Simulado de Língua Portuguesa - Prova Brasil - p1

13 Questes  I  By Icetec on October 9, 2009
Simulado de Língua Portuguesa referente a Prova Brasil, tenha bastante prudência nas resposta, lei com bastante atenção você terá 40 min para realizar esse teste.

  
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Question Excerpt

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1.  O boto e a Baía da Guanabara Piraiaguara sentiu um grande orgulho de ser carioca. Se o Atobá Maroto tinha dado nome para as ilhas, ele e todos os outros botos eram muito mais importantes. Eles eram o símbolo daquele lugar privilegiado: a cidade do Rio de Janeiro. 􀀁 A “mui leal e heroica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro”. Piraiaguara fazia questão de lembrar do título, e também de toda a história da cidade e da Baía de Guanabara. Os outros botos zombavam dele: 􀀁 Leal? Uma cidade que quase acabou conosco, que poluiu a baía? Heroica? Uma cidade que expulsou as baleias, destruiu os mangues e quase não nos deixou sardinhas para comer? Olha aí para o fundo e vê quanto cano e lixo essa cidade jogou aqui dentro! 􀀁 Acorda do encantamento, Piraiaguara! O Rio de Janeiro e a Baía de Guanabara foram bonitos sim, mas isso foi há muito tempo. Não adianta ficar suspirando pela beleza do Morro do Castelo, ou pelas praias e pela mata que desapareceram. Olha que, se continuar sonhando acordado, você vai acabar sendo atropelado por um navio! O medo e a tristeza passavam por ele como um arrepio de dor. Talvez nenhum outro boto sentisse tanto a violência da destruição da Guanabara. Mas, certamente, ninguém conseguia enxergar tão bem as belezas daquele lugar. Num instante, o arrepio passava, e a alegria brotava de novo em seu coração. HETZEL, B. Piraiaguara. São Paulo: Ática, 2000. p. 16 – 20. Os outros botos zombavam de Piraiaguara, porque ele:
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2.  O fato que provoca a discussão entre aspersonagens é:
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3.  Em “se continuar sonhando acordado, você vaiacabar sendo atropelado por um navio!”(􀀁. 25-26), o termo sublinhado estabelece, nessetrecho, relação de:
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4.  O Encontro(fragmento)Em redor, o vasto campo. Mergulhado emnévoa branda, o verde era pálido e opaco.Contra o céu, erguiam-se os negrospenhascos tão retos que pareciam recortadosa faca. Espetado na ponta da pedra mais alta,o sol espiava atrás de uma nuvem.“Onde, meu Deus?! – perguntava a mimmesma – Onde vi esta mesma paisagem,numa tarde assim igual?”Era a primeira vez que eu pisava naquelelugar. Nas minhas andanças pelasredondezas, jamais fora além do vale. Masnesse dia, sem nenhum cansaço, transpus acolina e cheguei ao campo. Que calma! E quedesolação. Tudo aquilo – disso estava bemcerta – era completamente inédito pra mim.Mas por que então o quadro se identificava,em todas as minúcias, a uma imagemsemelhante lá nas profundezas da minhamemória? Voltei-me para o bosque que seestendia à minha direita. Esse bosque eutambém já conhecera com sua folhagem corde brasa dentro de uma névoa dourada. “Já vitudo isto, já vi... Mas onde? E quando?”Fui andando em direção aos penhascos.Atravessei o campo. E cheguei à boca doabismo cavado entre as pedras. Um vapordenso subia como um hálito daquela gargantade cujo fundo insondável vinha umremotíssimo som de água corrente. Aquelesom eu também conhecia. Fechei os olhos.“Mas se nunca estive aqui! Sonhei, foi isso?Percorri em sonho estes lugares e agora osencontro palpáveis, reais? Por uma dessasextraordinárias coincidências teria euantecipado aquele passeio enquanto dormia?”Sacudi a cabeça, não, a lembrança – tãoantiga quanto viva – escapava dainconsciência de um simples sonho.[...]TELLES, Lygia Fagundes. Oito contos deamor. São Paulo: ÁticaNa frase “Já vi tudo isso, já vi... Mas onde?”(􀀁. 23-24), o uso das reticências sugere:
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5.  Seja criativo: fuja das desculpasmanjadasEntrevista com teens, pais e psicólogosmostram que os adolescentes dizem semprea mesma coisa quando voltam tarde de umafesta. Conheça seis desculpas entre as maisusadas. Uma sugestão: evite-as. Os paisnão acreditam.􀀁 Nós tivemos que ajudar uma senhoraque estava passando muito mal. Até osocorro chegar... A gente não podia deixar apobre velhinha sozinha, não é?􀀁 O pai do amigo que ia me trazerbateu o carro. Mas não se preocupem,ninguém se machucou!􀀁 Cheguei um minuto depois do ônibuster partido. Aí tive de ficar horas esperandouma carona...􀀁 Você acredita que o meu relógioparou e eu nem percebi?􀀁 Mas vocês disseram que hoje eupodia chegar tarde, não se lembram?􀀁 Eu tentei avisar que ia me atrasar,mas o telefone daqui só dava ocupado!De acordo com o texto, os pais não acreditam em:
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6.  Duas AlmasÓ tu, que vens de longe, ó tu, que venscansada,entra, e sob este teto encontrarás carinho:eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho,vives sozinha sempre, e nunca foste amada...A neve anda a branquear, lividamente, aestrada,e a minha alcova tem a tepidez de um ninho.Entra, ao menos até que as curvas do caminhose banhem no esplendor nascente da alvorada.E amanhã, quando a luz do sol dourar, radiosa,essa estrada sem fim, deserta, imensa e nua,podes partir de novo, ó nômade formosa!Já não serei tão só, nem irás tão sozinha.Há de ficar comigo uma saudade tua...Hás de levar contigo uma saudade minha...WAMOSY, Alceu. Livro dos sonetos. L&PM.No verso “e a minha alcova tem a tepidez de umninho” (v. 6), a expressão sublinhada dá sentidode um lugar:
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7.  Texto IA criação segundo os índios MacuxisNo início era assim: água e céu.Um dia, um Menino caiu na água. O solquente soltou a pele do Menino. A peleescorregou e formou a terra. Então, a águadividiu o lugar com a terra.E o Menino recebeu uma nova pele cor defogo.No dia seguinte, o Menino subiu numaárvore. Provou de todos os frutos. E jogou todasas sementes ao vento. Muitas sementes caíramno chão. E viraram bichos. Muitas sementescaíram na água. E viraram peixes. Muitassementes continuaram boiando no vento. Eviraram pássaros.No outro dia, o Menino foi nadar.Mergulhou fundo. E encontrou um peixe ferido. Opeixe explodiu. E da explosão surgiu umaMenina.O Menino deu a mão para a Menina. Eforam andando. E o Menino e a Menina foramconhecer os quatro cantos da Terra.Texto IIA criação segundo os negros NagôsOlorum. Só existia Olorum. No início, sóexistia Olorum.Tudo o mais surgiu depois.Olorum é o Senhor de todos os seres.Certa vez, conversando com Oxalá,Olorum pediu:– Vá preparar o mundo!E ele foi. Mas Oxalá vivia sozinho eresolveu casar com Odudua. Deste casamento,nasceram Aganju, a Terra Firme, e Iemanjá,Dona das Águas. De Iemanjá, muito tempodepois, nasceram os Orixás.Os Orixás são os protetores do mundo.BORGES, G. et al. Criação. Belo Horizonte: Terra, 1999.Comparando-se essas duas versões da criaçãodo mundo, constata-se que:
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8.  O SAPOEra uma vez um lindo príncipe por quemtodas as moças se apaixonavam. Por ele tambémse apaixonou a bruxa horrenda que o pediu emcasamento. O príncipe nem ligou e a bruxa ficoumuito brava. “Se não vai casar comigo não vai secasar com ninguém mais!” Olhou fundo nos olhosdele e disse: “Você vai virar um sapo!” Ao ouviresta palavra o príncipe sentiu estremeção. Tevemedo. Acreditou. E ele virou aquilo que a palavrafeitiço tinha dito. Sapo. Virou um sapo.(ALVES, Rubem. A alegria de ensinar. Ars Poética, 1994.)No trecho “O príncipe NEM LIGOU e a bruxaficou muito brava.”, a expressão destacadasignifica que
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9.  Vínculos, as equações da matemática da vidaQuando você forma um vínculo comalguém, forma uma aliança. Não é à toa que ouso de alianças é um dos símbolos maisantigos e universais do casamento. O círculodá a noção de ligação, de fluxo, decontinuidade. Quando se forma um vínculo, aenergia flui. E o vínculo só se mantém vivo seessa energia continuar fluindo. Essa é a ideiade mutualidade, de troca.Nessa caminhada da vida, ora andamosde mãos dadas, em sintonia, deixando aenergia fluir, ora nos distanciamos. Desviossempre existem. Podemos nos perder em umdeles e nos reencontrar logo adiante. A buscaé permanente. O que não se pode é ficarconstantemente fora de sintonia.Antigamente, dizia-se que as pessoasprocuravam se completar através do outro,buscando sua metade no mundo. A equaçãoera: 1/2 + 1/2 = 1."Para eu ser feliz para sempre na vida,tenho que ser a metade do outro." Naquelaloteria do casamento, tirar a sorte grande eraachar a sua cara-metade.Com o passar do tempo, as pessoas foramdesenvolvendo um sentido de individualizaçãomaior e a equação mudou. Ficou: 1 + 1 = 1."Eu tenho que ser eu, uma pessoa inteira,com todas as minhas qualidades, meusdefeitos, minhas limitações. Vou formar umaunidade com meu companheiro, que tambémé um ser inteiro." Mas depois que esses doisseres inteiros se encontravam, era comumfundirem-se, ficarem grudados numcasamento fechado, tradicional. Anulavam-semutuamente.Com a revolução sexual e os movimentosde libertação feminina, o processo deindividuação que vinha acontecendo seradicalizou. E a equação mudou de novo:1 + 1 = 1 + 1.Era o "cada um na sua". "Eu tenho queresolver os meus problemas, cuidar da minhaprópria vida. Você deve fazer o mesmo. Naminha independência total e autossuficiênciaabsoluta, caso com você, que também éassim." Em nome dessa independência, noentanto, faltou sintonia, cumplicidade ecompromisso afetivo. É a segunda crise docasamento que acompanhamos nas décadasde 70 e 80.Atualmente, após todas essasexperiências, eu sinto as pessoas procurandooutro tipo de equação: 1 + 1 = 3.Para a aritmética ela pode não ter lógica,mas faz sentido do ponto de vista emocional eexistencial. Existem você, eu e a nossarelação. O vínculo entre nós é algo diferentede uma simples somatória de nós dois. Nessaproposta de casamento, o que é meu é meu,o que é seu é seu e o que é nosso é nosso.Talvez aí esteja a grande mágica que hojebuscamos, a de preservar a individualidadesem destruir o vínculo afetivo. Tenho quepreservar o meu eu, meu processo dedescoberta, realização e crescimento, semdestruir a relação. Por outro lado, tenho quepreservar o vínculo sem destruir aindividualidade, sem me anular.Acho que assim talvez possamos chegarao ano 2000 um pouco menos divididos entrea sede de expressão individual e a fome deamor e de partilhar a vida. Um pouco maisinteiros e felizes.Para isso, temos que compartilhar comnossos companheiros de uma verdadeiraintimidade. Ser íntimo é ser próximo, é estarestreitamente ligado por laços de afeição econfiança.(MATARAZZO, Maria Helena. Amar é preciso. 22.ed. São Paulo: Editora Gente, 1992. p. 19-21)O texto trata PRINCIPALMENTE:
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10.  No texto, no casamento, atualmente, defende-sea ideia de que:
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11.  As AmazôniasEsse tapete de florestas com rios azuisque os astronautas viram é a Amazônia. Elacobre mais da metade do território brasileiro.Quem viaja pela região não cansa de admiraras belezas da maior floresta tropical domundo. No início era assim: água e céu.É mata que não tem mais fim. Matacontínua, com árvores muito altas, cortadapelo Amazonas, o maior rio do planeta. Sãomais de mil rios desaguando no Amazonas. Éágua que não acaba mais.SALDANHA, P. As Amazônias. Rio de Janeiro:Ediouro, 1995.________________________________________No texto, o uso da expressão “água que nãoacaba mais” (􀀁. 11) revela:
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12.  O texto trata
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13.  A frase que contém uma opinião é
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