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Simulado III (www.filosofianaescola.com.br)

10 Questűes
Simulado Iii (www.filosofianaescola.com.br)

 Prepare-se para o ENEM e para o vestibular. Respondam as questões e veja sua pontua√ßão no final.

Questions and Answers
  • 1. 
    (PUC-PR) “Ciência e poder do homem coincidem, uma vez que, sendo a causa ignorada, frustra-se o efeito. Pois a natureza não se vence, se não quando se lhe obedece. E o que à contemplação apresenta-se como causa é regra na prática”.   Em relação a esse aforismo III do Livro I do Novum Organum de Francis Bacon, considere a alternativa que apresenta a interpretação CORRETA:
    • A. 

      O saber, para Bacon, √© uma forma de alterarmos as leis da natureza e, com isso, seus fen√īmenos podem ser controlados tendo em vista um benef√≠cio humano.

    • B. 

      O autor menciona que o conhecimento, o saber, está ligado ao poder, ou seja, mediante o conhecimento é possível, de maneira segura e rigorosa, conquistar o poder sobre a natureza.

    • C. 

      Para Bacon, é inerente ao saber uma forma de controle sobre a natureza, mas principalmente sobre as pessoas, possibilitando um poder incondicional ao detentor do saber.

    • D. 

      O saber j√° possui um valor em si mesmo, o que conduz, consequentemente, de acordo com Bacon, a um poder.

    • E. 

      O que Bacon pretende dizer é que o saber nem sempre tem uma relação com a prática e que é a conveniência individual desse saber que determina seu valor.

  • 2. 
    (UFF) O italiano Picco della Mirandola foi um importante filósofo humanista do Renascimento dos séculos XV e XVI. Seu livro Sobre a Dignidade do Homem enaltece a importância do ser humano e narra um mito da criação do homem. Segundo o autor, quando decidiu criar o ser humano, o criador já havia utilizado na criação dos outros seres todos os modelos e qualidades de que dispunha. Então, o criador falou assim a Adão:   “Se não te conferi um lugar fixo, uma forma que te fosse própria e um dom especial, Adão, foi para que tu mesmo, escolhendo segundo teu desejo e tua determinação o lugar, a forma e o dom que quiseres, possas fazê-los teus. Todos os outros seres receberam uma natureza rigidamente definida e ficaram sob o meu poder, segundo leis previamente estabelecidas. Somente a ti não te prendem laços, exceto tu mesmo, segundo a vontade que te concedo”.   Marque a sentença que expressa ideais do Humanismo Renascentista e que é mais adequada ao pensamento de Picco della Mirandola.
    • A. 

      O ser humano é inacabado e livre e por isso pode se aperfeiçoar.

    • B. 

      A imperfeição impede o aperfeiçoamento do ser humano.

    • C. 

      A imperfeição humana o impede de ser livre.

    • D. 

      A liberdade impede o aperfeiçoamento humano.

    • E. 

      Somente se fosse perfeito é que o ser humano seria livre.

  • 3. 
    (ENEM) Um volume imenso de pesquisas tem sido produzido para tentar avaliar os efeitos dos programas de televisão. A maioria desses estudos diz respeito às crianças - o que é bastante compreensível pela quantidade de tempo que elas passam em frente ao aparelho e pelas possíveis implicações desse comportamento para a socialização. Dois dos tópicos mais pesquisados são o impacto da televisão no âmbito do crime e da violência e a natureza das noticias exibidas na televisão. (GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005.)   O texto indica que existe uma significativa produção científica sobre os impactos socioculturais da televisão na vida do ser humano. E as crianças, em particular, são as mais vulneráveis a essas influências, porque
    • A. 

      Codificam informa√ß√Ķes transmitidas nos programas infantis por meio da observa√ß√£o.

    • B. 

      Adquirem conhecimentos variados que incentivam o processo de interação social.

    • C. 

      Interiorizam padr√Ķes de comportamento e papeis sociais com menor vis√£o critica.

    • D. 

      Observam formas de conviv√™ncia social baseadas na toler√Ęncia e no respeito.

    • E. 

      Apreendem modelos de sociedade pautados na observ√Ęncia das leis.

  • 4. 
    (UFSM) A arquitetura de uma época aponta não só para um determinado estilo artístico, mas também pode indicar traços de vida moral e política de um grupo humano. As torres das igrejas góticas, por exemplo, mostraram a verticalidade na relação entre Deus e o homem, o céu e a terra, o superior e o inferior, característica básica da cultura medieval.   A respeito da concepção de moralidade no período medieval, pode-se afirmar que:   I. A conduta humana deve se pautar em regras derivadas da natureza. II. A imoralidade está relacionada com a desobediência às leis divinas reveladas. III. A razão humana ocupa o lugar central na vida ética. IV. A ética se preocupa, principalmente, com a autonomia moral do indivíduo. Está(ao) correta( s) 
    • A. 

      A) Apenas I.

    • B. 

      B) Apenas II.

    • C. 

      C) Apenas III.

    • D. 

      D) Apenas II e IV.

    • E. 

      E) Apenas III e IV.

  • 5. 
    (UEL) Leia o seguinte texto:   A filosofia está escrita neste imenso livro que continuamente está aberto diante de nossos olhos (estou falando do universo), mas que não se pode entender se primeiro não se aprende a entender sua língua e conhecer os caracteres em que está escrito. Ele está escrito em linguagem matemática e seus caracteres são círculos, triângulos e outras figuras geométricas, meios sem os quais é impossível entender humanamente suas palavras: sem tais meios, vagamos inutilmente por um escuro labirinto. (GALILEI, G. Il saggiatore. Apud REALE, G. & ANTISERI, D. História da filosofia. São Paulo: Paulinas, 1990, v. 2, p. 281.)   Tendo em mente o texto acima e os conhecimentos sobre o pensamento de Galileu acerca do método científico, considere as seguintes afirmativas. I. Galileu defende o desenvolvimento de uma ciência voltada para os aspectos objetivos e mensuráveis da natureza, em oposição à física qualitativa de Aristóteles. II. Para Galileu, é possível obter conhecimento científico sobre objetos matemáticos, tais como círculos e triângulos, mas não sobre objetos do mundo sensível. III. Galileu pensa que uma ciência quantitativa da natureza é possível graças ao fato de que a própria natureza está configurada de modo a exibir ordem e simetrias matemáticas. IV. Galileu considera que a observação não faz parte do método científico proposto por ele, uma vez que todo o conhecimento científico pode ser obtido por meio de demonstrações matemáticas.   Assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas, mencionadas anteriormente.
    • A. 

      A) I e III.

    • B. 

      B) II e III.

    • C. 

      C) III e IV.

    • D. 

      D) I, II e IV.

    • E. 

      E) II, III e IV.

  • 6. 
    (ENEM) Homens da Inglaterra, por que arar para os senhores que vos mantêm na miséria? Por que tecer com esforços e cuidado as ricas roupas que vossos tiranos vestem? Por que alimentar, vestir e poupar do berço até o túmulo esses parasitas ingratos que exploram vosso suor — ah, que bebem vosso sangue? SHELLEY. Os homens da Inglaterra. Apud HUBERMAN, L. Historia da Riqueza do Homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.   A análise do trecho permite identificar que o poeta romântico Shelley (1792-1822) registrou uma contradição nas condições socioeconômicas da nascente classe trabalhadora inglesa durante a Revolução Industrial. Tal contradição está identificada
    • A. 

      na pobreza dos empregados, que estava dissociada da riqueza dos patr√Ķes.

    • B. 

      No sal√°rio dos oper√°rios, que era proporcional aos seus esfor√ßos nas ind√ļstrias.

    • C. 

      Na burguesia, que tinha seus negócios financiados pelo proletariado.

    • D. 

      No trabalho, que era considerado uma garantia de liberdade.

    • E. 

      Na riqueza, que não era usufruída por aqueles que a produziam.

  • 7. 
    (UFF) O escritor e filósofo francês Voltaire, que viveu no século XVIII, é considerado um dos grandes pensadores do Iluminismo ou Século das Luzes. Ele afirma o seguinte sobre a importância de manter acesa a chama da razão:   “Vejo que hoje, neste século que é a aurora da razão, ainda renascem algumas cabeças da hidra do fanatismo. Parece que seu veneno é menos mortífero e que suas goelas são menos devoradoras. Mas o monstro ainda subsiste e todo aquele que buscar a verdade arriscar-se-á a ser perseguido. Deve-se permanecer ocioso nas trevas? Ou deve-se acender um archote onde a inveja e a calúnia reacenderão suas tochas? No que me tange, acredito que a verdade não deve mais se esconder diante dos monstros e que não devemos abster-nos do alimento com medo de sermos envenenados”.   Identifique a opção que melhor expressa esse pensamento de Voltaire.
    • A. 

      Aquele que se pauta pela razão e pela verdade não é um sábio, pois corre um risco desnecessário.

    • B. 

      A raz√£o √© impotente diante do fanatismo, pois esse sempre se imp√Ķe sobre os seres humanos.

    • C. 

      Aquele que se orienta pela raz√£o e pela verdade deve munir-se da coragem para enfrentar o obscurantismo e o fanatismo.

    • D. 

      O fanatismo e o obscurantismo s√£o coisas do passado e por isso a raz√£o n√£o precisa mais estar alerta.

    • E. 

      A razão envenena o espírito humano com o fanatismo.

  • 8. 
    (UEL) Leia o texto a seguir:   Estado Violência   Sinto no meu corpo A dor que angustia A lei ao meu redor A lei que eu não queria Estado violência Estado hipocrisia A lei que não é minha A lei que eu não queria (...)   (TITÃS. Estado Violência. In: Cabeça dinossauro.)   A letra da música “Estado Violência”, dos Titãs, revela a percepção dos autores sobre a relação entre o indivíduo e o poder do Estado. Sobre a canção, é correto afirmar:
    • A. 

      Mostra um indivíduo satisfeito com a sua situação e que apóia o regime político instituído.

    • B. 

      Representa um regime democrático em que o indivíduo participa livremente da elaboração das leis.

    • C. 

      Descreve uma situação em que inexistem conflitos entre o Estado e o indivíduo.

    • D. 

      Relata os sentimentos de um indivíduo alienado e indiferente à forma como o Estado elabora suas leis.

    • E. 

      Apresenta um indivíduo para quem o Estado, autoritário e violento, é indiferente a sua vontade.

  • 9. 
    (ENEM) "A política foi, inicialmente, a arte de impedir as pessoas de se ocuparem do que lhes diz respeito. Posteriormente, passou a ser a arte de compelir as pessoas a decidirem sobre aquilo de que nada entendem". (VALÉRY, P. Cadernos. Apud BENEVIDES, M. V. M. A cidadania ativa. São Paulo: Ática, 1996).   Nessa definição, o autor entende que a história da política está dividida em dois momentos principais: um primeiro, marcado pelo autoritarismo excludente, e um segundo, caracterizado por uma democracia incompleta. Considerando o texto, qual é o elemento comum a esses dois momentos da história política?
    • A. 

      A distribuição equilibrada do poder.

    • B. 

      O impedimento da participação popular.

    • C. 

      O controle das decis√Ķes por uma minoria.

    • D. 

      A valoriza√ß√£o das opini√Ķes mais competentes.

    • E. 

      A sistematização dos processos decisórios.

  • 10. 
    (ENEM) A lei não nasce da natureza, junto das fontes freqüentadas pelos primeiros pastores: a lei nasce das batalhas reais, das vitórias, dos massacres, das conquistas que têm sua data e seus heróis de horror: a lei nasce das cidades incendiadas, das terras devastadas; ela nasce com os famosos inocentes que agonizam no dia que está amanhecendo. (FOUCAULT. M. Aula de 14 de janeiro de 1976. In. Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes).   O filósofo Michel Foucault (séc. XX) inova ao pensar a política e a lei em relação ao poder e à organização social. Com base na reflexão de Foucault, a finalidade das leis na organização das sociedades modernas é
    • A. 

      Combater a√ß√Ķes violentas na guerra entre as na√ß√Ķes.

    • B. 

      Coagir e servir para refrear a agressividade humana.

    • C. 

      Criar limites entre a guerra e a paz praticadas entre os indivíduos de uma mesma nação.

    • D. 

      Estabelecer princ√≠pios √©ticos que regulamentam as a√ß√Ķes b√©licas entre pa√≠ses inimigos.

    • E. 

      Organizar as rela√ß√Ķes de poder na sociedade e entre os Estados.