      Arte é criação e, como tal, consegue dar voz às diversas maneiras que o homem encontra para dar sentido à própria vida.

    • C. 

      A capacidade do ser humano de criar está condicionada aos processos de modernização tecnológicos.

    • D. 

      A invenção poética, para dar sentido ao desperdício, precisou se render às inovações da informática.

    • E. 

      As palavras no cotidiano estão desgastadas, por isso à poesia resta o silêncio da não comunicabilidade.

  • 7. 
    Aumento do efeito estufa ameaça plantas, diz estudo.O aumento de dióxido de carbono na atmosfera, resultante do uso de combustíveisfósseis e das queimadas, pode ter consequências calamitosas para o clima mundial,mas também pode afetar diretamente o crescimento das plantas. Cientistas daUniversidade de Basel, na Suíça, mostraram que, embora o dióxido de carbono sejaessencial para o crescimento dos vegetais, quantidades excessivas desse gásprejudicam a saúde das plantas e têm efeitos incalculáveis na agricultura de váriospaíses.O Estado de São Paulo, 20 set. 1992, p.32.O texto acima possui elementos coesivos que promovem sua manutenção temática. A partir dessaperspectiva, conclui-se que
    • A. 

      A palavra “mas”, na linha 3, contradiz a afirmação inicial do texto: linhas 1 e 2.

    • B. 

      A palavra “embora”, na linha 4, introduz uma explicação que não encontra complemento no restante do texto.

    • C. 

      As expressões: “consequências calamitosas”, na linha 2, e “efeitos incalculáveis”, na linha 6, reforçam a ideia que perpassa o texto sobre o perigo do efeito estufa.

    • D. 

      O uso da palavra “cientistas”, na linha 3, é desnecessário para dar credibilidade ao texto, uma vez que se fala em “estudo” no título do texto.

    • E. 

      A palavra “gás”, na linha 5, refere-se a “combustíveis fósseis” e “queimadas”, nas linhas 1 e 2, reforçando a ideia de catástrofe.

  • 8. 
    Texto ISer brotinho não é viver em um píncaro azulado; é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível,provocasse uma tosse de riso irresistível.CAMPOS, Paulo Mendes. Ser brotinho. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org.).As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. p. 91.Texto IISer gagá não é viver apenas nos idos do passado: é muito mais! É saber que todos os amigos já morreram e os que teimam em viver são entrevados. É sorrir, interminavelmente, não pornecessidade interior, mas porque a boca não fecha ou a dentadura é maior que a arcada.FERNANDES, Millôr. Ser gagá. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org.).As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. p. 225.Os textos utilizam os mesmos recursos expressivos para definir as fases da vida, entre eles,
    • A. 

      Expressões coloquiais com significados semelhantes.

    • B. 

      ênfase no aspecto contraditório da vida dos seres humanos.

    • C. 

      Recursos específicos de textos escritos em linguagem formal.

    • D. 

      Termos denotativos que se realizam com sentido objetivo.

    • E. 

      Metalinguagem que explica com humor o sentido de palavras.

  • 9. 
    Apesar da ciência, ainda é possível acreditar no sopro divino – o momento em que oCriador deu vida até ao mais insignificante dos micro-organismos?Resposta de Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, nomeado pelo papa Bento XVI em 2007:“Claro que sim. Estaremos falando sempre que, em algum momento, começou a existir algo, para poder evoluir em seguida. O ato do criador precede a possibilidade de evolução: só evolui algo que existe. Do nada, nada surge e evolui.”LIMA, Eduardo. Testemunha de Deus. SuperInteressante, São Paulo, n. 263-A, p. 9, mar. 2009 (com adaptações).Resposta de Daniel Dennet, filósofo americano ateu e evolucionista radical, formado em Harvard e Doutor por Oxford: “É claro que é possível, assim como se pode acreditar que um super-homem veio para a Terra há 530 milhões de anos e ajustou o DNA da fauna cambriana, provocando a explosão da vida daquele período. Mas não há razão para crer em fantasias desse tipo.”LIMA, Eduardo. Advogado do Diabo. SuperInteressante, São Paulo, n. 263-A, p. 11, mar. 2009 (com adaptações).Os dois entrevistados responderam a questões idênticas, e as respostas a uma delas foramreproduzidas aqui. Tais respostas revelam opiniões opostas: um defende a existência de Deus e o outro não concorda com isso. Para defender seu ponto de vista,
    • A. 

      O religioso ataca a ciência, desqualificando a Teoria da Evolução, e o ateu apresenta comprovações científicas dessa teoria para derrubar a ideia de que Deus existe.

    • B. 

      Scherer impõe sua opinião, pela expressão “claro que sim”, por se considerar autoridade competente para definir o assunto, enquanto Dennett expressa dúvida, com expressões como “é possível”, assumindo não ter opinião formada.

    • C. 

      O arcebispo critica a teoria do Design Inteligente, pondo em dúvida a existência de Deus, e o ateu argumenta com base no fato de que algo só pode evoluir se, antes, existir.

    • D. 

      O arcebispo usa uma lacuna da ciência para defender a existência de Deus, enquanto o filósofo faz uma ironia, sugerindo que qualquer coisa inventada poderia preencher essa lacuna.

    • E. 

      O filósofo utiliza dados históricos em sua argumentação, ao afirmar que a crença em Deus é algo primitivo, criado na época cambriana, enquanto o religioso baseia sua argumentação no fato de que algumas coisas podem “surgir do nada”.

  • 10. 
    SOUZA, Maurício de. [Chico Bento]. O Globo, Rio de Janeiro, Segundo Caderno, 19 dez. 2008, p.7.O personagem Chico Bento pode ser considerado um típico habitante da zona rural, comumentechamado de “roceiro” ou “caipira”. Considerando a sua fala, essa tipicidade é confirmadaprimordialmente pela
    • A. 

      Transcrição da fala característica de áreas rurais.

    • B. 

      Redução do nome “José” para “Zé”, comum nas comunidades rurais.

    • C. 

      Emprego de elementos que caracterizam sua linguagem como coloquial.

    • D. 

      Escolha de palavras ligadas ao meio rural, incomuns nos meios urbanos.

    • E. 

      Utilização da palavra “coisa”, pouco frequente nas zonas mais urbanizadas.

  • 11. 
    A sociedade atual testemunha a influência determinante das tecnologias digitais na vida dohomem moderno, sobretudo daquelas relacionadas com o computador e a internet. Entretanto,parcelas significativas da população não têm acesso a tais tecnologias. Essa limitação tem pelomenos dois motivos: a impossibilidade financeira de custear os aparelhos e os provedores deacesso, e a impossibilidade de saber utilizar o equipamento e usufruir das novas tecnologias. Aessa problemática, dá-se o nome de exclusão digital.No contexto das políticas de inclusão digital, as escolas, nos usos pedagógicos das tecnologias deinformação, devem estar voltadas principalmente para
    • A. 

      Proporcionar aulas que capacitem os estudantes a montar e desmontar computadores, para garantir a compreensão sobre o que são as tecnologias digitais.

    • B. 

      Explorar a facilidade de ler e escrever textos e receber comentários na internet para desenvolver a interatividade e a análise crítica, promovendo a construção do conhecimento.

    • C. 

      Estudar o uso de programas de processamento para imagens e vídeos de alta complexidade para capacitar profissionais em tecnologia digital.

    • D. 

      Exercitar a navegação pela rede em busca de jogos que possam ser “baixados” gratuitamente para serem utilizados como entretenimento.

    • E. 

      Estimular as habilidades psicomotoras relacionadas ao uso físico do computador, como mouse, teclado, monitor etc.